
O grupo de ballet Corpo em Movimento apresentou no passado sábado, na Sociedade Amor da Pátria, o seu espectáculo de final de ano lectivo.

Em cima do palco estiveram 47 bailarinas entre os 3 e os 14 anos, que recriaram através da dança a história de Sininho e o Tesouro Perdido. Num cenário de encantar, as bailarinas transformaram-se em criaturas mágicas, graças também a um guarda-roupa e caracterização pensados ao pormenor. Fadas, flores, borboletas e pirilampos encheram o palco e deixaram embevecidos os pais e amigos que compareceram ao espetáculo.

Este é o terceiro espectáculo de final de ano que o grupo organiza. Diva Silva, responsável pelo Corpo em Movimento e autora da coreografia, explicou ao Tribuna das Ilhas que o processo criativo é feito a muitas mãos, com todas as bailarinas a serem convidadas a dar a sua opinião. Fã das bandas sonoras da Disney, Diva referiu que o que é importante é que todas as bailarinas, das mais novas às mais velhas, se sintam felizes a dançar. A avaliar pelos rostinhos orgulhosos e sorridentes das pequenas bailarinas, a tarefa foi cumprida.

Quem entrasse no salão nobre da Câmara Municipal da Horta (CMH) para a Assembleia Municipal (AM) extraordinária da passada segunda-feira perceberia de imediato que não se tratava de um AM comum. O número de cadeiras na zona reservada ao público aumentou substancialmente e todas elas estavam ocupadas por dezenas de jovens da Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA) e da Escola Básica e Integrada da Horta (EBI).
De facto, estes jovens constituíram a razão principal para a realização desta AM: como explicou Jorge Costa Pereira, presidente da AM, esta reunião extraordinária foi solicitada pelas professoras responsáveis, em ambas as escolas, pelo projecto
"Cidadania e sustentabilidade para o século XXI - caminhos para uma comunidade sustentável nos Açores". O objectivo era que os alunos envolvidos neste projecto, coordenado pelo Conselho Nacional de Educação, usufruíssem de uma experiência de cidadania, participando num órgão autárquico. Tendo em conta o tema que dá o mote ao projecto, as questões ambientais estavam em destaque, até porque as turmas directamente evolvidas na iniciativa têm trabalhado essa temática, entre outras coisas através de levantamentos sobre a situação ambiental do Monte da Guia e da Ribeira dos Flamengos.
As bancadas municipais – bem mais reduzidas do que o habitual, tendo em conta que apenas marcaram presença alguns dos deputados – deram início aos trabalhos com a apresentação de intervenções sobre ambiente.
Carlos Faria, do PSD, lembrou que “o modelo de desenvolvimento contemporâneo” trouxe ameaças ao equilíbrio com a natureza, através do aumento dos resíduos e da poluição das águas e da construção de imóveis em locais indevidos. No entanto, entende, com estas ameaças veio também uma maior preocupação em manter esse equilíbrio.
O deputado municipal destacou o que de bom tem acontecido no Faial no âmbito da preservação ambiental, como o programa Eco-freguesias, o projecto Limpar Portugal, a aposta da autarquia na recolha selectiva de resíduos – que ganha cada vez mais adeptos entre os faialenses – ou o incentivo municipal à compostagem e à agricultura biológica. O social-democrata não deixou, no entanto, de lembrar algumas áreas preocupantes, com destaque para a ameaça ambiental da lixeira da Praia do Norte.
Carlos Faria lembrou que manter uma ilha saudável “é um trabalho de todos” e que “como cidadãos, os faialenses não podem diminuir a sua atenção a esta realidade”.
Também Luís Costa, do PS, destacou o que tem sido feito em prol do ambiente, elogiando a criação de instrumentos de gestão territorial como os Parques Naturais ou medidas como a criação da reserva temporária do banco Condor e de zonas protegidas. A criação de Centros de Interpretação como o dos Capelinhos e a preservação dos trilhos pedestres e miradouros também mereceram o elogio do deputado municipal, que lembrou as distinções de que a ilha tem sido alvo, atribuídas por entidades independentes, muito por força das suas qualidades ambientais, como é o caso do prémio Éden.
