Como já é tradição, no último dia da Semana do Mar as ruas da cidade encheram-se para ver passar o corso, com representações das 13 freguesias do Faial. Este ano, o tema escolhido foi o Parque Natural do Faial, como forma de celebrar as conquistas que este alcançou ao longo do ano, com destaque para o prémio EDEN, que o consagrou como um dos destinos europeus de excelência.
As freguesias puseram mãos à obra e tentaram, sob variadas formas, mostrar a beleza do Parque Natural da ilha. A abrir o desfile, a freguesia das Angústias aliou a dança à natureza. Seguiu-se-lhe a Matriz, cujo carro alegórico recriava os elementos naturais da ilha, nas suas variantes de mar, terra e ar, sob o mote “Enquanto há verde há esperança”. A Conceição trouxe uma representação do mais célebre miradouro da freguesia, onde não faltou uma Nossa Senhora de carne e osso.
A Praia do Almoxarife procurou mostrar alguns dos atributos que fazem da ilha um destino EDEN, recriando o Jardim Botânico e o Centro de Interpretação dos Capelinhos, duas das principais referências do Parque Natural do Faial.
De Pedro Miguel, veio a ribeira da freguesia, hoje uma referência natural da ilha mas em tempos idos um meio de subsistência importante. Assim, marcaram presença as lavadeiras, que lavavam a roupa na ribeira, e os cabouqueiros, que daí extraiam a pedra para a construção. E do poço da ribeira recriada no carro alegórico saía água fresquinha, em “copos” feitos com folhas de roca, para “brindar” as pessoas que assistiam, divertidas com a “conversa afiada” das lavadeiras.
A Ribeirinha trouxe uma representação daquilo que será o futuro miradouro da freguesia, com vista para a área protegida de gestão de habitats ou espécies da Lomba Grande.
O Salão trouxe o São João do Cabouco à cidade, e, desde a Praça da República até ao Largo Manuel de Arriaga, nunca faltou a chamarrita, ao toque da viola, e com direito a baile, e com a entrada na roda assegurada a todos os que quisessem dar um pezinho de dança. Não faltaram também favas torradas para distribuir pela assistência.
Dos Cedros vieram as nascentes da freguesia, com água fresquinha a pingar, enquanto que a Praia do Norte recriou o trilho pedestre da Rocha da Fajã.
Também o Capelo lembrou a riqueza dos trilhos pedestres da ilha, destacando o Trilho dos Dez Vulcões e a Furna Ruim.
De Castelo Branco veio a Reserva Natural do Morro da freguesia, também ela uma referência importante do Parque Natural da ilha, onde não faltaram os tão característicos sons dos cagarros.
A Feteira trouxe uma representação da Poça da Rainha e dos Parques de Lazer da freguesia, onde não faltaram alguns dos petiscos típicos do Verão para quem quisesse provar, com o cozinheiro de serviço ao grelhador a fazer as honras da casa..jpg)
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A Marina da Horta assinala hoje, dia 3 de Junho, 25 anos de existência. O hotel flutuante do Faial está, como sempre, a rebentar pelas costuras, fazendo jus à sua reputação de cartão-de-visita da cidade mar. A Marina da Horta conjuga a hospitalidade dos faialenses com a sua predisposição para o mar. Aliando estes factores à sua localização geoestratégica no Atlântico Norte, a marina faialense tornou-se uma referência mundial. Em dia de soprar as velas, Tribuna das Ilhas conversou com João Carlos Fraga, sobre as suas recordações da génese daquele espaço. Amante do mar, dos barcos e da marina, orgulha-se da forma como os faialenses recebem aqueles que vêm por mar: “para nós, um iatista é mais um dos nossos”.
Olhando em retrospectiva para o seu percurso de vida de 65 anos, João Carlos Fraga não tem dúvidas de que a sua infância tem cheiro a mar. Nascido na freguesia das Angústias, aprendeu a nadar com seis anos, e a doca e a baía foram o seu recreio de eleição.
