Nasceu na vila e ilha do Corvo em 8 de outubro de 1929, filho de Carlos Lourenço Jorge e de Maria do Rosário Alves, dos quais era filho único.
Depois de concluir com aproveitamento a Instrução Primária, tendo como professor essencialmente Pedro Penedo da Rocha.
Aí por volta de 1946, aos 17anos, iniciou a sua atividade comercial. Assim, estabeleceu-se numa loja da própria habitação dos pais.
A pouco e pouco foi aumentado o negócio e, já na década de 1960, mandou construir o seu próprio estabelecimento. Consequentemente alargou os ramos da atividade que praticava, nela vendendo todo o género de mercadorias que se consumiam na ilha do Corvo. Comercializava essencialmente mercearias, materiais de construção, combustíveis e gás, e era agente do Banco Português do Atlântico, hoje Millenium-BCP e da Companhia de Seguros Império; chegou a ter uma fábrica de fazer blocos e telha para a construção; teve uma espécie de drogaria ou de farmácia onde vendia, a qualquer hora do dia ou da noite, medicamentos e drogas diversas, de conformidade com as necessidades do consumo da ilha. Nessa área o seu principal conselheiro, para além do médico da ilha (quando existia) e dos médicos das Flores, era o médico Dr. António de Freitas Pimentel, na cidade da Horta, antigo Governador Civil, que, quando por lá passava, dava sempre uma “vista de olhos” aos medicamentos que ele tinha em existência, a fim de lhe recomendar as suas melhores atualizações e aplicações possíveis.

Tinha o cuidado de ir a bordo do navio “Carvalho Araújo”, que mensalmente passava pela ilha, para conversar com o médico de bordo sobre temas da medicina, ao mesmo tempo que ia receber as remessas de encomendas de medicamentos que encomendava, geralmente provenientes da cidade da Horta.
Vendia mercadorias a crédito, geralmente a todos os corvinos, já que sabia que muitos deles só podiam pagar depois de receberem o dinheiro do gado que “exportavam” no fim do Verão. Como no Inverno havia meses em que os navios não faziam serviço de cargas no Corvo, encomendava sempre no Verão avultados carregamentos de mercadorias para não faltarem naquela ocasião. Como agradecimento, os lavradores da ilha chegaram a oferece-lhe, coletivamente, o leite de um dia de “desnatação”, como era hábito fazerem às instituições nas ilhas do grupo ocidental.
Jorge do Rosário Jorge foi casado em 1.ªs núpcias com Maria Celeste de Fátima Avelar Jorge e em 2.ªs núpcias com Maria de Fátima André Jorge, de cujos casamentos nasceram os seguintes filhos: do primeiro, Margarida Maria* e José Manuel, nascidos, respetivamente, em 1955 e 1957; do segundo, Luís Carlos e Ana Maria, nascidos, respetivamente, em 1975 e 1977.
Admirado por todos os que com ele lidavam, era um excelente colaborador na valorização da ilha do Corvo. Assim, estava sempre pronto a colaborar nas instituições de interesse social locais, a elas oferecendo o seu trabalho e os seus contributos.
Inesperadamente o seu falecimento ocorreu prematuramente em 18 de maio de 1978, quando tinha apenas 47 anos de idade, depois de se ter deslocado muito doente a Lisboa, por nesse tempo não haver assistência médica adequada na ilha.
Face ao seu dinamismo e à intensa atividade que desenvolvia, deixou na ilha um vazio que naquele tempo muito se fez sentir, quer à família, quer à população a ele habituada e servida. Era imensa a sua popularidade.