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25
janeiro

2019 – Primeiros Tópicos

Escrito por  Armando Amaral
Publicado em Armando Amaral

1. TE DEUM de Acção de Graças era cantado à tarde em 31 de Dezembro, na Matriz da Horta, pelo Ouvidor do Faial, ao tempo Padre Pereira da Silva.
Tamanha a afluência de cristãos que o amplo Templo se tornava pequeno, marcando sempre presença venerandos citadinos que raramente iam à Igreja.
Talvez por isso o ilustre sacerdote, conhecido por fácil verbo, se esmerasse no aguardado Sermão.
Era de facto um momento alto da cristandade, tanto de humildade como de agradecimento a Deus do Povo da Ilha, por mais um ano de vida.
Passados que são tantos anos, jamais esqueci o TE DEUM, na Matriz da Horta.
2. AVENIDA MARGINAL, nascida com a construção da muralha de defesa da orla marítima da Horta, no tempo do antigo regime, e que durante anos fora anseio dos moradores, do Canto da Polícia à Rua Velha.
Assim passou a ser chamada, mesmo quando lhe deram outros nomes….
Foi com agrado que vi o meu amigo Francisco Medeiros referir a Avenida Marginal em oportuno artigo relacionado com o desaparecimento das escaleiras no molhe da Doca e funestas consequências.
3. BANDEIRA LUSA voltará a ser símbolo de patriotismo no Largo do Infante?
É que parte da Armada Portuguesa deve ser fixada nos Açores, segundo pedido do PSD aprovado na Assembleia da República a 31 de Dezembro de 2018.
Proposta, aliás feita pelos Sociais Democratas no âmbito da Extensão da Plataforma Continental em que os Arquipélagos, em especial o açoriano, têm importante quota.
Esperamos que o Governo de Lisboa não ponha, desta feita, os acostumados obstáculos.
E quanto ao local, sem querer pôr o carro à frente dos bois, ousamos avançar uma opinião.
É certo que o porto da Horta já não é o mesmo, mas ainda tem lugar para um navio, aliás como em tempos sucedeu.
A propósito, jamais esqueceremos esse momento de fim de dia, em que na embarcação da Marinha, acostada ao molhe, se iria realizar a habitual descida da Bandeira lusa hasteada no mastro da popa.
Muitos eram os faialenses que então, no Largo do Infante e de pé, participavam na patriótica cerimónia.
4. CAFÉ SPORT completou no último dia do ano de 2018, cem anos de existência, agora com o nome de Peter Café Sport.
Fundado pelo Senhor Henrique Azevedo, Janeiro de alcunha de família, comerciante respeitado e popular, dedicando-se também à exportação dos apreciados bordados do Pico e à venda dos típicos bonés em palha, do Faial, com as bandeiras portuguesa e americana.
Mas foi o grande apoio que deu aos “aventureiros” (iatistas) que escalam cada vez mais o abrigado porto faialense, estacionando na Marina da Horta, a 4ª. mais movimentada do mundo, e também aos tripulantes dos conhecidos rebocadores holandeses que, nos últimos meses do ano, estacionavam no nosso porto, vindo à caça da célebre Galinha do Natal, entre eles o “Rode Zee” o maior do mundo, que tornaram o Café Sport em um dos mais famosos “borda de água”, entre os membros dos Yachting Clubs.
Entretanto, o filho José, ainda criança, passou a entrar na faina de levar os estrangeiros aos correios, atravessando meia cidade a falar inglês, idioma depressa aprendido, conquistando a simpatia ao ponto de um deles, dada semelhanças com o filho, lhe desse o nome de Peter
Os anos foram passando, e naturalmente substituiu o fundador do Café Sport na liderança do negócio.
Já na Terceira tive o gosto de falar com o Peter no aeroporto das Lajes.
Em visita ao Faial, conheci o filho José Henrique , cuja actuação à frente do Peter Café Sport tem acrescentado atributos aos conseguidos pelo pai e avô, tais como as faladas competições do Triatlo nas ilhas do Triângulo, já com a participação de atletas estrangeiros.
Como símbolo maior nestes Cem Anos do Café Sport foi, em nosso opinar, a Condecoração concedida pela Rainha da Holanda.
Ao actual proprietário senhor José Henrique o nosso Parabém com votos de longa vida em pró da Ilha Azul.

 

Avenida Marginal - grata deferêcia da Foto Jovial

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