João recorda bem os tempos em que não havia marina. Os iates, esses, apareciam sempre, apesar de, em alguns anos, essas aparições serem mais raras. Em 1961, por exemplo, recorda-se de ver apenas três iates na baía da Horta.
Antes da construção da Marina, os iates distribuíam-se desordeiramente pela baía. Em 1983, finalmente arrancou a obra daquele que viria a ser um dos espaços de maior referência a nível mundial para os homens do mar. No entanto, esse foi um passo difícil de dar, como recorda João, já que um grupo de faialenses descrentes do potencial desta infra-estrutura bateu o pé para que a mesma não fosse concretizada. Terá sido esse um dos factores que levou a que a marina fosse construída com dimensões mais reduzidas do que seria desejável, com lugares de amarração para cerca de 100 iates.
Apesar de tudo, a abertura da marina foi um acontecimento importante para muitos faialenses, tanto que a mesma teve até duas inaugurações, como recorda João Carlos: “teve a inauguração oficial, com os convidados do Governo, e depois outra, a ‘verdadeira’, que foi uma festa de homenagem aos faialenses feita por um iatista francês, o Daniel Katz”, lembra.
O problema de falta de espaço de que a marina da Horta padece fez-se sentir logo no primeiro ano de utilização: “quando foi inaugurada já era pequena”, recorda João Carlos. A ampliação daquele espaço para sul, cuja obra foi inaugurada a 2 de Março de 2002, não foi suficiente para resolver o problema, como é visível por esta altura, em que o espectáculo da floresta de mastros embandeirados na marina é ainda mais notório. Para João Carlos, espectador assíduo das entradas e saídas dos iates, o bom funcionamento da marina deve-se “à muito boa vontade do pessoal que trabalha lá”, que opera verdadeiros milagres na titânica tarefa de “fazer caber a Igreja dentro da sacristia”.
As pinturas que viraram superstição
Parte da mística que envolve a Marina da Horta deve-se às inúmeras pinturas que povoam o espaço, feitas pelos iatistas que por cá passam. João Carlos Fraga recorda que antes de haver marina já haviam desenhos: “lembro-me de os ver nas paredes da doca, os primeiros feitos talvez por marinheiros dos navios de guerra”.
As paredes da doca, enormes, foram um chamariz para um ou outro marinheiro mais artista, e alguns desenhos terão assim acabado por lançar o mote para aquilo que hoje se transformou numa verdadeira lenda, com os iatistas a não dispensarem deixar a tradicional pintura na marina, sob pena de apanharem uma viagem de percalços. A moda, que contagiou outras marinas do mundo, acabou desta forma por tornar-se uma superstição: passar na Horta a viajar à vela e não deixar registada essa passagem nos muros ou no chão da marina pode significar uma viagem de tormentas.
Horta, cidade cada vez mais mar
Para este amante do mar e dos veleiros, não há dúvidas de que o sangue dos faialenses cheira a sala. A identidade das nossas gentes faz-se também de mar, e uma prova disso é a atitude com que no Faial se recebe aqueles que chegam por mar. “Nós temos uma atitude em relação aos iatistas diferente da atitude em relação aos turistas: um iatista nunca é um turista, e um navegador, é um dos nossos, por mais exótico que seja o passaporte que traz na algibeira. Quem faz mil milhas de mar para estar aqui merece uma recepção diferente”, explica João Carlos.
Lotação Esgotada
Até à passada quarta-feira, dia 1, tinham entrado na Marina da Horta 484 iates, mais 30 do que no mesmo período de 2010. A maior parte destes veleiros são originários da Inglaterra, da França e da Alemanha. Em altura de festa de aniversário, a marina recebeu alguns convidados especiais: os veleiros do Rally ARC Europe, que vieram das Bermudas e estão ancorados na Horta, de onde partem com destino a Ponta Delgada na segunda-feira.
