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14
novembro

Mais Açores na Europa - primeiro roteiro pelas ilhas

Escrito por  Sofia Ribeiro
Publicado em Sofia Ribeiro

Escrevo esta crónica precisamente a meio da semana que dediquei para reunir com diversas entidades em várias ilhas dos Açores nas áreas sociais, empresariais, do ensino profissional, da investigação, da agricultura, das pescas e do poder local. Nesta semana verde (ou turquesa, como também é habitualmente designada), semana em que não há atividades no Parlamento Europeu, assumi como prioritário o contacto de proximidade com os setores estruturantes da nossa sociedade e da nossa economia, dando, também por esta via, cumprimento ao compromisso assumido na campanha eleitoral de contacto constante com estes mesmos setores. Deslocando-me a cinco ilhas da nossa Região (Pico, Faial, Terceira, Flores e Corvo), saio da “bolha” que carateriza o modelo de funcionamento do Parlamento Europeu, apresento o trabalho que tenho vindo a desenvolver, sujeito-o a apreciação crítica, inteiro-me da situação regional e recolho contributos quanto às ações que devo tomar, quer a nível europeu, quer a nível interno. Na ilha de S. Miguel tenho-o feito amiúde, reunindo até mesmo com particulares, quando solicitado, habitualmente às sextas feiras. As ilhas de Santa Maria, Graciosa e S. Jorge encontram-se naturalmente no meu projeto de visitas internas de trabalho, não me tendo sido possível integrá-las nesta semana que se torna muito curta, mas nas quais pretendo aplicar o mesmo modelo de reuniões assim que possível.

Das reuniões já efetuadas, destaco a que decorreu com a Câmara de Comércio e Indús-tria dos Açores, agora sedeada na Horta, e a nota que me foi dada do início de confiança na retoma económica, motivado pelo aumento do salário mínimo regional (na continuidade do aumento verificado a nível nacional) e pela possibilidade de diminuírem os impostos do IVA, do IRS para as camadas sociais financeiramente mais carenciadas e do IRC, este último essencial para o desenvolvimento, em especial, das pequenas e médias empresas que se encontram verdadeiramente sufocadas pela elevada carga fiscal. Destaco, igualmente, a importância para o desenvolvimento regional da revisão do modelo de transporte aéreo, confirmada na passada segunda feira pelo Primeiro Ministro e pelo Presidente do Governo Regional. Alerto, contudo, para a necessidade de se rever igualmente o modelo de oferta turística e de transportes de toda a Região, de Santa Maria ao Corvo, de forma a podermos potenciar os ganhos decorrentes de um eventual aumento do fluxo turístico para os Açores. Necessitamos de um modelo de transportes aéreos, marítimos e terrestres articulado, com preços mais acessíveis e horários mais adequados, que permita ao turista nacional e europeu uma deslocação eficiente, quer inter-ilhas, quer no interior das mesmas. Há, ainda, que apostar numa oferta turística diferenciada, interligada com os setores económicos regionais mais estruturantes. Como tenho vindo a defender em várias situações, a pesca-turismo e o agroturismo constituem um potencial muito próprio dos Açores no qual devemos investir, congregando a ação pública local e regional com a iniciativa privada. Este plano deve também integrar uma nova aposta no ensino das línguas estrangeiras na nossa Região (há muito que defendo a oferta do ensino de uma segunda língua estrangeira no segundo ciclo de escolaridade), bem como a aposta na informação (ainda deficitária na maioria das ilhas) dos pontos turísticos relevantes, integrando não apenas as nossas belezas naturais, mas também a oferta cultural de todas as nossas ilhas.

 

 

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