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15
abril

Horta será o lar da segunda maior coleção europeia de orquídeas

Escrito por  AG
Publicado em Local
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Foi assinado a 13 de abril um protocolo de cedência entre o Governo dos Açores e o casal Ranta, finlandeses que possuem uma coleção com mais de 10000 exemplares de orquídeas. No documento ficou estipulado a transferência para as mãos do Governo regional de 7000 plantas, de mais de 760 espécies diferentes. Fixa-se desta forma, no meio do Atlântico, uma das maiores coleções mundiais de orquídeas, que por sinal é a segunda maior da Europa.
O Jardim Botânico do Faial conta agora com uma maior oferta ao nível de flora e de oferta turística, sendo já, de alguns anos a esta parte, o Banco de Sementes dos Açores, onde se encontram sementes de todas as espécies raras do arquipélago. 
O transporte destas flores para a ilha açoriana decorrerá de forma faseada, uma primeira com a transferência de 3500 plantas e uma segunda com outras tantas envolvidas.
Para a correta manutenção destas flores, oriundas dos quatro cantos do mundo, será construído um segundo orquidário, o Orquidário dos Açores, em terrenos adjacentes ao Jardim, dotado da “mais avançada tecnologia para recriar as condições necessárias ao crescimento de tão exigentes plantas” afirmou Hernâni Jorge, diretor regional do Ambiente, na cerimónia protocolar. O espaço ocupará cerca de 800m2, com espaços adaptados às diferentes espécies e uma área envolvente de enquadramento paisagístico. 
A Azorina será a responsável pela manutenção e receberá o lucro vindos de uma futura venda de orquídeas para o mercado açoriano e para o exterior.
“Nos termos do acordo, a região, através da Azorina, assume o usufruto desta coleção pelos próximos 25 anos […] e o casal Ranta compromete-se a proceder as diligências necessárias para transferir para a região, com efeitos após a sua morte, a propriedade das orquídeas que integram [a restante] coleção”, ponto do documento que foi revelado pelo diretor regional do Ambiente.
O turismo faialense, pelas palavras de Hernâni Jorge, ficará também a ganhar com estas orquídeas já que “a fruição desta coleção pelo público durante todo o ano, pois terá flores permanentemente, constitui mais uma oferta qualificada e uma atração no segmento de turismo de jardins que atualmente denota um franco crescimento a nível internacional”, acrescendo-se o papel educacional que podem advir destas.
A emergência do Orquidário, um novo espaço dedicado à conservação da flora natural, pode também ser visto como, nas palavras de Jorge, “um justo presente pelo 30º aniversário do Jardim Botânico do Faial, que se comemora já no próximo ano, dia 18 de junho”.
Prometido aos Ranta ficou o “emprenho do Governo dos Açores em desenvolver e perpetuar este legado”, garantiu o representante do executivo regional nesta cerimónia.
O facto de pretendem um prolongamento da coleção, criada ao longo de quase duas décadas, mesmo após a sua morte foi tido por Peka Ranta, membro do casal doador, como um dos principais fatores que levou a esta transferência de posse para o Governo regional de um objetivo que se transformou modo de vida. “Durante toda a minha carreira com orquídeas procurei pela Europa qual o melhor local para as criar. Hoje acredito que o Faial é o melhor local” afirmou Peka durante as declarações que antecederam a assinatura do protocolo, ressalvando as condições climatéricas muito propicias à propagação, preservação e continuação destas flores neste território insular. 
Momento de assinatura do protocolo de cedência
Luís Neto Viveiros em declarações prévias à formalização da assinatura do protocolo destacou o papel económico positivo que esta coleção pode trazer aos Açores, em concreto à ilha do Faial, pois considera existirem “perspetivas reais de criação de valor e emprego associado à área do ambiente” , tendo no Jardim Botânico do Faial “um dos seus mais valiosos exemplos, uma vez que permitirá o aumento de receitas diretas associadas aos visitantes, mas também pela rentabilização da sua gestão através da produção e venda de plantas de orquídeas ‘made in Açores’ para o mercado internacional”.
“Este valioso património estará aberto ao público e passará a constituir não só uma atração turística de nível internacional, mas também um polo de conhecimento e divulgação na área do ambiente e na vertente educacional, associada a um potencial de criação de valor e emprego” reforçou o secretário regional da Agricultura e Ambiente em comunicado.
 
Uma das orquídeas do Orquidário aberto ao público em 2010
Atual Orquidário iniciou atividade em 2010
O atual Orquidário do Jardim Botânico no Faial abarca cerca de 30 espécies de orquídeas do colecionador Henrique Ávila, transferidas para o vale dos Flamengos por cedência da Santa Casa da Misericórdia, número muitos modesto quando comparados com os que passam a deter.
Os diversos tipos desta planta que ocupam atualmente o pequeno espaço são oriundas de todos os continentes, simulando-se no seu interior uma viagem pelo mundo , passando pela América do Sul, América Central, Ásia e Oceânia. O destaque vai para uma espécie de Madagáscar que serviu de base em parte da Teoria da Evolução de Charles Darwin.
 
A orquídea de Madagáscar e a teoria de Darwin
Devido à morfologia da orquídea oriunda da ilha-nação de Madagáscar , de nome científico Angraecum sesquipedale, cujo tubo nectarino atingia os 35 centímetros, Darwin previu a existência de um inseto cujas características capacitassem esta planta de ser polonizada, situação tida por improvável para os cientistas da época.
Esta planta que se encontrar exposta no Jardim Botânico da Horta levou a que a comunidade científica desacreditasse esta teoria do autor de “A Origem das Espécies”, que data de 1867, por 40 anos. Em 1907 foi descoberta na ilha do oceano Índico o inseto que Darwin dizia ter de existir, a Xanthopan morganii praedicta, sendo atribuído o epíteto subespecífico praedicta em memória do episódio de “previsão” do naturalista britânico que marcou para sempre a forma de ver a evolução da espécie e o seu desenvolvimento ao longo dos milhares de ano de existência de vida na Terra.
 
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