Em dia de festa, a Marina da Horta está sobrelotada. Mas, como tem acontecido em todos estes 25 anos, e irá certamente continuar a acontecer até à sua tão desejada ampliação, sem data de execução à vista, há sempre lugar para mais um.
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No próximo domingo, dia 23 de Janeiro, os portugueses vão às urnas escolher o próximo Presidente da República. Numa altura em que o país se debate com uma grave crise económica, que augura grandes dificuldades para os próximos anos, as medidas impostas pelo Governo trazem mil e uma dores de cabeça às famílias. O aumento dos impostos, os cortes sociais e a previsível subida do número do desemprego são apenas algumas das razões que fazem com que os portugueses coloquem as dúvidas sobre o próximo chefe de Estado no final da sua lista de preocupações. Juntando a este facto o desencanto generalizado para com a classe política, bem como as estatísticas dos últimos actos eleitorais, é fácil prever que a abstenção parte como candidato favorito nesta corrida.
As últimas eleições presidenciais decorreram em Janeiro de 2006. Na altura, tratava-se de escolher o sucessor de Jorge Sampaio, que se despedia da Presidência depois de dois mandatos consecutivos. Cavaco Silva entra na corrida, depois de, em 1996, ter perdido Belém para Sampaio. Desta feita, beneficia da divisão à esquerda: o PS apoia Mário Soares, e pelo BE e PCP concorrem Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, respectivamente. A divisão intensifica-se com o surgimento da candidatura independente de Manuel Alegre. A vitória de Cavaco surge sem surpresas: a grande surpresa de 2006 foi, no entanto, a candidatura de Alegre que, sem o apoio formal do PS, reuniu a simpatia de muitos portugueses e suplantou Soares, acabando por ser o principal adversário de Cavaco. A segunda volta esteve iminente, no entanto o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP acabou por reunir 50,54% dos votos. Alegre ficou-se pelos 20,74%, enquanto que Soares não foi além dos 14,31%, revelando-se o principal derrotado do acto eleitoral. Jerónimo de Sousa reuniu 8,64% dos votos, Francisco Louçã 5,32% e Garcia Pereira 0,44%.
Nos Açores, no entanto, o cenário foi um pouco diferente: a vitória de Cavaco foi mais expressiva (55, 67%), e Soares levou a melhor sobre Alegre, reunindo 19,73% da votação, enquanto que o independente se ficou pelos 16,55%. Na Região, ao contrário do que aconteceu a nível nacional, Louçã suplantou Jerónimo nas intenções de voto.
No Faial, o cenário foi semelhante ao resto da Região, com excepção da votação dos candidatos do BE e do PCP: na ilha Azul, Jerónimo foi ligeiramente mais forte que Louçã.
Cavaco venceu em todas as freguesias da ilha, e Soares foi segundo em 10. Apenas nas freguesias da Matriz, Praia do Norte e Ribeirinha Manuel Alegre conseguiu mais votos do que o candidato presidencial então apoiado pelos socialistas.
Em 2006, a abstenção a nível nacional ficou-se pelos 37,4%. Na Região, no entanto, o abstencionismo foi maior, atingindo os 56,96%. Quanto à ilha do Faial, a abstenção foi ligeiramente inferior ao todo regional, ficando-se pelos 50,46%.
No próximo domingo, a escolha faz-se entre seis candidatos: o actual Presidente da República, Cavaco Silva, concorre a um segundo mandato, apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP. O seu grande adversário é Manuel Alegre, que desta feita reúne parte da esquerda, com o apoio do PS, do BE e do PDA. O PCP avança com Francisco Lopes, enquanto da sociedade civil surge a candidatura de Fernando Nobre. A estes, juntam-se Defensor Moura, independente, e José Manuel Coelho, apoiado pelo PND.
Para garantir a eleição à primeira volta, o candidato mais votado terá de deter mais de 50% dos votos. Caso isso não aconteça, os dois candidatos mais votados partem para uma segunda volta, agendada para 13 de Fevereiro.
