Leonie Greefkens e Henk Ter Kulve nasceram na Holanda e escolheram como porto de abrigo as ilhas do Canal. Desde 17 de julho que a Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG) acolhe uma exposição de pinturas e desenhos de ambos os artistas, intitulada “Imagens do Atlântico”.
Henk propôs e Leone, faz um ano, que idealizassem uma mostra conjunta para expor os seus trabalhos, um tanto quanto ou quanto por brincadeira, disse-nos a holandesa. Da brincadeira à concretização foram mais alguns meses de produção artística.
Leone vive no arquipélago desde a viragem do milénio e há quatro anos atrás mudou-se para perto da orla costeira na ilha do Pico. Essa foi a génese da viragem da holandesa para o Oceano Atlântico enquanto principal fonte de inspiração.
Quando lhe foi pedido para comparar o mar dos Açores com o Mar do Norte, que banha os Países Baixos, a pintora foi direta “aqui é mais bonito, o mar holandês também é bonito, mas aqui tem mais cor, atrai-me mais”.
Desengane-se quem pense que a paixão pela pintura vem desde cedo, pois, apesar de ter começado a pintar aos 21 anos, apenas aos 27, Leone começou a frequentar a Academia das Artes para aperfeiçoar a sua técnica.
Por cá, o sucesso da exposição foi tal que , dizendo-se “feliz”, revelou já ter vendido 32 obras, número acima das expetativas que tinha inicialmente já que, confessou, “não esperava vender nenhuma”.
Os amigos de longa data fazem parte de um estúdio em Amesterdão, estúdio esse que reúne oito artistas contou-nos a pintora. A ligação entre eles é tal que Leone afirmou “ trabalhamos muito bem juntos, ajuda-me”.
A exposição encontra-se aberta ao público na BPARJJG até dia 3 de outubro, de segunda a sexta-feira das 09h00 às 17h00.