Foi em dia de São Pedro, padroeiro da freguesia, que foi apresentado o projeto e lançada a primeira pedra da obra de construção da nova Igreja dos Flamengos.
15 anos depois do sismo de 9 de julho de 1998 que destruiu por completo o templo em honra de Nossa Senhora da Luz, os flamenguenses reuniram-se em grande número para ver aquele que será o novo aspeto da sua Igreja.
Um projeto da responsabilidade do Gabinete de Arquitetura de Ricardo Oliveira, desenvolvido em parceria com o Gabinete dos Arquitetos Pedro e Carlos Garcia (H2Arquitetos), todos eles faialenses e que se inspiraram no anteprojecto do arquiteto Luís Cunha. A obra será levada a cabo pela AFAVIAS, SA, sendo fiscalizada pela Norma Açores. O orçamento é de um milhão e quatrocentos mil euros, sendo que 75% deste valor é comparticipado pelo Governo Regional dos Açores e os restantes 25% são da responsabilidade da paróquia que, registe-se, tem trabalhado nos últimos anos na angariação de fundos.
Para ficarmos a perceber um pouco do que aconteceu, convém dizer que a Igreja Paroquial dos Flamengos foi gravemente atingida pelo sismo de 1998, impossibilitando a continuidade do seu uso e conduzindo à necessidade de uma nova construção.
O Arquitecto Luiz Cunha foi responsável por um Anteprojecto do novo conjunto religioso e ao Gabinete H2Arquitetos, coube posteriormente desenvolver esse Anteprojecto, tendo em vista o seu licenciamento e o Projecto de Execução a fim de lançar a obra.
De acordo com Pedro Garcia, que falou aos presentes na cerimónia de apresentação, “procurou-se dar seguimento ao projeto observando os aspectos pré-definidos na proposta inicial, mas também acomodando as exigências do programa e os limites orçamentais pretendidos pela Fábrica da Igreja, que se foram apurando com o aprofundamento do projecto.”
A Alteração mais significativa ao Estudo de Luiz Cunha está no Edifício de Apoio à Acção Pastoral, que ladeia o Templo a Sul, que foi integralmente reformulado, uma vez que a Fábrica da Igreja pretendia para esse edifício um programa e áreas diferentes das originais.
O novo Templo mantém o local e a orientação da implantação da antiga igreja, reconstituindo o campanário e a capela-mor pré-existentes, e acrescentando um frontispício avançado, criando um espaço coberto junto à entrada, designado de "Nártex". Este frontispício destacado recupera a composição geométrica do Templo existente até à data do sismo de 1926. O interior do Templo constitui-se por três naves longitudinais francamente comunicantes, que em conjunto com o avanço da mesa-altar para o interior da assembleia, criam um espaço de culto de carácter mais centralizado, estando todos os participantes da cerimónia albergados no interior deste espaço.
O Edifício de Apoio à Ação Pastoral desenvolve-se, de forma semelhante ao da versão original do Anteprojecto, em "L", definindo um pátio lateral a Sul do Templo, ligado a este na zona próxima ao altar-mor, e alojando a sacristia, diversas salas de apoio à catequese e a outras actividades da Fábrica da Igreja e as instalações sanitárias.
O arranjo exterior do conjunto privilegia o adro frontal da Igreja como elemento urbano de relação com a Freguesia e cria um novo anfiteatro ao ar livre, voltado à Ribeira dos Flamengos, onde se permite a realização de actividades culturais.
LEIA A REPORTAGEM COMPLETA, QUE SE FAZ ACOMPANHAR POR UMA PEQUENA ENTREVISTA AO OUVIDOR MARCO LUCIANO NA EDIÇÃO IMPRESSA DO TRIBUNA DAS ILHAS DE 4 DE JULHO.