Esta campanha fica marcada por duras trocas de acusações, principalmente entre Alegre e Cavaco, despoletadas sobretudo pelo caso BPN.
Conheça os protagonistas da corrida a Belém na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 21.01.2011, ou subscreva a assinatura digital do seu semanário.

Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, José Relvas subia à varanda da Câmara Municipal de Lisboa para anunciar ao país que o regime monárquico tinha chegado ao fim. Virava-se assim uma importante página na história do país, que dava as boas-vindas à República. Hoje passam 100 anos desse momento.
O caminho até ao dia 5 de Outubro de 1910 foi sinuoso, marcado por avanços e recuos. De facto, a implantação da República em Portugal resultou de um longo processo de mutação política, social e mental, impulsionado pelos defensores da ideologia republicana, e pela formação do Partido Republicano Português (PRP), no final do século XIX.
As dificuldades com que os portugueses se debatiam no final do século XIX, altura em que o país vivia uma grave crise económica, levaram a uma onda de contestação em relação à monarquia constitucional, já que o rei, D. Carlos I, se mostrava incapaz de lidar com a situação. Para a insatisfação do povo contribuíam também os gastos excessivos da família real.
O descontentamento popular agravou-se com o episódio do Ultimato Inglês, em Janeiro de 1890. O ultimato consistiu num telegrama enviado ao governo português pelas autoridades inglesas, onde estas exigiam a retirada imediata das forças militares portuguesas mobilizadas nos territórios entre Angola e Moçambique. Caso Portugal não cumprisse, a Inglaterra avançaria com uma intervenção militar. A cedência à vontade dos ingleses provocou uma grande indignação popular, sentimento que foi aproveitado e empolado pelos republicanos, cujo partido assistiu então a um grande crescimento.
Um ano depois do ultimato, o Partido Republicano publicou um manifesto, no qual colaboraram, entre outros, Manuel de Arriaga e Teófilo de Braga. Algumas semanas após o surgimento deste manifesto, os republicanos fazem uma tentativa de implementação da República, no Porto, a 31 de Janeiro de 1891, sem sucesso.
Entretanto, os republicanos tinham já conseguido eleger representantes no Parlamento, sendo o primeiro desses representantes eleito em 1878. Depois, vários foram os homens que defenderam os interesses do partido no hemiciclo nacional, com destaque para Manuel de Arriaga. Nos últimos anos de vigência da monarquia, o PRP foi ganhado força, que se reflectia no crescimento do número de deputados eleitos.
Outro momento importante no declínio do regime monárquico foi o regicídio, a 1 de Fevereiro de 1908. Nesse dia, o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, Luís Filipe, foram assassinados em Lisboa. Com apenas 18 anos, D. Manuel II assume o trono.
A revolta republicana era iminente, e estala a 3 de Outubro de 1910. O governo monárquico é incapaz de reunir tropas para dominar os revolucionários, e dois dias depois a República é implantada em Portugal.
Ainda no dia 5 de Outubro foi organizado um Governo Provisório, chefiado pelo micaelense Teófilo Braga. Este governo impôs novas regras para a eleição dos deputados da Assembleia Constituinte, reunida pela primeira vez a 19 de Junho.
Das medidas tomadas pelo Governo Provisório, destaca-se a expulsão da Companhia de Jesus e das ordens do clero regular, a proibição do ensino religioso nas escolas, a institucionalização do divórcio, a legalidade dos casamentos civis, a igualdade de direitos no casamento para homem e mulher, a reformulação das leis da imprensa e o reconhecimento do direito à greve, entre outras.
Para consciencializar o país desta grande mudança, foram alterados os símbolos nacionais, com a adopção da actual bandeira nacional e do hino, A Portuguesa. Foi também adoptada uma nova unidade monetária: o escudo.
Em 28 de Maio de 1911 dão-se eleições. Foram eleitos 226 deputados, na sua maioria do PRP. Estes tinham como objectivo elaborar uma nova Constituição, que entrou em vigor no dia 21 de Agosto.