Luís Costa congratulou-se pelo facto de hoje, no Faial, ser possível explorar actividades económicas que permitem uma utilização sustentável dos recursos naturais, como é o caso da observação de cetáceos e de todas as formas de turismo de natureza.
Falando sobre os problemas que se colocam nesta área, o socialista apontou a gestão de resíduos como o principal, frisando que a criação de um Centro de Resíduos no Faial será o caminho para termos uma ilha “lixo zero”.
Já Luís Bruno, da CDU, apelou a uma reflexão sobre o impacto da crise económica e das medidas de austeridade sobre o ambiente. O deputado municipal lembrou que, neste cenário, as políticas ambientais serão umas das principais reféns dos cortes orçamentais, defendendo que “é preciso encontrar um paradigma em que a austeridade não caia” sobre estas questões, até porque o ambiente e a ecologia são aspectos “transversais”, com implicações no campo económico e social.
Ao presidente da CMH coube apresentar o trabalho desenvolvido pela autarquia no âmbito ambiental. João Castro explicou aos mais novas que a autarquia possui uma equipa de 60 pessoas para lidar com as questões relacionadas com a preservação do ambiente.
Lembrando que a recolha selectiva de resíduos arrancou em 1998, o edil orgulha-se do trabalho desenvolvido até agora. Inicialmente a valorização de resíduos na ilha estava restrita ao cartão, mas em 2004, depois de firmado um acordo com a Sociedade Ponto Verde, o Faial passou a enviar outro tipo de resíduos para reciclagem. A separação foi facilitada pela entrada em funcionamento da Central de Triagem, em 2007, sendo que, de então a esta parte, o município tem procurado aumentar a sua capacidade de valorização de resíduos. Hoje, é possível enviar para a reciclagem papel, plástico, vidro, metais, pilhas, entre muitas outras coisas.
Na recolha de papel e cartão a Horta é um dos municípios nacionais com melhores números. Entre 1999 e 2011 foram enviadas 2800 toneladas para reciclagem Também no plástico o município tem valores superiores à média nacional, faltando, no entanto, transpor esse sucesso para o vidro.
A reciclagem tem sido facilitada pela proliferação de ecopontos na ilha. Hoje, o Faial conta com 62 ecopontos.
João Castro lembrou ainda a aposta na compostagem, nomeadamente junto das escolas, já que no Faial todas possuem compositores.

É precisamente nas escolas onde o município mais aposta na sensibilização. De entre as várias campanhas, o presidente da CMH destacou o projecto “Toca a Separar”, no âmbito do qual foram distribuídos ecopontos domésticos a todos os alunos faialenses. “Já começamos a sentir os reflexos deste projecto mas ainda estamos aquém das expectativas”, disse.
Sobre o futuro, João Castro realça a importância da construção do Centro de Resíduos, referindo que, actualmente, são depositadas diariamente 18 toneladas de resíduos no aterro sanitário, sendo que metade desses resíduos poderia ser alvo de tratamento.
O presidente da CMH disse ainda que, dentro dos próximos 10 anos, a autarquia pretende implementar a recolha selectiva de resíduos porta a porta.
Os alunos que marcaram presença puderam experimentar o exercício de cidadania colocando questões aos deputados municipais e ao presidente da CMH. Os jovens cidadãos não se fizeram rogados e trouxeram vários problemas à consideração da AM, como o estado de alguns imóveis degradados, para além de serem visualmente desagradáveis, oferecem perigo de ruir. Os alunos apelaram ainda à colocação de ecopontos em alguns locais e à limpeza das ribeiras da ilha e fizeram sugestões.
O encerramento da campanha Entre Mares, do Governo Regional dos Açores, serviu de pretexto à realização, esta manhã, de uma campanha de sensibilização porta a porta sobre a gestão de resíduos na orla costeira, na freguesia das Angústias.
