O PSD/Açores garantiu, no primeiro dia dos trabalho da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), que está a decorrer esta semana na Horta, durante o debate sobre a “Precariedade e Políticas Públicas de Emprego”, lançado pela representação parlamentar do PCP, que os programas ocupacionais de emprego "são para continuar, prolongar e melhorar”.
Segundo o partido Social Democrata, embora estes programas não sejam “a solução para o desemprego, são necessários”, pelo que assumiu “o compromisso de, como governo, manter os programas mas também criar uma melhor economia na Região, para gerar mais emprego e melhor emprego", defendeu o deputado Joaquim Machado.
"Numa coisa concordamos com o Governo Regional", avançou o deputado, "é que, pelo terceiro ano consecutivo, há mais açorianos empregados do que no país. Mas os Açores têm, hoje, o dobro dos desempregados de 2010, e três vezes e meia mais desempregados que os registados há uma década", referiu.
Na sequência da intervenção em plenário do vice-presidente sobre este assunto, Joaquim Machado defendeu que o que a Região precisa "é de uma economia mais sustentável, menos intervencionada pelo Governo Regional, e capaz de gerar o emprego de que os açorianos necessitam".
O deputado lembrou que, "dois, em cada três açorianos desempregados, estão sem trabalho há mais de 12 meses", sendo que "um terço dos desempregados da Região tem entre 25 e 34 anos".
No entender do social democrata o que os Açores precisam “é de uma nova esperança, de mais emprego e de melhor emprego, de quem faça mais por quem mais precisa. Temos de dar condições aos açorianos para fazerem face a todas as suas despesas, pois, ao contrário de algumas entidades públicas, eles não podem deixar de cumprir as suas obrigações", reforçou.
Joaquim Machado concluiu dizendo que "a propaganda do PS a que nós assistimos fica longe da realidade, numa espécie de propaganda máxima e eficiência mínima", porque o desemprego, "em vez de ser um combate pela qualidade do trabalho, é um combate à oposição, e isso revela que os Açores precisam mesmo de uma mudança", concluiu.