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29
setembro

Se Hoje é Sábado, não leia...

Escrito por  Rui Martins
Publicado em Rui Martins
Se estiver a ler este artigo e for sábado, abstenha-se de prosseguir com a leitura! É que hoje é dia de reflexão e não pretendo arruinar-lhe a meditação. Leia isto amanhã, e depois, sff, vá votar!
Presunção e água benta, sempre ouvi dizer, cada um toma a que quer… nunca pensei é que houvesse quem quisesse beber a pia de uma assentada! 
Numa acção de campanha com direito a reapresentação das obras da frente mar, o candidato do partido socialista disse que era seu “o maior investimento no Faial, das últimas 4 décadas”. Saudades do Estado Novo? Acho interessante que esteja a pedir meças, sobretudo aos últimos quase 30 anos de governação do seu partido, dos quais ele participou durante 20 anos na Assembleia Municipal, 8 anos na Câmara (CMH), 6 deles como presidente, uma vez que, à boa tradição socialista, os últimos dois anos de João Castro foram presididos por ele. À sua beira, Renato Leal deveria corar de vergonhapor nunca ter tido a coragem de ir por diante com o saneamento básico.
Acho de relevar o facto de não querer que associem a si a governação anterior, a de João Castro… também não deverá querer colada a si a acção governativa do seu vice, Luís Botelho.
Ora, esta postura de querer ser avaliado apenas pelos últimos 4 anos de General, tem o contraditório quando ele próprio diz que não nos devemos esquecer que ele estava cá aquando do sismo. Mas a contradição no discurso de José Leonardo não é novidade.
Afirmou que tinha cumprido na totalidade o seu manifesto eleitoral. Agora, eu gostava era de saber onde está o “Roteiro Turístico do Faial”? Onde está implementada a “central de produção e distribuição de produtos agrícolas”, prometida à Associação de Agricultores da Ilha do Faial? Onde foi “promovida a agricultura, nomeadamente a biológica, como um dos eixos estruturantes” para a nossa ilha? Quando é que esteve a “dinamizar a compostagem”(eu próprio fiz a formação em compostagem… no tempo de João Castro)? Onde foi feito o “investimento no aumento da eficiência energética de serviços, edifícios e frotas”? Onde está o “plano de revitalização de todas as esplanadas da cidade, enquadradas no património arquitectónico? Concreta-mente, que “medidas de discriminação positiva para a fixação de jovens no centro histórico” existem?
A lista prossegue, mas cingi-me apenas a algumas das que para mim são efectivamente boas medidas e deveriam ter sido implementadas. 
Noutro particular, José Leonardo disse que, ao contrário de outros, de valor é começar como soldado raso. Seria uma alusão a Hélder Silva? É que na primeira pessoa, Hélder Silva disse que “tinha sido General”, mas não se incomodava em descer ao mundo dos mortais e agora estar junto de José Leonardo a vencer desafios… Ora, se no organismo que preside (DOP) não consegue unir ninguém em torno do seu projecto – se é que o tem – como é que propõe agora juntar-se a quem quer que seja, e para defender exactamente o quê?
Atente-se agora a mais uma pérola sobre o que pensa o candidato socialista acerca de quem não é filiado partidariamente.
“Os independentes são os mais dependentes”. O que quererá dizer com isto? Eu não ouvi José Leonardo dizer que “é com os faialenses e mais de cem (in)dependentes que está a construir o seu projecto”?
O que eu espero, é que no dia 2 de outubro, se comece a trabalhar com liberdade e determinação no sentido da criação de emprego, melhores oportunidades para os mais jovens e para quem mais necessita.
É fulcral, para a comunidade e para o florescer das freguesias, criar uma rede de centros de dia e de noite, de proximidade e de pequena dimensão, para os mais idosos e apoiar quem mais precisa através do reforço do fundo de emergência social.
Para contrariar o esvaziamento do território é urgente criar uma rede de creches e ATL’s para que as nossas crianças mantenham a identidade da sua freguesia.
É possível devolver até 5% do IRS para aumentar o rendimento liquido disponível dos nossos munícipes.
É urgente apoiar e agilizar os processos de quem pretende investir na nossa ilha.
É necessário olhar para a juventude e proporcionar-lhes oportunidades que os levem a olhar para o Faial como uma ilha onde se podem fixar e prosperar. É necessário abrir-lhes os horizontes, dando-lhes orientação vocacional e apoio técnico nas áreas que pretendam investir. 

Tudo isto é possível, basta acreditar!

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