A iniciativa congregou, desta forma, a campanha Entre Mares com o programa Eco-freguesias e com a Bandeira Azul da Praia de Porto Pim. De acordo com João Melo, director do Parque Natural do Faial, a Praia de Porto Pim é um dos sítios mais problemáticos no que à gestão de resíduos na orla costeira diz respeito, pois, principalmente quando o vento está sul, reúne todo o lixo que está na costa no lado sul da ilha. Por esta razão, a zona escolhida para esta acção de sensibilização foi o Pasteleiro, por ser “uma zona perto da praia há mais pressão, com as pessoas a deitarem resíduos para o mar”.
A sensibilização para a importância de preservar a limpeza na orla costeira esteve a cargo de alguns alunos do 4.º ano da Escola Básica António José de Ávila. Armados com panfletos e boa disposição, foram porta a porta ensinar aos mais velhos que “tudo o que atiramos ao mar ele devolve”, como lembrou João Melo. A escolha destes pequenos publicitários da causa ambiental não foi inocente, como explica o director do Parque Natural do Faial: “trabalhamos todos os dias para que esta geração construa um futuro mais limpo. Vivemos numa zona onde a orla costeira é fundamental, e as pessoas devem tomar conta dela como tomam do seu quintal”, disse.
Um dos caminhos para uma menor quantidade de lixo atirado ao mar é a menor produção de resíduos. Foi por isso que a mensagem deixada pelas crianças nesta acção de sensibilização foi também no sentido de apelar à reciclagem.
Apesar de existirem multas para as pessoas que deitam lixo para o mar, João Melo entende que a sensibilização é a ferramenta mais eficaz, até porque, frisa, “é muito difícil apanhar uma pessoa em flagrante delito”.
Como já foi referido, esta iniciativa serviu também para encerrar a campanha Entre Mares. De acordo com João Melo, no âmbito deste programa foram realizadas 114 actividades, que envolveram milhares de voluntários e cerca de uma centena de empresas. Acções de limpeza da orla costeira e actividades de sensibilização ambiental são apenas alguns dos exemplos daquilo que foi feito.
Tributo aos Queen e aos AC/DC e a DJ Yen Sung, residente da discoteca Lux, são os nomes sonantes da terceira edição do Punkada!Fest, que se realiza nos dias 13 e 14 de Julho, na Quinta de São Lourenço. Este ano, o destaque vai também para as bandas e os DJ’s locais. Para além da actuação dos Punkada!, banda anfitriã, passam pelos palcos as bandas Carbono 14, Black Square e Kontrastes e os DJ’s Capotes, Versus e Double Gee. A apresentação do evento decorreu na passada sexta-feira, no bar do Clube Naval da Horta.
Nascido para preencher uma lacuna no Faial, onde não havia um festival direcionado para o rock e para a juventude, o Punkada!Fest conta este não com a sua terceira edição. De acordo com Paula Lemos, uma das responsáveis pela organização, em 2012 foi necessário “contornar certas dificuldades” relacionadas com a difícil conjuntura económica, no entanto, frisa, “é na adversidade que se vê quem é tenaz e tem coragem”.
Em 2011 o festival foi orçado em cerca de 30 mil euros. Este ano, apesar de não avançar números, Paula Lemos garante que vai custar bem menos. Apesar da contenção financeira, a organização aposta num programa com sonoridades diversificadas. Na Quinta de São Lourenço estarão dois palcos, um dedicado aos Tributos e outro dedicado às bandas faialenses.
Assim, no dia 13 de Julho, sexta-feira, passará pelo palco Tributos Rock a banda One Vision, de tributo aos Queen. Portugueses, existem desde 2006 e recriam todos os êxitos da banda de Freddy Mercury. À actuação dos One Vision, prevista para as 23h30, seguem-se is DJ’s Capotes e Versus. No palco Faial Rock, actuam a partir das 22h00 os Carbono 14, seguidos dos Black Square.
No sábado, pelo palco Faial Rock passam os Kontrastes, com actuação prevista para as 22h00. Às 23h00 as atenções voltam-se para o palco Tributos Rock, com a actuação dos DÁ/CÁ, banda de tributo aos AC/DC. A eles seguem-se os Punkada!, banda faialense de tributo aos Rammstein. Depois os DJ’s tomam conta do palco, com o faialense Double Gee a aquecer o ambiente para a responsável pelo encerramento deste festival: a DJ Yen Sung, uma das primeiras mulheres DJs em Portugal, residente na discoteca Lux, que se distingue pelo seu gosto eclético e pela apurada capacidade de ler a pista.
