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08
abril

Capela do Convento do Carmo reabre depois de 19 anos

Escrito por  Alexandra Figueiredo
Publicado em Local
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Foi no passado domingo que a capela do Convento do Carmo reabriu as suas portas para receber algumas centenas de crentes para a celebração de uma Eucaristia.

Após um processo de recuperação levado a cabo pela Ordem Terceira do Carmo, a Capela encontra-se agora em condições de receber todos os cristãos e turistas que por lá queiram passar. Segundo o Padre Marco Luciano, representante da Ordem Terceira, a recuperação deste lugar de culto foi custeada a 100% com o financiamento da própria Ordem através da venda de um imóvel. O ouvidor acrescentou ainda que se pretende “que este lugar seja também um espaço para a cultura que comtemple exposições”.

Confrontado com o estado de degradação da Igreja e do Convento do Carmo o Ouvidor contou ao Tribuna das Ilhas que em 1996 foram iniciadas as obras de reconstrução da Igreja do Carmo, no entanto, nessa altura o projeto financiado pelo Governo Regional, sofreu algumas “derrapagens financeiras” devido aos trabalhos realizados terem superado em muito o valor estimado, “talvez por falta de fiscalização e de controlo” disse Marco Luciano, o que implicou a paragem das obras e fez com que a igreja se mantivesse no mesmo estado de degradação de lá até hoje.

Marco Luciano confessa “os Padres não estão preparados para lidar com este tipo de situações”, as obras de reconstrução das igrejas, principalmente após os sismos, foram projetos que não vingaram, na sua maioria, porque “quando não existe uma equipa de técnicos ao serviço dos donos da obra, as equipas técnicas que fazem os projetos, as empresas de construção envolvidas, as coisas não dão certo” e na opinião de Marco Luciano “muitas vezes os interesses instalados” prejudicam esses processos de recuperação.

O representante da Ordem Terceira do Carmo afirmou que após ponderarem “escolhemos arriscar, vender património nosso e investir naquilo que é nosso” e explica que a Ordem Terceira do Carmo se encontra numa situação muito difícil no que concerne às negociações de apoios do Governo pelo que aconteceu no passado porque “o apoio já nos foi concedido antes mas a obra de recuperação não foi realizada na sua totalidade”.

Recorde-se que o Convento do Carmo foi construído em 1652 por influência de D. Helena de Boim, esposa do Capitão-mor Francisco Gil da Silveira, e bem feitora que doou todos os seus bens à Ordem dos Carmelitas, que nos terrenos junto à capela deram início à construção de um mosteiro, e mais tarde à Igreja de Nossa Senhora do Carmo que lhe está anexa.

O atual edifício, não é completamente igual ao original dado que essa primeira construção sofreu com os sismos que frequentemente abalam a nossa ilha. Assim o edifício que atualmente se pode observar é o resultado de um restauro, construção e ampliação do imóvel existente.

Intimamente ligada ao Convento do Carmo encontra-se a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, primeiro templo carmelita a ser edificado nos Açores.

A construção desta igreja iniciou-se após as obras do convento propriamente dito e só ficou pronta já no século XVIII.

As obras da igreja iniciaram-se em 1698, mas só em 1797 ficaram concluídas, 99 anos depois, período de tempo que permite imaginar a grandiosidade da obra.

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