Com a introdução da Lei do Orçamento de Estado para 2011, Lisboa impôs uma série de cortes a despesas com a administração pública, de forma a fazer face ao actual cenário de crise económica que assola o país. Um desses cortes prende-se com o fim da "possibilidade de acumulação de vencimentos públicos com pensões e reformas”. Por cá, esta medida afecta Carlos Carepa, que já cessou as funções de presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal UrbHorta, e o vereador da Câmara Municipal da Horta Rui Santos. Ambos optaram por pôr de lado a actual vida autárquica e optar pela reforma. Carepa ainda não tem sucessor anunciado, no entanto a Rui Santos irá suceder Filipe Menezes, que ocupava o quinto lugar da lista socialista no Faial nas últimas autárquicas.
A informação foi confirmada ao Tribuna das Ilhas por Rui Santos, que adiantou que cessará as suas funções na Câmara Municipal da Horta no dia 31 de Janeiro.
Rui Santos assegurou que continuará disponível para colaborar com a autarquia em projectos aos quais estava neste momento ligado, como é o caso da Semana do Mar, agora como munícipe. No entanto, entende também ter chegado a altura de dedicar mais tempo à família e a alguns projectos pessoais. Nesse sentido, revelou ao Tribuna que irá prestar apoio na coordenação da formação de Andebol do Sporting Clube da Horta.
Para o autarca, escolher a reforma ao invés do cargo de vereador tratou-se de uma mera “opção pessoal” já que, segundo esclarece, os valores referentes à remuneração de vereador e à sua reforma eram equivalentes.
Fazendo um balanço do tempo em que desempenhou funções na autarquia faialense, Rui Santos considera que foi uma experiência positiva e enriquecedora: “sinto-me mais valorizado”, confessou, salientando que procurou fazer o melhor que sabia, e que se sente satisfeito com o resultado do seu trabalho.
Filipe Menezes está “pronto para trabalhar”
Com a saída de Rui Santos, o jovem Filipe Menezes irá ocupar o lugar deixado vago na vereação da Câmara Municipal da Horta. Com 31 anos, Menezes ocupou o quinto lugar na lista liderada por João Castro às últimas autárquicas, posição que lhe abre agora as portas dos Paços do Concelho.
Ao Tribuna das Ilhas, Menezes referiu que, ao aceitar incluir a lista socialista nas últimas eleições autárquicas, ponderou a possibilidade de ocorrer este cenário, pelo que não é de ânimo leve que se prepara para desempenhar as suas novas funções. No entanto, encara o cargo de vereador como “um desafio”, garantindo empenho e determinação para a realização de um bom trabalho.
Com uma longa ligação à JS/Açores, destacando-se por exemplo o facto de ter ocupado a presidência daquela juventude partidária no Faial, Filipe Menezes deverá ficar a cargo da maioria dos pelouros do antigo vereador, de que se destacam a Cultura e o Desporto e ainda as Obras, no entanto, como adiantou Menezes ao Tribuna, essa decisão não foi ainda tomada.

Na tarde de ontem, ao subir de elevador os andares que levam ao piso da Pediatria do Hospital da Horta, dir-se-ia que estávamos a ser transportados para outro edifício, bem diferente de um Hospital. Aos hospitais, associamos silêncio e corredores frios, no entanto, quando as portas do elevador se abriram para o piso 4 do Hospital da Horta, envolveu-nos o calor dos risos das crianças, as cores das decorações de Natal e muita música alusiva à quadra. A Pediatria do Hospital da Horta juntou todos os meninos internados e ainda aqueles que, por razões de saúde, são visitantes assíduos das consultas daquele serviço e preparou uma festa de arromba para celebrar o Natal.

Na festa de Natal do serviço de Pediatria do Hospital da Horta não faltou animação, com muita música, dança, histórias e, inclusive, um espectáculo de magia que deliciou os pequenos utentes daquele serviço. Um lanche cheio de coisas boas, com muitas guloseimas e bolos decorados com as figuras do Natal, quase bonitos demais para se comer também marcaram presença nesta festa, apresentada por um simpático Pai Natal e pela sua igualmente simpática rena.
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Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das ilhas de 24.12.2010
As bancadas municipais do PS, do PSD e da CDU uniram-se na Assembleia Municipal de ontem numa tomada de posição contra a fusão das administrações portuárias dos Açores. A notícia da possibilidade de fusão das empresas Portos dos Açores, Administração dos Portos de São Miguel e Santa Maria, Administração dos Portos da Terceira e Graciosa e Administração dos portos do Triângulo e do Grupo Ocidental, recentemente divulgada, motivou reacções tanto da bancada socialista, através de um voto de recomendação, como da bancada social-democrata, através de uma moção, documentos a que a bancada da CDU se associou. De resto numa intervenção anterior, o deputado da CDU Mário Frayão já tinha reivindicado a continuação do funcionamento da APTO nos actuais moldes. Ambos os partidos consideram que o actual modelo é o adequado à realidade insular dos Açores, e mostraram-se veementemente contra a concentração da Administração dos Portos numa só ilha.
Para os deputados municipais do PSD, esta poderá ser “uma decisão altamente penalizadora para o Faial”, e a contenção de custos, apesar de ser uma justificação válida, “não pode servir sempre de pretexto e justificação para concentracionismos inaceitáveis e perversos, que se traduzem no progressivo e completo esvaziamento do poder de decisão de muitas ilhas em detrimento de outras de maior dimensão”.
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A Assembleia Municipal que se realizou na tarde de ontem serviu para a bancada comunista fazer uma análise global à actual situação do Faial. Mário Frayão considerou que “a maioria dos faialenses sente que os problemas desta ilha não são tratados com o empenho, o esforço e a vontade que seria exigível”. O deputado municipal da CDU recordou alguns momentos em que, no seu entender, os poderes regionais procuraram prejudicar o Faial, com destaque para os episódios mais recentes da saída da Estação Rádio Naval e o adiamento da ampliação da pista do Aeroporto da Horta. Frayão considera, no entanto, que, apesar das razões para revolta serem válidas, os faialenses devem sentir “orgulho” por conseguir defender com sucesso a sua ilha.
Para a bancada da CDU, é necessário potenciar a produção agrícola na ilha, bem como apontar para uma actividade piscatória sustentada. Mário Frayão reivindicou ainda melhores condições para a Marina da Horta, lembrando a importância internacional do porto faialense.
Os comunistas consideram que as potencialidades do Triângulo continuam subaproveitadas, nomeadamente a sua “colossal capacidade de oferta turística”, e lamentam que a Associação de Municípios do Triângulo seja “uma espécie de ser moribundo”.
Mário Frayão destacou a importância de avançar com alguns investimentos estruturantes, como o Saneamento ou a 2.ª fase da variante. Para o deputado municipal, “é urgente pensar-se no papel que a Avenida 25 de Abril e a parte norte da cidade irão ter depois de entrar em funcionamento o Terminal de Passageiros Norte do porto da Horta”.
O presidente da Câmara Municipal da Horta confirmou existir já uma resposta positiva formal do quarto classificado no concurso internacional para a execução da obra do Saneamento Básico, o consórcio liderado pela AFA – Açores. A “prenda de Natal” surgiu na Assembleia Municipal que se realizou ontem, na Sociedade Amor da Pátria.
Segundo João Castro, neste momento a autarquia trata de obter o visto do Tribunal de Contas, para finalmente poder arrancar com a obra.
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