O Ministério da Educação divulgou o ranking das escolas referentes ao ano de 2018, sendo que no que respeita à Escola Secundária Manuel de Arriaga, tendo em conta as notas dos exames de 9.º e 12.º ano esta ocupa a posição 716.º e 496.º, respetivamente.
Segundo o ranking de 2018 das escolas públicas e privadas do ensino básico e secundário divulgado pelo jornal Público/Católica Porto Business School, tendo em conta os dados do Ministério das Educação, a Escola Secundária Manuel da Arriaga (ESMA), da ilha do Faial ocupa o 496.º lugar no que respeita às notas dos exames do 12.º ano, no total de 624 escolas e a posição 716.º quanto aos exames do 9.º ano, num total de 1204 escolas.
A nível regional e apenas em relação às escolas públicas, a ESMA ocupa o 10.º lugar, com uma média nos exames do 12.º ano de 9,38 e com 270 provas realizadas. Já em relação aos exames do 9.º ano, a Escola Secundária Manuel de Arriaga ocupa a 6.ª posição, com uma média de 2,79, com 262 provas realizadas.
Verifica-se, ainda, que estes resultados refletem uma descida de 77 lugares relativamente ao ano anterior, quanto aos exames do 12.º ano (secundário) e uma descida de 14 posições em relação aos exames do 9.º ano (básico).
Refira-se que na disciplina de português do 9.º ano a média obtida foi de 3,12, o que corresponde ao lugar 973.º a nível nacional e em matemática a média final foi de 2,46, o que permitiu à ESMA ocupar a posição 675.º no todo nacional.
No 12.º ano refira-se, a título de exemplo, que a disciplina de Português obteve uma média de 9,44, ficando na posição n.º 521 do ranking e a disciplina de Mate-mática conseguiu uma média de 9 valores, ocupando o lugar 403.º do ranking nacional.
A 1.ª posição deste ranking a nível regional (escolas públicas e privadas) é ocupado pelo Colégio do Castanheiro (306.º a nível nacional) para os exames do 9.º ano, logo seguido da Escola Secundária Antero de Quental (359.º a nível nacional) e da Escola Secundária Domingos Rebelo, em Ponta Delgada (363.º a nível nacional).
Quanto aos exames do 12.º ano, o 1.º lugar do ranking das escolas regionais está reservado à Escola Secundária Antero de Quental (142.º a nível nacional), seguida da Escola Secundária Domingos Rebelo (321.º a nível nacional), sendo o último lugar do pódio ocupado pelo Colégio do Casta-nheiro (342.º a nível nacional).
Neste ranking elaborado jornal Público/Católica Porto Business School merece destaque o 4.º lugar regional ocupado pela Escola Básica e Secundária da Flores em relação aos exames do 12.º ano (347.º a nível nacional) e o 5.º lugar da Escola Básica e Secundária da Graciosa relativamente ao exames do 9.º ano (618.º a nível nacional).
Este ranking permite ordenar as escolas baseadas nas médias dos exames de cada ciclo de ensino — provas finais no 9.º ano e exames nacionais no 12.º ano. Apesar de não permitir dizer quais são as melhores e as piores escolas, permite perceber que escolas têm, em média, melhores notas nas provas finais de cada um destes ciclos de ensino.
Não tendo sido usado em relação às escolas dos Açores, existe um outro ranking que foi divulgado e que respeita às escolas que têm mais ou menos sucesso em conduzir os alunos ano após ano, sem chumbos.
Por outro lado, neste ranking foram tidas em conta as escolas que têm 3.º ciclo ou secundário e que tenham realizado um número mínimo de provas, que corresponderão, em média, a 20 alunos. Para a ordenação final foram considerados todos os alunos internos do ensino regular das escolas que tenham realizado as provas finais e exames nacionais na primeira fase.