Também a dança estará em destaque neste festival, que abre precisamente com uma actuação do Grupo Desportivo Escolar. De acordo com o vereador da Câmara Municipal da Horta com o pelouro da cultura, o Punkada!Fest será o mote para uma formação de dança destinada aos ginásios e grupos que puseram de pé a Semana da Dança 2012. Como explicou Filipe Menezes, este workshop, ministrado por uma formadora espanhola, é um “prémio” para essas pessoas, que farão uma apresentação no encerramento do festival, para mostrara aquilo que aprenderam ao longo de 10 horas de formação.
Sobre o Punkada!Fest, Filipe Menezes felicitou a organização por manter esta aposta mesmo em tempos de crise, e salientou a importância deste evento para a economia local, lembrando que, no ano passado, o mesmo movimentou cerca de mil pessoas na Quinta de São Lourenço.
Quanto às entradas, a pulseira para um dia tem o custo de 4 euros, e para dois dias custará 6 euros. No entanto, as pulseiras para dois dias que sejam adquiridas até à véspera vão custar 5 euros. O bar do Clube Naval da Horta é o ponto oficial de venda das pulseiras, que estão disponíveis a partir de segunda-feira, no entanto estas também podem ser adquiridas n o Peter, no Internacional, no XF e no Bico Doce.
O Punkada!Fest 2012 é organizado pela Azor Waves, contando com apoios da Direcção Regional da Juventude, da Câmara Municipal da Horta e da Antena 9, rádio oficial do evento.
O Punkada!Fest arrancou em 2010, na altura para celebrar o 10.º aniversário dos faialenses Punkada!. Nas duas edições já realizadas passaram pelo Faial nomes como os ingleses Suzerain, Boss AC, Anommaly, Crossfaith, Caim, Desbunda+1, Poeta Urbano & DJ Silver Star e os DJ’s Lady M, FBO, Double Gee e Diogo Vieira.
Hoje, data em que se celebra o Dia Mundial dos Oceanos, foi apresentado o programa oficial da Semana do Mar 2012. O dia escolhido foi o mesmo que o ano passado, como forma de celebrar a vocação náutica da maior festa do Faial, e São Pedro voltou a fazer das suas, brindando o Faial com um dia de chuva e nevoeiro, tal qual há um ano atrás, o que obrigou a autarquia a transferir a apresentação para os Paços dos Concelho.
Sem grandes novidades, a Semana do Mar 2012 é a prova de que a festa procura, de ano para ano, consolidar o modelo que já encontrou.
Com arranque oficial no domingo, 5 de Agosto, prolongando-se ao longo de 8 dias, a Semana do Mar conta com um aquecimento de dois dias, como também já é habitual.
Na apresentação do evento, o presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH), João Castro, lembrou que a Semana do Mar “é muito mais do que uma festa”, destacando o seu impacto na economia local, pela população flutuante que traz à ilha.
A expressão foi utilizada por João Casto para destacar a componente náutica da Semana do Mar, cujo programa é vasto, comportando modalidades como a vela ligeira, a vela de cruzeiro, o remo, a canoagem, a natação e as provas em botes baleeiros, que conferem grande dinâmica à baía. Este ano, a novidade surge no Encontro Internacional de Vela Ligeira, que pela primeira vez conta com provas na classe Access, que permite a inclusão de cidadãos portadores de deficiência.
A prestigiar a náutica faialense durante a Semana do Mar estarão as embarcações da Regata Internacional Les Sables/Les Açores/Les Sables, que sai da França a 29 de Julho, chegando ao Faial por altura da Semana do Mar, onde permanecerá até 14 de Agosto, altura em que zarpa de regresso à França.
No programa mantém-se a Expomar, que contará com a presença do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores e do Observatório do Mar dos Açores, o que representa uma “ligação entre a dimensão científica e a dimensão empresarial” do mar do Faial. O certame vai, como habitualmente, partilhar um espaço na Marina com a Feira Regional de Artesanato.
