A Comissão Política do PSD/Faial (CPI Faial) defendeu que a Comissão Organizadora da Semana do Mar deveria ser presidida por um cidadão convidado, permitindo não só mais “inovação e dinamismo” como também mais “transparência” ao orçamento do maior evento da Ilha.
Numa conferência de imprensa, realizada na manhã da passada segunda-feira, dia 20 de agosto a CPI Faial, fez um balanço da 43.ª edição da Semana do Mar (SM) e apresentou um conjunto de medidas que gostaria de ver implementadas com vista a trazer mais “inovação e dinamismo” a este evento tornando-o numa “festividade ainda maior e melhor”.
Do conjunto de medidas apresentadas pelo PSD/Faial para a maior festa da Ilha, Estevão Gomes destacou o modelo de organização.
O presidente da CPI Faial, apesar de reconhecer “o papel e o esforço de todos os que ao longo destes anos deram o seu melhor na organização” deste evento, nomeadamente o Clube Naval da Horta, que no seu entender “organiza de forma exemplar o maior festival náutico do país” defendeu que a Comissão Organizadora deveria ser “presidida por um cidadão convidado” com vista a trazer “mais inovação e dinamismo” à organização do mesmo.
No entender do PSD/Faial o espaço da festa também deveria ser repensado e reorganizado. Segundo Estevão Gomes, era fundamental devolver a avenida às pessoas à noite e durante o dia à circulação rodoviária. Neste sentido defendem a alteração do Palco Principal para a Marina para que a feira gastronómica possa ser revitalizada assim como as tasquinhas possam ser “distribuídas pelo espaço onde atualmente funcionam e até à Rua Conselheiro Miguel da Silveira”.
Para esta estrutura partidária, também a Expomar necessita de ser revista. Apesar de considerarem como “uma boa ideia”, observam que esta “não tem conseguido atingir na plenitude os seus objetivos”. Segundo Estevão Gomes a Expomar deve “evoluir e dar origem a um novo e maior evento ligado ao mar”. Neste contexto propõem a realização da “Feira Internacional do Mar dos Açores”, com conferências e whorkshops que divulguem o conhecimento científico aqui produzido e com oportunidades de negócio nas diversas áreas da economia do mar”, salientou.
A este respeito propõe ainda a CPI Faial que “este novo evento se realize num calendário mais adequado às empresas ligadas ao mar”, como forma a “ajudar a dinamizar a nossa economia e a potenciar e a afirmar a Horta como Capital do Mar dos Açores”.
Entre as propostas apresentadas, consta ainda o Festival Náutico. Para o PSD/Faial “é imperioso aproximar as duas festas” e envolver mais as pessoas com o que se passa no mar e em terra, sugerindo que as cerimónias de entrega de prémios das provas sejam feitas nos diversos palcos da festa.
Reforçar a internacionalização da SM e dignifica-la é também outras das ideias apresentadas pela CPI Faial, a par de mais transparência das contas. “Exige-se que todos os faialenses conheçam, com rigor, as contas da SM”, consideram.
De acordo com Estevão Gomes, a SM constitui “o principal evento social, cultural e económico da ilha, que todos queremos cada vez mais apelativo para residentes e visitantes”, afirmou.
Na conferência de imprensa que contou ainda com a presença dos deputados regionais faialenses do partido, dos vereadores e a bancada na Assembleia Municipal do PSD na Câmara da Horta, o presidente da CPI dos social democratas referiu que muitas das sugestões apresentadas “fizeram parte do manifesto da Coligação Acreditar no Faial, nas últimas autárquicas, e muitas delas estão refletidas nas conclusões das tertúlias sobre a SM promovidas em 2014 pela sociedade civil”.
“São soluções há muito reclamadas, debatidas e ambicionadas pelos Faialenses, pelo que não entendemos a renitência e a teimosia da Câmara Municipal da Horta em não as experimentar”, afirmou Estevão Gomes.
No que se refere ao balanço da 43.ª edição da SM, a CPI Faial considera que teve “aspetos positivos e negativos, alguns deles há muito identificados. Como positivos destacou “o programa náutico que singulariza e caracteriza a festa no contexto regional, nacional e internacional”, assim como a preocupação ambiental, considerando a eliminação dos copos de plástico como uma boa medida, mas que no seu entender “devem ser aprimorados e reforçados os cuidados higiénicos e sanitários que lhe devem estar subjacentes”, defendeu.
PSD/Açores questiona Governo sobre perímetro de ordenamento agrário Cedros/Salão
Os deputados faialenses eleitos pelo PSD/Açores num requerimento entregue na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores na passada semana, questionaram o Governo sobre as operações de emparcelamento rural e instalação de infraestruturas físicas, como caminhos agrícolas, abastecimento de água e eletrificação agrícola, no âmbito da portaria que criou o Perímetro de Ordenamento Agrário (POA) Cedros/Salão, no Faial.
Carlos Ferreira e Luís Garcia, avançam que a portaria que cria o POA Cedros/Salão, com uma área de 1.600 hectares, data de 2016, mas “até agora pouco ou nada se viu da implementação de um diploma que procurava resolver os constrangimentos diários e custos acrescidos para os agricultores”.
“A necessidade e a urgência deste investimento justifica-se com os constrangimentos diários e os custos acrescidos que afetam os agricultores naquela zona, resultantes, entre outros, dos maus acessos às explorações, do necessário transporte de água e também devido à pequenez das parcelas que caraterizam aquela área”, referem no documento.
Os parlamentares lembram que o executivo açoriano se comprometeu, através do IROA, a promover um “estudo definitivo e a elaboração de projetos” para a implementação do POA Cedros/Salão e questionam o Governo, além do montante e do calendário do investimento público, sobre “quantas explorações agrícolas e de que fileiras serão abrangidas por este POA”.