Perante tais resultados, o jornal Tribuna das Ilhas questionou o Presidente do Conselho Executivo da ESMA, Pedro Medeiros, que considerou que “os dados compilados pelo Jornal Público/Católica Porto Business, e que colocam o Colégio Nossa Senhora do Rosário (localizado na cidade do Porto) em primeiro lugar, são dados que colocam em confronto alunos incomparáveis”
Para Pedro Medeiros “o referido colégio ocupa a posição 162 no Ranking dos Percursos Diretos de Sucesso criado pelo Ministério da Educação, que defende ser este um indicador da qualidade das escolas porque, este sim, compara alunos que partiram do mesmo nível de resultados e cruza elementos da avaliação interna e da externa. Enquanto que o primeiro ranking premeia a retenção e a seleção de alunos, o segundo baseia-se na comparação de alunos que começam num mesmo ponto de partida e são seguidos ao longo de um determinado tempo. Basta notar que no ranking do Jornal Público as primeiras dezenas de escolas são todas privadas, as quais selecionam os alunos pelo comportamento e pelos resultados”.
Acrescenta, ainda, Medeiros que “a qualidade do ensino não pode ser aferida por uma simples lista baseada em resultados absolutos. Uma escola que recebe alunos de nível 10 e os leva até ao nível 15 é uma escola com mais mérito do que uma que recebe alunos de nível 14 e os leva até ao nível 16”.
No que se refere aos exames de 9.º ano/3.º ciclo, o Presidente do Conselho Executivo entende que “na disciplina de Português, é de realçar que os resultados da ESMA em 2018, com uma média de 61%, superaram os resultados de 2017, com uma média de 53%”, pelo que considera que “nesta disciplina, a média da ESMA em 2018, de 61%, está muito próxima da média regional, de 62%”.
Lembra também que, nestes mesmos exames de 9.º ano/3.º ciclo, na disciplina de Matemática, a média da ESMA em 2018, de 45%, foi superior à média regional, de 35%” e que “a percentagem de alunos que concluiu o 9.º ano, em 2018, na ESMA foi de 90% e na Região foi de 90,6%”.
Diz Pedro Medeiros que “em relação aos exames do Ensino Secundário, quando comparamos 2017 com 2018, é de realçar a subida da média em duas disciplinas, Física e Química A e Geografia A, salientando-se que na Geografia A, a média da ESMA é igual à média Nacional. Verificou-se, ainda, em quatro disciplinas, que a média da ESMA foi superior à média Nacional, nomeadamente em Filosofia, Desenho A, Geometria Descritiva A e Literatura Portuguesa”.
Quando questionado acerca das medidas concretas que estão ou irão ser tomadas pelo Conselho Executivo para contrariar os resultados agora apresentados, o Presidente da Instituição escolar entende que “a escola tem como objetivo desenvolver nos alunos competências que permitam a formação de um perfil de cidadão socialmente integrado e participativo. A escola está organizada por forma a que, a vários níveis, se concretizem ações que contribuam para aumentar o sucesso dos nossos jovens. A esse nível temos implementado o Plano Integrado de Promoção do Sucesso Escolar - ProSucesso”.
Pedro Medeiros defende que o ProSucesso é um plano abrangente, “envolve várias equipas de professores, mobiliza a comunidade, pais e alunos”.
“A título de exemplo são de referir medidas e estratégias que têm sido reconhecidas como sendo positivas: a disponibilização de apoios na maioria das disciplinas; a existência de apoios sistemáticos; a sala de estudo; a área de Educação para a Leitura no 7.º ano; a diversificação da oferta formativa, com cursos PROFIJ e de Formação Vocacional; o desdobramento de turmas entre Português e Matemática no 7.º e no 9.º anos; a dinamização do Gabinete do Aluno, com uma Assistente Social e Projetos Tutoriais; projetos de Educação Parental; formação de pais e alunos no âmbito da prevenção de comportamentos de risco; o acentuar das parcerias com entidades da comunidade; projetos intergeracionais que colocam em contato alunos do Ensino Secundário com alunos do Terceiro Ciclo; participação em palestras e visitas de estudo; atividades desportivas e de enriquecimento curricular”, destaca o Presidente da ESMA.
Conclui afirmando que se “tem vindo a reforçar a formação cívica dos nossos jovens com projetos no âmbito da cidadania, área que percorre todo o Terceiro Ciclo e alcançará todo o Ensino Secundário”.