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16
setembro

UA - Meia Faculdade no Faial!

Escrito por  Armando Amaral
Publicado em Armando Amaral

Bipolaridade foi recebida no Faiai como sinal de esperança em melhores anos (nanja dias) para a Horta, cidade que sempre teve lugar cimeiro na cultura Regional, chegando mesmo a ser chamada a Atenas açórica.
Assaz visível a satisfação ao saber-se a opinião do terceirense Avelino Meneses quanto ao Ensino Superior ser feito em Universidade tripolar, com Polos nas três Cidades que tinham sido Capitais de Distrito: Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada, por ordem alfabética, não por seu tamanho terreno, já que, como diz o provérbio, os homens não se medem aos palmos.
De recordar, ou frisar que o actual Secretario Regional da Educação e Cultura exerceu com reconhecida competência o cargo de Reitor da UA e a tripolaridade foi bandeira.
E pelos justificados argumentos, chegámo-nos a convencer de que tinha vindo para ficar, expressão usada quando o produto é mesmo bom, se não for adulterado.
Mas o tempo passou depressa, não tanto porém que o PS não tenha tido a oportunidade de requisitar dois conhecidos cientistas para valorizar a política rosa com prejuízo do DOP.
O mesmo não terá acontecido ao actual Reitor da Universidade açoriana que logo avançou com nova e inesperada estrutura, nanja por maioria absoluta mas apenas por dois terços dos Conselheiros, aliás uma votação significativa pela negativa, como adiante se verá.
Assim, os três já tradicionais Polos, foram substituídos por quatro Faculdades, a saber:
- Ciências Agrárias e Ambiente, na Terceira;
- Ciências e Tecnologia, em S. Miguel e Faial;
- Ciências Sociais e Humanas, em S. Miguel e valências na Terceira
- Economia e Gestão, em S. Miguel.
Esta da minha Ilha ter ficado apenas com meia Faculdade, é afinal o epílogo de uma funesta política, iniciada primeiro pela social democracia e continuada em socialismo democrático:
A falta de condições não passa de grosseiro argumento, já que a actual situação do Faial é tão somente consequência do esvaziamento a que tem sido sujeito.
O caso da inexistência de Estabelecimentos de Ensino médio e universitário tem estado na base do fraco desenvolvimento cultural da Horta com repercussão nas Vilas do Triângulo e nas a ocidente.
E frequências teriam como teve a Escola do Magistério, “parindo” até Professores para os Açores e Continente, e que mesmo assim foi criminosamente extinta quando seria de maior justiça ter passado para Universidade!

 

DUAS EFEMÉRIDES
A primeira referente ao Aeroporto da Horta, inaugurado a 24 de Agosto de 1971.
Pela manhã aterraram na pista, de 1500 metros, cinco aeronaves e todas estacionaram na respectiva placa, facto constante do histórico arquivo da “Foto Jovial”.
O Chefe de Estado Américo Tomaz viajou de Lisboa num Boeing da TAP para a Horta onde veio presidir à cerimónia de inauguração do desejado Aeroporto na então Capital de Distrito.
Era aguardado naturalmente pelo Governador Freitas Pimentel, um lutador incansável pela justa aspiração faialense, uma vez que Angra do Heroísmo e Ponta Delgada já auferiam de tal regalia, aliás, à custa de ingleses e americanos.
E na qual os faialenses punham grande esperança, bem expressa na multidão que da ilha inteira acorreu a Castelo Branco.
Isto sucedeu há 45 anos.
Recuando, porém, no tempo outros tantos anos, temos a segunda efeméride: o Terramoto de 31 de Agosto de 1926, nanja para saudar mas de reconhecimento pela maneira como os faialenses se comportaram perante tanta adversidade com repercussão na vida da ilha.
Desta feita, não vi, mas senti, pelas 6 horas da manhã.
Estava eu, nos meus ainda cinco anos, sentado à beira da cama de amigo Henrique doente, quanto tudo abanou quase sem parar e sem parar corri até a casa, à Praça dos Cedros.

 

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