A conhecida revista “Além-Mar” publicou, na edição de Março de 2018, um artigo sob o título cinco anos depois, um Pontificado intenso (Francisco foi eleito em 2013).
Vamos, porém, ficar apenas por duas breves passagens, começando pelo princípio:
“É indiferente que a homilia ou discurso do Papa Francisco se ouve, que mensagem se lê ou em que gesto se repare.
Em todos os casos, estaremos sempre diante de afirmações que sintetizam uma ideia, uma intuição ou uma sugestão fundamental do Papa que veio “do fim do mundo”. E que, ao longo destes cinco anos, ele tem repetido, sublinhado, pedindo ou clamando.
Repare-se, por exemplo, na recente viagem do Papa Francisco ao Chile e ao Peru. Nela se incluiu a defesa dos mais pobres, as referências à ecologia e à defesa da “casa comum” na região que ainda é o pulmão do mundo (a Amazónia).”
E termina:
“Outras realidades que preocupam o papa condensam-se no Sínodo sobre a Amazónia, que decorrerá em Outubro de 2019. As alterações climáticas, a defesa da “casa comum”, o cuidado com o futuro da humanidade, a relação das questões do clima com os temas da justiça social, da economia e da pobreza não deixarão de estar presentes na preparação da assembleia.
Num dos últimos actos da sua viagem ao Peru o Papa referiu-se à Amazónia como uma reserva de biodiversidade e uma «reserva cultural» que se deve preservar perante «novos colonialismos». Secundou ainda desejos dos povos indígenas: «Queremos que os nossos filhos estudem, mas não queremos que a escola elimine as nossas tradições, as nossas línguas, não queremos esquecer-nos da nossa sabedoria ancestral.»
Pode dizer-se que estes desejos – do conhecimento, do respeito pela tradição, da afirmação da cultura e da sabedoria – são os desejos do Papa Francisco para a Igreja, nestas primeiras décadas do século XXI.”
O facto de o Papa Francisco considerar a grande Amazónia brasileira como “pulmão do mundo”, e, salvo as respectivas dimensões, trouxe-me a propósito os recentes e desastrosos incêndios no Continente português.
Por também ligado à “casa comum”, estará o Pinhal de Leiria que vem do tempo de D. Dinis, o Rei Lavrador como ficou na História.
É certo que o fogo não atravessa o Atlântico, mas os Açoreanos não deixam de estarem ligados ao que de bom ou mau (o caso) sucede do Minho ao Algarve.
DR
16 anos!
São quantos o “Tribuna das Ilhas” fez no dia 19 de Abril.
Na verdade, é linda efeméride, merecedora de ser lembrada, já que 16 anos de vida dum jornal não é coisa de somenos, ainda por cima em tempo de Internet, mesmo tratando-se de um Semanário.
De salientar o facto de ser um periódico que honra a Impressa do Faial, introduzida na nossa Ilha pela mão do advogado João José da Graça com o “O Incentivo”.
Embora não passe de um simples colaborador, não estarei inibido de o considerar como um dos bons Semanários Açorianos.
Apraz-me lembrar Mário Frayão, seu primeiro Director e a quem os Faialenses devem o aparecimento de um jornal que veio enriquecer a Horta.
Também Cristiano Bem, responsável pela continuação do “Tribuna” quer como Director quer como Presidente da Cooperativa, proprietária do mesmo.
Ainda a Jovem Directora Maria José, jornalista de garra, que tive oportunidade de conhecer no “Correio da Horta” quando o ido diário já pertencia à Diocese.
Por fim, o Sr. Dr. Paulo Pereira que vem dirigindo com reconhecida competência o “Tribuna das Ilha” a quem desejamos os maiores êxitos na difícil missão jornalística pró Faial.
Votos extensivos às apreciadas redactoras Susana e Flávia e a todos quantos fazem o Jornal, e também a quem o põe no Correio, dando-me o prazer de o ler à 2.ª Feira.