Quando algum documento, como o PROTA – Programa Regional de Ordenamento do Território – é “abençoado”, tem de haver com certeza vantagens para todas as partes envolvidas, neste caso para todos os açorianos.
Para já, deve dizer-se que o Conselho de Ilha se pronunciou em uníssono contra este Programa, estando nele representados os seguintes órgãos autárquicos, instituições e entidades: - Câmara Municipal e Assembleia Municipal (sendo por inerência os cargos dos respectivos presidentes), Câmara do Comércio e Indústria, Associação de Agricultores, Cooperativa Agrícola de Lacticínios, Deputados de Ilha à Assembleia Legislativa Regional, Associações Sindicais, Instituições Particulares de Solidariedade Social.
Tem toda a legitimidade o “lobby” terceirense em defender o que lhe interessa; só não é legítimo que queira desenvolver-se através do encarecimento do transporte de mercadorias e bens, prejudicando as gentes e empresas de várias ilhas.
Sinceramente, o que me deixa curioso também, é o silêncio ensurdecedor das nossas ilhas vizinhas.
- Expressa a importância da fileira do mar, os Açores enquanto espaço de excelência científica e tecnológica; reforça o papel da Horta, enquanto centro urbano com potencialidades para o desenvolvimento de serviços de base urbana, mas também como cidade porta da internacionalização do arquipélago; a Horta está entre as cidades onde se encontram os centros de ciência e tecnologia e que têm condições para a criação de um Parque Tecnológico; defende um espaço urbano policêntrico baseado nas relações de proximidade entre as ilhas do Triângulo - defendendo a regularidade dos transportes marítimos, permitindo a criação de um território mais alargado; os riscos vulcânicos, sismos, e outros riscos geológicos, são assumidos com a relevância que merecem, dando um prazo de 3 anos para a publicação das cartas de risco sísmico/ perigo geológico e a sua regulamentação; inclui as normas específicas de carácter territorial apresentadas para a ilha do Faial; faz referência à melhoria das condições da pista e de funcionamento do Aeroporto da Horta - incluídas nas normas específicas para a ilha, que deverão salvaguardar a realização de voos para o Continente Americano.