A Primeira República haveria de ficar marcada pela instabilidade: vigorou até 1926, período em que houve sete parlamentos, oito Presidentes da República e 45 governos. Os republicanos mostraram-se incapazes de solucionar a crise económica do país, e a 28 de Maio de 1926 um Golpe de Estado suspendeu a Constituição de 1911 e instituiu uma Ditadura em Portugal.
Manuel de Arriaga
O faialense, nascido na Horta em 1840, haveria de ver o seu nome inscrito a letras douradas na história do país quando, a 24 de Agosto de 1911, se tornou no primeiro Presidente eleito da República portuguesa.
Sendo uma das figuras de maior prestígio entre os republicanos, abandonou a presidência em 1915. Viria a falecer em 1917, desencantado com as divisões internas do seu partido.
Os alunos do 2.º ciclo da Escola Básica e Integrada da Horta fazem parte dos participantes mais activos das comemorações do centenário da República no Faial. Na segunda-feira, dia 4, a partir das 18h00, irão dar vida a um arraial republicano na Praça da República, onde vão recriar alguns momentos importantes associados à Revolução do 5 de Outubro.
Manuela Ponte, responsável pelo Departamento de História da EBI da Horta, falou ao Tribuna das Ilhas sobre esta recriação histórica, que é já a terceira organizada por aquela escola. Para a professora, esta é uma oportunidade dos alunos reviverem a época histórica sobre a qual estão a aprender, e não duvida de que isto facilita a aprendizagem. Quanto aos alunos, põem mãos à obra de bom grado, e adoram esta forma especial de aprender.
De acordo com Manuela Ponte, os alunos irão representar três quadros, recriando alguns dos momentos mais importantes associados à Revolução Republicana. Serão eles o Regicídio, a Revolução em si, opondo monárquicos a republicanos, e a proclamação da República, com a recriação do discurso de José Relvas na Praça do Município em Lisboa, que será feita na varanda do edifício dos Bombeiros. Depois haverá arraial, onde os republicanos vão manifestar a sua alegria pelo facto de terem derrubado a Monarquia.
A animação está garantida com uma barraquinha de comes e bebes, e com a actuação da Filarmónica Artista Faialense e do Grupo de Folclore da escola. O Mercado Municipal também irá colaborar.
Para a professora de História, “é preciso um certo grau de loucura” para colocar de pé eventos com esta dimensão. São muitas horas de trabalho, ao longo de vários meses, sempre com o objectivo de preparar tudo o melhor possível, para depois apresentar o trabalho à população. “É muito bom poder abrir as portas da escola à comunidade, porque as pessoas muitas vezes têm uma ideia diferente daquilo que se faz dentro da sala de aula”, explica.
Para colocar de pé estes eventos, a escola conta com a colaboração do Município, o que, para Manuela, é uma ajuda preciosa. As questões logísticas como a montagem das barracas, do palco e da iluminação, ou os contactos necessários ao encerramento do trânsito no local, ficam a cargo da Câmara Municipal da Horta, que assim liberta dos braços já sobrelotados dos professores algumas das tarefas.
Na escola, os professores não duvidam de que esta é uma valiosa experiência de aprendizagem para os mais pequenos: “trata-se pôr as crianças a experimentar a história, que é uma disciplina tida como muito teórica”, explica Manuela. “Os miúdos têm sempre muita dificuldade em recuar no tempo. Desta forma, fazem-no sendo eles a viver os acontecimentos da época. Já fiz muitos projectos com os meus alunos de História e sei que eles aprendem muito mais naquelas horas que ali estão do que dentro da sala de aula. E eles adoram”, garante. Para esta professora, é importante mostrar aos seus alunos que a História “não é uma disciplina maçuda”, onde apenas interessa “marrar” a matéria, para depois a esquecer logo após o teste.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 01.10.2010