Após nos últimos dois jogos não ter conseguido carimbar o passaporte para a subida à II Divisão Nacional, desta feita o Sp. Ideal fê-lo de forma categórica, ao vencer o já Campeão Praiense por 2-1. O síndrome de não ter conseguido tornar o sonho realidade nas duas últimas jornadas, poderia de forma indirecta afectar o rendimento dos atletas do Sp. Ideal neste último jogo, no entanto os comandados de Rui Mosca deram uma demonstração cabal de que neste percurso entre o sonho e a realidade, o não sucumbir e acreditar até à última oportunidade é a única forma de evitar que o sonho se esfume. Num jogo dominado/controlado pelo Sp. Ideal, assentando o seu futebol numa boa posse/circulação de bola, com destaque para os cinco homens da linha intermédia, os experientes Artur Santos, Bruno Melo e Tiago Silva sobre o eixo central, a irreverência, velocidade e técnica de Ruizinho sobre uma das alas, enquanto o polivalente Samuel actuava sobre o flanco contrário. Foi esta “mescla” de experiência e de boa qualidade/segurança no passe que fez com que o Sp. Ideal não só neutralizasse o seu adversário, bem como assumisse o comando do jogo e define-se o ritmo do mesmo.
Naturalmente é importante referir que este Praiense, com uma equipa extremamente jovem, conseguiu na 1.ª fase garantir o Título contabilizando 50 pontos, feito que nenhum dos outros três clubes presentes no Grupo de Apuramento de Campeão conseguiu no final desta 2.ª fase. É de realçar que do ponto de vista humano e competitivo era impossível, aos comandados de Manuel da Costa, nesta fase, apresentar a performance e os níveis físicos evidenciados ao longo de toda a 1.ª fase, uma vez que o futebol do Praiense assentava num modelo de jogo de transições rápidas para o ataque, e como é sabido este estilo/modelo causa moça em termos físicos.
O Praiense fez o que estava ao seu alcance para tentar equilibrar e discutir o jogo, mas a postura do Sp. Ideal, aliada à motivação e ao crer dos seus atletas, foi manifestamente superior à vontade do Praiense em estragar a festa aos homens da Ribeira Grande.
Por fim resta-nos fazer referência à marcha do marcador:
1-0 aos 17`por Tiago Silva, que ocorreu de forma oportuna a uma boa defesa do guardião André, após cabeceamento de Nélson Faria efectuado em posição irregular; 1-1 aos 56`por Chalana, na sequência de uma das poucas transições rápidas que o Praiense conseguiu colocar em prática com êxito;
2-1 aos 70` num livre superiormente apontado por Ruizinho a escassos centímetros da linha limite da grande-área ligeiramente descaído para o lado esquerdo, a castigar uma pertença falta do defensor do Praiense Gilberto sobre Vitinha lateral esquerdo do Sp. Ideal, que como é seu timbre envolveu-se com muito a propósito no processo ofensivo,aqui damos o benefício da dúvida ao Juíz da partida.