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27
outubro

PCP recrimina a opção de nova privatização da SATA

Escrito por  Flávia Taibo
Publicado em Política

O PCP/Açores destacou a importância do grupo SATA para promover e servir os Açores e neste contexto rejeita a opção de uma nova privatização do grupo, após “a gestão danosa dos sucessivos governos regionais”.

O partido defende ainda a implementação de vários objetivos e princípios que garantam o direito à mobilidade de todos os açorianos.

Num comunicado dirigido à imprensa no passado dia 20 de outubro, o Partido Comunista Português (PCP) salientou a importância da companhia aérea SATA para o serviço público e como agente promotor do arquipélago dos Açores.
“Para o PCP a importância estratégica da SATA vai muito para além do serviço público, a SATA é reconhecidamente a companhia de bandeira dos Açores, uma verdadeira embaixadora Açoriana, um importante meio de promoção e divulgação dos Açores, um instrumento económico e de coesão regional e o principal pilar das políticas de transportes aéreos na Região”, afirma o PCP.
No documento, o grupo comunista revela-se preocupado com o futuro da SATA, denunciando “que a gestão danosa dos sucessivos governos regionais levou a uma situação financeira difícil”, que agora enfrenta mais uma possível privatização.
“Lamentavelmente é o próprio Governo Regional que volta agora a abrir portas a uma futura privatização da SATA, mesmo que seja só de apenas uma parte, como é defendida claramente por diversos sectores e forças políticas regionais”, sublinha o partido comunista.
Com o pensamento de proteger os interesses dos açorianos, o PCP rejeita esta opção, “que considerou como extremamente negativa para a Região, levando a que os interesses e as prioridades regionais fiquem à mercê de interesses privados que não defendem o serviço público”.
Segundo o PCP/Açores, “as opções erradas tomadas pela gestão da SATA, das quais o Governo Regional é o principal responsável, causam grandes e graves entraves à mobilidade dos Açorianos para além de constituir uma barreira de limitação ao crescimento do sector turístico, sobretudo nas ilhas de Santa Maria, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo”.
Para o partido, é importante “o estabelecimento de obrigações de serviço público, claras e objetivas, determinando a redução dos preços suportados pelas empresas e pelos cidadãos, com frequências adequadas e suficientes nas ligações diretas entre as diversas ilhas e o continente”.
O grupo comunista defende “que terá de existir uma alteração do atual modelo de serviço público de transporte aéreo” e enumera alguns dos seus objetivos e princípios.
O primeiro objetivo é a garantia do direito à mobilidade dos açorianos como prioridade do serviço público de transporte aéreo. Depois, garantir que o preço pago pelos açorianos seja coeso com o rácio preço/distância a nível nacional. O terceiro objetivo é garantir que um cidadão açoriano não tenha de pagar mais do que o valor mínimo da viagem e que o subsídio seja pago diretamente às transportadoras. Por fim, que sejam criados valores máximos para os preços das viagens nas rotas liberalizadas. 

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