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29
setembro

Faialenses é imperioso votar no dia 01 de outubro

Escrito por  João Paulo Pereira
Publicado em EDITORIAL

As redes sociais são hoje em dia um importante instrumento de transmissão e difusão de informação. Ali as notícias proliferam ao segundo, em tempo real, e se nos quisermos aperceber do que nos rodeia, há que estar constantemente ligado e de olhos postos nos écrans para não perder pitada do que se passa, seja no Instagram, no Twitter, mas principalmente no Facebook.

Foi precisamente através de uma dessas redes sociais que o alerta surgiu para todos os faialenses, a Azores Airlines (SATA Internacional) em dois dias do mês de outubro ia deixar de fazer voos diretos entre a Horta e Lisboa, passando os mesmos a ser realizados com escala na ilha Terceira, os chamados voos redondos.
Um teste à atenção dos Faialenses e mais uma impetuosa provocação por parte da Administração da SATA que o período eleitoral corrigiu de imediato.
Mas a ameaça é real, é percetível a todos que a opção futura da SATA, digo, após o dia 01 de outubro, será retirar à ilha do Faial todos os voos diretos para a cidade de Lisboa, equiparando-nos, dessa forma, às Flores ou ao Corvo. Apanharemos um aviãozinho que nos levará à ilha Terceira e dali embarcaremos como gente feliz para Lisboa.
É isto que o Faial quer para o seu progresso económico? É desta forma que a ilha se desenvolverá em termos turísticos?
Se, na presente época alta, a ilha perdeu 918 dormidas em junho e em julho 378 dormidas, por comparação com os mesmos meses do ano anterior (dados SREA, Turismo-Informação mensal, Dormidas por ilha-Total Açores), o que acontecerá ao Faial, aos turistas ou aos empresários que investiram na expetativa de um retorno financeiro, se deixar de haver voos diretos para Lisboa?
O regresso ao passado, a regressão de mais de 30 anos está apenas a dois passos. Tal será concretizável graças à passividade, ao adormecimento e à subjugação da ilha, com a constante perda de poder reivindicativo junto do Governo Regional.
As acessibilidades aéreas à nossa ilha, a ligação com o exterior, são, hoje, fulcrais para o seu desenvolvimento económico, por isso a população Faialense tem que combater veementemente este retrocesso, criando uma onda de indignação por esta tentativa de retirada de direitos adquiridos à nossa ilha, mesmo que isso implique uma nova manifestação do Povo em frente à Assembleia Legislativa.
De nada servirá a “Bíblia” da ampliação da pista do aeroporto se não tivermos aviões a aterrar na ilha.
As palavras preocupantes de José Leonardo de que “a SATA está sem rei nem roque”, ecoam pelos corredores e terão nítidas repercussões para a ilha no pós-eleições, mostrando que a exigência do regresso da TAP à rota da Horta-Lisboa-Horta, reclamada pelos diferentes partidos políticos, tem a sua razão de ser e terá que ser exequível aquando da revisão das obrigações de serviço público.
Mais um contributo para este isolamento aéreo e económico proveio da Delta Airlines que passará a voar de Nova Iorque para a ilha de São Miguel, mostrando que o futuro da Região Autónoma dos Açores está ali e não em qualquer outra ilha do arquipélago e retirando à SATA a possibilidade de se expandir para os Estados Unidos da América, onde um potencial mercado de milhões de turistas lhe poderia dar outro músculo financeiro.
Recordo, apenas, que há uns anos que a Câmara do Comércio da Horta, então liderada por Fernando Guerra lutou contra o modelo proposto pelo Governo do PS para o transporte marítimo de mercadorias. Nada foi conseguido e o lugar relevante que a Horta e o seu Porto tinham no transporte marítimo de mercadorias esvaneceu-se por completo, levando-nos hoje à total dependência do Porto da Praia da Vitória.
Para lá caminham a passos largos as acessibilidades aéreas.
O próximo dia 01 de outubro, dia de eleições autárquicas, é o momento em que cada um dos munícipes, independentemente do partido, através do dever cívico de votar, escolhe os seus representantes para os diversos órgãos autárquicos, Câmara, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia.
É com o depósito do boletim de voto nas urnas que exprimimos os nossos sentimentos e opinião em relação a cada uma das forças partidárias em confronto.
Só conta o voto depositado na urna, por isso, Faialenses, não deixem de exercer o vosso direito, combatendo principalmente a abstenção, que tem sido o partido mais vitorioso nos últimos atos eleitorais (39,06% em 2013 e 34,94% em 2009), pois o futuro e o desenvolvimento da ilha do Faial dependem exclusivamente de cada um de nós. 

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