João Castro aproveitou o ênfase colocado na componente náutica da Semana do Mar para salientar a dimensão que o Faial pode ganhar se privilegiar essa componente em todas as vertentes do seu carácter insular: “O Faial pode ter uma dimensão extraordinária se pensarmos que o mar que nos envolve está dentro das nossas fronteiras”, disse.
No que respeita ao programa em terra, os cabeças de cartaz desta Semana do Mar (Áurea, Quim Barreiros e tributo a Bob Marley) eram já conhecidos. Assim sendo, na apresentação oficial do programa as novidades conhecidas para o palco principal foram os nomes do DJ Fernando Alvim e de Cifrão. A “prata da casa” também marca presença neste palco, com os faialenses Punkada e Bandarra e os micaelenses Crossfaith. No palco principal estará também um concerto conjunto das filarmónicas Unânime Praiense e União e Progresso Madalenense. Depois do sucesso do concerto conjunto da Unânime e da União Assaforense em 2011, uma iniciativa semelhante promete fazer as delícias dos apreciadores de filarmónicas, este ano no palco principal.
Ainda no palco principal haverá uma noite dedicada aos fados, com grupos faialenses e com o grupo terceirense Fado Madrinho, sendo que a noite de encerramento está a cargo da Orquestra Ligeira da CMH, como já é tradição.
Pelo palco do Largo do Infante passarão várias filarmónicas sendo que o palco da Avenida está reservado a grupos folclóricos e de cantares. Destaque para a participação de grupos folclóricos vindos da Alemanha, do México e da Bulgária. Esta presença é possível graças à colaboração com o festival COFIT, na Terceira.
A grande novidade desta Semana do Mar é a mudança da data do corso, que este ano retoma o tema da etnografia. Ao contrário dos anos anteriores, em que o desfile se realizava no último dia de festa, em 2012 este realiza-se no dia da abertura, a partir das 20h00. João Castro justificou esta alteração pela vontade de transpor a dinâmica popular associada a este momento para o primeiro dia de festa. Recorde-se, no entanto, que no passado vários presidentes de Juntas de freguesia manifestaram o seu desagrado pelo facto do desfile se realizar sempre no último dia da Semana do Mar, o que implicava que as pessoas envolvidas passassem a festa a trabalhar nos respectivos carros.
O cortejo náutico mantém-se no domingo, no entanto o percurso sofreu alterações, fazendo-se o desembarque da imagem de Nossa Senhora da Guia na Marina, após o cortejo náutico, seguindo-se o cortejo pedestre até à Igreja das Angústias.
A Feira Gastronómica é já uma das referências da Semana do Mar. Este ano, voltam os restaurantes Charcutaria da Serra da Estrela e O Lampião, bem como o faialense Kabem Todos. O destaque vai, como reforçou João Castro, para a carne e o peixe dos Açores. Será criado um restaurante dedicado apenas ao peixe açoriano, em parceria com a APEDA, e a carne dos Açores estará em alta com a presença do restaurante picoense Júlio Steakhouse.
A Semana do Mar 2012 tem um orçamento global de cerca de 250 mil euros, menos 100 mil que em 2011. Desta verba, 120 mil euros são assegurados directamente pela CMH. João Castro reconhece que esta é uma Semana do Mar “de contenção”, como os tempos actuais exigem, e salientou a importância dos parceiros e dos patrocinadores, que contribuem com recursos e financiamento para pôr de pé a maior festa do Faial.
Numa cidade em mudança, surgem perguntas sobre o futuro da Semana do Mar quando o novo cais de passageiros da Conceição estiver concluído. Além disso, no actual cenário económico, a possibilidade da Semana do Mar passar a ter concertos pagos, como já acontece noutras festas da Região, é cada vez mais pertinente. Sobre esta questão, João Castro explicou que, para que isso venha a acontecer, é necessário um espaço adequado para receber os concertos, do qual a Horta ainda não dispõe. Além disso, “deslocalizar o palco principal implica repensar toda a festa”, pelo que, segundo o edil, e apesar dessa possibilidade estar a ser equacionada, ainda é cedo para discuti-la.