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17
novembro

Horta – Capital do Mar

Escrito por  Armando Amaral
Publicado em Armando Amaral

1 – Pesca do Atum
Em Outubro, a Horta foi palco do 1º. Congresso Internacional sobre a Pesca do Atum, realizado na Sociedade “Amor da Pátria” que, mais uma vez, abriu suas portas para acontecimento especial, já que a nossa cidade não possui ainda edifício próprio construído pelo Governo Regional para tais eventos.
Cerca de 200 congressistas incluindo portugueses e açorianos, em representação de uns vinte países, estiveram 2 dias na Horta, onde pernoitaram já que havia hotéis e residenciais.
Na verdade, uma grande e louvável iniciativa de repercussão mundial, levada a efeito pela Direcção Regional dos Assuntos do Mar, chefiada por Filipe Porteiro, em parceria com a Fundação Internacional de Pesca de Salto e Vara.
Tudo isto, mais ou menos, lemos no “Tribuna das Ilhas” fazendo-me recuar aos primórdios da Autonomia e particularmente à ida da inesquecível “Semana das Pescas”, criada pelo terceirense Adolfo Lima, então Secretário Regional da Agricultura e Pescas que, durante anos, viveu na Horta.
Foram não sei quantas com a participação de técnicos nacionais e estrangeiros e dezenas de pescadores açorianos sobretudo do Triângulo.
Infelizmente, com a saída de Adolfo Lima para a Europa, quiçá aguardando pretexto o Governo, acabou com as ditas “Semana das Pescas” que tinham alcançado prestigiado nome no mundo das Pescas.
Concluindo: Se nesse consulado laranja o Faial teve apreciado poder político no contexto açoriano, no actual rosa, os faialenses apenas foram premiados com a presença no Executivo de dois patrícios residentes, Filipe Porteiro, há anos Director Regional dos Assuntos do Mar, agora com as costas mais largas com Rui Meneses como Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia.

2º. Clube Naval
Em 1947, faz agora 70 anos que surgiu na Horta o Clube Naval, dando devida continuidade à Junta local da Liga Naval Portuguesa.
Ainda me lembro desses anos de 30 e 40 do século passado, em que a Cidade Mar já era assaz virada para o desporto, mesmo o náutico.
É que a baia do Clube das mais belas do mundo era e é assaz convidativa à gente nova para velejar nas águas do Canal, mormente nas manhãs de Domingo ou Dias Santos.
E regatas houve que entusiasmavam os citadinos que acorriam à Rua do Mar e ao redondo da Doca, para admirarem as chegadas dos barcos do senhor Heitor alfaiate, do doutor Azevedo, as “estrelas” dos Farias, pai e filhos, e outros.
Isto, para ficarmos apenas pela Vela, a modalidade, por excelência, do Clube Naval da Horta agora a entrar em oitava década.
Aliás, uma popular agremiação que tem levado o nome do Faial por esse mar fora, facto bem evidente nas mancheias de pinturas lendárias deixadas por velejadores sem conto nos molhes da Doca e da 4ª. mais frequentada Marina da Europa.
Muitos já são os feitos do Clube Naval mas o maior de todos, qual cereja no bolo, é em nossa opinião a Semana do Mar.
À sua prestigiosa Direcção, da presidência do velejador-mor José Decq Mota, os meus Parabéns.

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