A melhoria global do sistema de transportes nos Açores é a “ambição” do Executivo para esta XI legislatura, revelou o secretário regional dos Transportes e Obras Públicas, esta quinta feira, na Horta, no âmbito da apresentação do Programa do Governo.
Na sua intervenção, Vítor Fraga, defendeu que “a requalificação e a modernização das infraestruturas portuárias e aeroportuárias, a aquisição de dois navios ferry (Mestre Simão e Gilberto Mariano), a fusão entre as duas empresas de transporte marítimo de passageiros detidas pela Região, a definição de obrigações de serviço público para o transporte marítimo, a definição e implementação de um novo modelo de ligações aéreas entre o continente e a Região e entre esta e a Região Autónoma da Madeira e a revisão das obrigações de serviço público aéreas interilhas” contribuíram para aumentar a capacidade de mobilidade de todos os Açorianos e para uma "nova e eficiente dinâmica turística que em muito potenciou o desenvolvimento e consolidação da economia de todas e de cada uma das ilhas”.
Para o transporte marítimo de passageiros, segundo o titular da pasta os objetivos passam pela “consolidação do atual modelo, bem como na afirmação dos Açores como destino de cruzeiros e da náutica de recreio”, já no que se refere ao transporte de carga, os objetivos incluem a "diminuição dos custos globais do sistema e dos tempos de entrega nos mercados exportadores, bem como pela consolidação do transporte de mercadorias interilhas”, deu a conhecer Vitor Fraga.
Relativamente às infraestruturas portuárias e redes de transporte marítimo internacionais, o governante avançou que é pretensão do governo implementar várias medidas, nomeadamente “a promoção, em articulação com os operadores, da fusão dos dois terminais marítimos em Lisboa, para centralizar toda a carga movimentada entre aquele porto e os Açores, a adequação das rotas de entrada e saída dos principais portos da Região e assegurar a continuidade do serviço de transporte marítimo regular de mercadorias entre as ilhas das Flores e do Corvo, regido por obrigações de serviço público, lançando, para o efeito, o respetivo concurso”.
Para o transporte aéreo os objetivos passam pelo “incremento da eficiência dos transportes e a potenciação das acessibilidades instaladas”, revelando que, para tal, o Grupo SATA será dotado “dos instrumentos necessários para a sua contínua afirmação nacional e internacional, sem perder o sentido do seu verdadeiro objeto social, que é o de servir sempre e cada vez melhor os Açores e os Açorianos”.
Em relação ao transporte de carga aérea, Vítor Fraga adiantou que os objetivos “consistem na reorganização do sistema de transporte e na diminuição dos seus custos globais, nomeadamente através da implementação de obrigações de serviço público deste transporte entre os Açores e o continente português”.
Para infraestruturas aéreas o governo também apresentou algumas propostas. Nesta matéria a situação do Aeroporto da Horta acabou por vir ao debate, pela voz do deputado Carlos Ferreira do PSD/Açores.
Sobre este assunto o Secretário Regional garantiu que, “iremos continuar a pugnar junto das autoridades nacionais competentes para que sejam garantidos os padrões legais de segurança da pista do aeroporto”, além de “potenciar o Centro de Formação Aeronáutica dos Açores, promovendo, conjuntamente com a sua entidade gestora, a angariação de parceiros privados para o desenvolvimento de maiores valências”, depois de ser questionado pelo deputado faialense do PSD/Açores Carlos Ferreira, sobre o que está o executivo regional a pensar fazer nesta matéria.
A este respeito o titular da pasta anunciou ainda que os voos de ensaio dos aviões A320 da transportadora SATA com sistema para aumentar a operacionalidade no aeroporto da Horta vão ser realizados em dezembro, retorquindo que a instalação do sistema RISE (RNP Implementation Synchronized in Europe) nas três aeronaves A320 da Azores Airlines, que asseguram as ligações da SATA para fora do arquipélago, deverá estar concluída este mês.
Nesta “discussão” o deputado do PSD/Açores Carlos Ferreira considerou que relativamente ao Aeroporto da Horta o processo, deverá ser “liderado politicamente” pelo governo regional, “envolvendo o Governo da República e a ANA - Aeroportos de Portugal, num processo partilhado para que, de uma vez por todas, se concretizem os investimentos necessários à melhoria da operacionalidade" da infraestrutura.
Em resposta Vítor Fraga lembrou que “liderança do processo pelo Governo dos Açores vem de 2006”, ano em que questionou a ANA sobre a ampliação da pista da Horta.
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