A deputada do PSD/Açores Mónica Seidi, no âmbito do debate e votação do Plano e Orçamento da Região para 2017, que arrancou hoje na Horta, classificou o mesmo como uma “cópia dos documentos apresentados nos últimos anos pelos sucessivos governos do PS” e alertou que “esta receita tem agravado os problemas sociais e económicos” que as famílias e as empresas açorianas enfrentam.
Para sustentar esta afirmação, a deputada da bancada laranja, refere "estão os resultados da governação socialista, que faz dos Açores a região com a mais alta taxa de abandono escolar precoce do país, mais do dobro da média nacional, a região onde 59.000 açorianos estão sem médico de família e outros 10.000 esperam por consultas e intervenções cirúrgicas e a região em que há mais de 18.700 pessoas dependentes do Rendimento Social de Inserção".
A vice-presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores destacou ainda o efeito da receita socialista no “crescimento constante da dívida da Região” e na manutenção da pobreza, sublinhando que “na criação de riqueza per capita não conseguimos aproximarmo-nos das médias nacional e europeia”.
Segundo a deputada o PSD/Açores não se revê nas propostas apresentadas por Vasco Cordeiro e Sérgio Ávila, por isso vai apresentar propostas de alteração na Saúde, na Educação, na Solidariedade Social, no Emprego, nas Pescas, na Agricultura, no sector público empresarial regional, anunciou.
Também o deputado do PSD/Açores António Vasco Viveiros acusou o Governo regional de confundir deliberadamente no Plano e Orçamento para 2017 despesas correntes com investimento, um “truque” para o qual o Tribunal de Contas já chamou a atenção e que põe em causa a credibilidade e o realismo dos documentos orçamentais.
Além da credibilidade, António Vasco Viveiros levantou dúvidas quanto ao realismo das projeções do Governo para este ano e para o período 2017-2020, na medida em que são documentos orçamentais do Governo regional “pecam por falta de realismo quer quanto ao financiamento disponível, quer quanto à capacidade de execução”.
António Vasco Viveiros considerou ainda lamentável a falta de transparência do Governo regional, o mesmo que se propõe a investir 3.000 milhões de euros, como está contemplado nas Orientações a Médio Prazo 207-2020, sem apresentar estimativas dos resultados que se esperam obter, as metas e indicadores mensuráveis e um cenário com quantificação das principais variáveis macroeconómicas.
Para o PSD/Açores, os documentos orçamentais do Governo regional “representam a continuidade das políticas até aqui executadas com os resultados que os açorianos conhecem e enfrentem no seu dia a dia”, disse.
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