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09
dezembro

Foi antes

Escrito por  Armando Amaral
Publicado em Armando Amaral

…O depois é demasiado conhecido, e, se trouxe algo, está por saber!
Não sendo americano, a eleição para presidente do grande País, destino preferido dos açorianos, onde tive e tenho familiares próximos e bons amigos, sempre a tenho acompanhado com mais ou menos interesse, embora mais virado para os Republicanos.
Desta vez terá sido menos, sem alinhar, porém, nessa onda anti-América que alastrou no Continente português e também nas nossas ilhas.
E parece-nos que não foram só as palavras transbordante, de simpatia da senhora Clinton ou as amargas do senhor Trumper.
Duma coisa quase tenho a certeza: se os Democratas tivessem ganho, a política dos Estados Unidos manter-se-ia quanto ao fecho da Base, mas com os americanos a disporem dela a seu belo prazer.
Agora, com os Republicanos na Presidência e senhores do Senado e Congresso, consequência de eleições democráticas que sempre mereceram elogios gerais, só o futuro dirá, mesmo sem a tradição do encontro familiar, desta feita entre os Trumpes e os Obamas.

SEMPRE BONS VIZINHOS
Primeiramente na antiga rua das Árvores e agora nas colunas do "Tribuna das Ilhas".
Um parêntese, porém, a anteceder indispensável intróito ainda que pequeno, aliás como o escrito.
Nestas três décadas na Terceira, uma meia dúzia de vezes terei ido ao Faial, e quase sempre para participar em eventos especiais, tais como aniversários, casamentos, promessas ao Divino e também nos Cem Anos do Fayal Sport, incluindo naturalmente a disputa da Taça Armando Amaral, lançamento de "Aguenta verdos" e, de ladeado com os saudosos amigos José Lacerda e Jacinto Ramos, cortar o lindo bolo do Centenário, em gentileza inesquecível da Direcção.
Tudo isto, sem nunca alguém esquecer, como a ilustre Família do Prof. João Ramos, nossa vizinha, muito amiga, ambas ligadas por laços culturais: o ensino, a música, o teatro, o jornalismo e ainda o desporto, no tempo em que a Horta era tida como a Atenas açórica.
Natural pois o meu agrado por ter novamente como vizinha, mas no mesmo jornal, a Eugénio Avila Ramos, a Genita da mocidade, aliás diminutivo que perdura na memória dum nonagenário.
Tive até o gosto de ler o seu pontapé de saída em papel de imprensa, do princípio ao fim, sem ficar apenas por vista de olhos, por não ultrapassando meia coluna.
E por ser somente crítico dos meus escritos, na revisão dos mesmos, ficarei pelo prazer que me deu o artigo (A exactidão das palavras) em que a Eugénia Ramos deixa bem vincada sua personalidade, qualidade que a muita gente falta nos tempos de hoje.

os SAPOS e a GERIGONÇA
Um ano quase passado e a Geringonça vai-se safando, parece, pelos Sapos de que seu mentor e acólitos muito gostam de engolir.
Recorde-se que o grande Churchill dizia que era a comida mais apreciada pelos políticos.
Não sendo também estranho o facto de jornal espanhol, ao ter conhecimento da nomeação do 1.º. Ministro, ter classificado António Costa de o grande Ilusionista.
Ainda outra qualidade, quiçá a primeira até bem aceite em qualquer circo, a de domador, sendo difícil a escolha, apenas sei que gostam também de comer à mão, embora fazendo caretas ...
Mas adiante, começando pela oferta da "Galp", patrocinadora da Equipa das Quinas ao Campeonato da Europa em Futebol, de passagens a três Secretários de Estado para assistirem à final em Paris, aliás ganha por Portugal.
Democraticamente com o amen do 1°. Ministro que ao ter conhecimento da benesse logo avançou com o gasto argumento da moral republicana e socialista, não deixando de acentuar que os ditos governantes já se tinham prontificado a pagar a importância dos respectivos bilhetes, e pareceu não ligar ao caso dos falsos canudos universitários, um deles do Chefe de Gabinete de Costa.
Depois, na discussão do Orçamento do Estado na Casa da Democracia em Lisboa (versão nacional da Casa da Autonomia na Horta), o Ministro das Finanças, a representar o 1.º Ministro, facto que causou natural estranheza na Oposição, embora tenham sido mais uns Sapos para Catarina e Jerónimo que terão restado do prato de Costa, para a Geringonça, termo levado a São Bento pela voz, sempre oportuna do Deputado centrista Telmo Correia, desta feita virado para a Esquerda/Unida.
Mais espanto porém terá sido a afirmação de Centeno: "Não impostos, o que há são novos impostos !
E falando de impostos ouvimos pela televisão lisboeta que a pai de dirigente bloquista foi dado perdão fiscal.
Por fim mais uma para terminar: Arménio Carlos, presidente da UGTP que tanto implacável foi contra a coligação de Direita, agora até parece ter provado um dos tais Sapos, ao dizer que vai dar tempo ao Governo, lembrando que Roma e Pavia ...

 

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