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10
agosto

Reciclar (n)a Semana do Mar

Escrito por  Rui Martins
Publicado em Rui Martins

Não me vou deter em exercícios mentais sobre aquilo que a Semana do Mar podia ser e não é. Já muito foi dito sobre o assunto, em tertúlias especificas para o efeito, em campanhas eleitorais e em artigos de opinião. Tanto no que diz respeito ao festival náutico e a sua relação ou falta dela com a festa em terra, passando pela “feira” gastronómica ou mesmo nas questões de protecção civil (o palco que encerra a avenida, etc, etc)…
O figurino da Semana do Mar será este, enquanto este executivo camarário lá estiver. Não é novidade, uma vez que isto já foi afirmado em diversas ocasiões, e toda e qualquer alteração de monta passará, segundo eles, pela obra da frente mar. Só a partir daí se poderá modificar alguma coisa.
Assim, como não há nada de muito novo para anunciar, faz-se gáudio com o Eco-Copo. Este modelo de servir bebidas em copos reutilizáveis sob pagamento de caução não é novo, nem mesmo em festas na ilha do Faial. Este modelo foi utilizado, a título de exemplo, no Festival Maravilha, no Festina Lente e no MúMa. Não é, no entanto, de somenos importância a implementação do conceito naquela que é a maior festa da ilha, e logo a que se traduz num maior impacto na produção de resíduos plásticos.
Assim, é de saudar a iniciativa e tendo em conta o aspecto ambiental e civilizacional faço votos que venha para ficar. Na verdade não faz sentido a “normalidade” de desperdiçar um copo que apenas era utilizado por alguns minutos, a também “normalidade” de os atirar para o chão e outro gesto que se vinha a tornar uma “normalidade” que eram os mais miúdos a recolher copos por tudo o que era canto para os trocarem por brindes.
Espero que esta iniciativa simples também nos faça reflectir sobre o uso recorrente de descartáveis nas mais diversas festividades, sejam elas mais privadas ou mais comunitárias, desde os impérios aos aniversários.
Há, no entanto, outro aspecto que muda… Assim, de repente, parece que chegou o fim da rodada! É o fim do ser apanhado com um copo em cada mão. De não conseguir cumprimentar ninguém exactamente por esse facto. Numa primeira análise, será necessário esperar que todos acabem de beber para depois recolher os copos e poder brindar a malta. Isto para nos depararmos com novo problema… qual é o copo de quem? Só se pode escrever o nome no copo se quisermos ficar com ele para “recuerdo”, uma vez que para reaver a caução não poderá estar identificado (nada que um simples algodão com álcool antes da lavagem não resolva). De qualquer forma, proponho que se faça um concurso de ideias… para que não fiquem brindes por fazer!
Em conversa com o director deste jornal, o seu faro jornalístico, apontou logo à curiosidade sobre se esta medida terá ou não impacto no negócio das tascas…. Seria também importante verificar se haverá menos coimas por excesso de álcool durante esta semana, acrescento eu!
Numa outra nota, seria importante que no local de entrega dos copos houvesse uma máquina de lavar loiça, tão típica em qualquer estabelecimento de restauração, para que as pessoas soubessem que os copos eram devidamente esterilizados em lavagem a alta temperatura. Apenas para não haver dúvidas quanto à adequada reposição em circulação e reutilização dos copos.
Resta-me desejar a todos um bom resto de Semana do Mar.

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