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11
agosto

Porque andamos todos fartos de política?

Escrito por  Hugo Rombeiro
Publicado em Hugo Rombeiro

No nosso país e na nossa Região Autónoma vivemos numa democracia representativa. Temos alguns membros, que em algumas forças partidárias são eleitos pelos seus filiados para representar uma ideologia política, noutros partidos não são eleitos por maioria mas sim por uma minoria. Esta democracia representativa fica podre quando no acto eleitoral interno são poucos a escolherem o seu representante. O circulo aperta e as escolhas repetem-se.

Infelizmente, nos últimos anos, assistimos à dissidência de filiados dentro dos partidos e à redução de menos actos eleitorais internos. Nada disto passa impune perante os números reveladores da abstenção. Logo, as escolhas visando a qualidade dos representantes desta nossa democracia representativa são menores, sobrando apenas o razoável.
O resultado é o que temos à vista, partidos que jogam num contra-ataque durante quatro anos, que se acentua em vésperas da ida às urnas. Partidos aclamando aquilo o que o povo quer ouvir, mas sem apresentarem soluções concretas.
Nos últimos três meses assisti, por várias vezes, ataques à candidatura do PAN Faial. São orgãos de comunicação social que ignoram a candidatura que represento e agora são os artigos de opinião com ataques pessoais, sem conteúdo e com desconhecimento grave do nosso programa eleitoral, que só cai mal ao autor.
E caro leitor, são estas as pessoas que nos vão representar durante os próximos quatro anos.
Várias forças partidárias têm vindo, de modo infeliz, a transmudar a política e a campanha eleitoral “num circo de feras” e sinto-me na obrigação, neste caso, de defender a minha candidatura e o PAN Faial.
O “Partido do deputado único”, conseguiu a proeza, desde outubro de 2016, de ver aprovadas 27% das suas propostas apresentadas e discutidas na generalidade na AR, tendo três delas dado origem a leis.
Facto irónico e de grande orgulho para mim e todos nós: apresentou 35 projectos-lei, se quisermos comparar com outras forças partidárias de elevado número representativo.
Isto significa um incremento e não um esvaziamento, contrariando o panorama da política nacional atual.
O PAN assume-se como uma força nacional, mas não é de agora, com a eleição do deputado André Silva para a AR, embora isso nos tenha impulsionado e inspirado e, para os mais distraídos, é a segunda vez que o PAN se candidata às autárquicas, já se candidatou às Europeias e às Eleições legislativas Regionais nos Açores e Madeira.
Escolhi uma nova ideologia política, com um novo cartão partidário. É verdade. Mas não pelos rendimentos que poderei vir a arrecadar e sim pelos princípios nobres que defendo, porque acredito que consigo responder, da melhor forma, a várias questões pertinentes para a nossa ilha.
Foi esta a minha escolha, sem necessitar de enveredar pelos caminhos mais fáceis das coligações partidárias.
O PAN Faial vai, portanto, sozinho nesta corrida autárquica, porque tem políticas próprias e após o dia 1 de outubro poderá fazer um balanço do seu peso político.
Eu escolhi o partido Pessoas-Animais-Natureza, não por ter o cartão de Amigo do Parque Natural do Faial, que até tenho, mas porque acredito nos seus ideais políticos e nas suas causas. E sim, o meu amor é “genuíno” e autêntico, características que nunca vão caber num pequeno cartão.
Dedico-me há mais de cinco anos à agricultura biológica, acredito nas energias renováveis, acredito num programa de esterilização, no controlo de populações de animais errantes e quero terminar com o abate no canil. Acredito que a educação das gerações vindouras não podem ficar só dentro de quatro paredes e que precisam de tocar e sentir a terra como os nossos antepassados o fizeram, para que a harmonia entre pessoas, animais e a natureza possa renascer.
Todos temos defeitos, não somos perfeitos. Mas que se dê valor ao que defendemos e que se vá debater estes ideais políticos. Se querem agir com seriedade debatam com expressividade, sem apelo a retorções.
Que estejam na política pelo que defendem não pelos proveitos que podem tirar através do poder. Além de não ser ético e legal e estão a destruir a nossa sociedade.
Existe um ditado antigo - “O medíocre discute pessoas. O comum discute factos. O sábio discute ideias.”
É desta forma que respondo a todos aqueles que criam novelas sobre mim. Quem me conhece sabe que adoro a natureza, sabe que gosto de política, sabe que poderia ter melhor futuro num partido dos grandes mas essa não foi a minha escolha, porque sempre estive na política pelo que defendo não pelo que poderia obter dela.
Aplausos e assobios 
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