Nasceu no lugar da Fazenda, freguesia e concelho de Lajes das Flores, a 21 de agosto de 1903, em cuja igreja foi batizada no dia seguinte. Era filha de José Lourenço da Silveira e Almeida e de Ana Filomena Vasconcelos, ele agricultor e ela doméstica. Descendente de famílias detentoras de certos pergaminhos de nobreza, dos vários irmãos que teve, distinguiram-se a Alice Arminda Vasconcelos da Silveira, professora oficial no Continente, e José Silveira e Almeida, que durante vários anos foi Regedor da freguesia da Fazenda.
Na escola da sua terra natal concluiu o Ensino Primário, possivelmente, na idade escolar habitual, como era uso nesse tempo.
Como certamente havia sido uma boa aluna, preparou-se para ser regente escolar, cujo exame realizou oportunamente na Direção Escolar da cidade da Horta, onde se deslocou propositadamente. Esclarece-se que a profissão de regente escolar, que veio a ser extinta com a Reforma do Ensino promovida pelo Prof. Veiga Simão no início da década de 1970, fora criada para os respetivos titulares lecionarem em escolas primárias de pequenas localidades, onde existiam menores quantidades de crianças. O seu sonho talvez tivesse sido o de concluir o curso de professora, mas, nesse tempo, esse era um desejo difícil e dispendioso para qualquer florentina, especialmente para uma filha de um lavrador de médios recursos.

Assim, depois de regressar às Flores lecionou, durante vários anos, em diversas localidades da ilha, designadamente, no Mosteiro, na Costa do Lajedo, na Lomba e na Caveira. Também lecionou na ilha de Santa Maria, em localidades e datas em que não pudemos precisar. Depois dessas incertas e laboriosas tarefas, conseguiu uma pensão de reforma que, embora pequena, a serviu nos últimos anos de vida, garantindo-lhe alguma estabilidade financeira.
Em 21 de fevereiro de 1952 casou na freguesia da Fazenda com José Gomes Gonçalves, lavrador e condutor auto, um fazendense com certas tendências filosóficas, de inteletual popular, que com ela parecia formar um excelente par. Do casamento não nasceram filhos, certamente devido à avançada idade dela.
Depois de se aposentar, como era muito devota e amiga de ajudar, chegou a ministrar catequese na igreja da sua freguesia natal.
Teve uma vida simples, mas trabalhosa, já que profissionalmente era muito dedicada e competente, face á instrução básica que tinha. Viria a falecer em 9 de agosto de 1983, na Fazenda das Lajes, onde sempre residiu, salvo nos períodos em que leccionou noutras localidades.