Dois homens,
Meia dúzia de instrumentos,
Uma mão cheia de canções,
E um excelente vinho alentejano…
O resto, já se sabe, vem por acréscimo.
Os Virgem Suta gostam de contar histórias, e isso nota-se.
A banda de Beja caiu no goto do país ao primeiro gole e vem agora ao nosso encontro com uma mão-cheia de histórias de amor, sonhos de infância, subtis ironias e assuntos sérios que se disfarçam de paródias. Numa receita de raízes tradicionais e de tempero apurado, os Virgem Suta são iguais a si próprios: exploram as sonoridades já familiares dos temas do álbum de estreia mas também percorrem outros caminhos, feitos das vivências e dos olhares atentos do duo pelas estradas e terras recônditas do Portugal mais e menos profundo.
E a acentuar o caráter familiar que a música dos Virgem Suta assume vão já preparando os ouvidos para a folia que a banda promete em cima de um palco – não é de estranhar que, no rol dos instrumentos sonoros utilizados, haja aparições de tachos e panelas porque afinal, a percussão faz-se com aquilo que um homem quiser.
No próximo Sábado, dia 7 de Março, quem for à MÚMA (MUsica em Março, temporada de música), no Sporting Club da Horta, vai encontrar isto mesmo. Os Virgem Suta ajustaram as suas tralhas à mala de um carro, ou melhor, de um avião, e decidiram voar para o meio do Atlântico. Vão aterrar na nossa ilha com um conceito simples: o palco será a sala de estar do duo alentejano e nela, Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo pretendem mostrar como é que as suas canções nascem e tomam forma. O inesperado é um condimento inultrapassável do espírito Suta, pelo que o alinhamento far-se-á de acordo com a interação que se for estabelecendo entre os convivas e o número de brindes que se forem realizando…
O concerto será composto por temas do último álbum de originais – DOCE LAR – como “Maria
Alice” ou “Beija-me na boca”, e por temas do álbum de estreia do duo, como os já bem conhecidos, “Linhas cruzadas”, “Dança de balcão”, “Tomo conta desta tua casa” ou “Vovó Joaquina”.
Brinde a vós!