No seguimento de uma visita de deputados municipais da Horta, eleitos pela CDU, à freguesia de Pedro Miguel o deputado regional Aníbal Pires, do PCP, formulou um requerimento dirigido ao Governo dos Açores, encabeçado por Vasco Cordeiro, tencionando perceber o porquê dos atrasos em vários processos de permutas de terrenos e de transferência de propriedade.
No documento lembram o processo de reconstrução pós-cataclismo, complexo e demorado, que recuperou parte do parque habitacional do Faial, mas “quase duas décadas depois da catástrofe, continuam a existir situações por resolver” revelam os comunistas em comunicado.
“Diversas famílias faialenses […] ainda não puderam assumir a propriedade plena dos imóveis que habitam, o que provoca dificuldades e impedimentos em termos de realização de seguros ou de contagem dos prazos para poderem ter o direito de revendo” constataram. Mesmo percebendo as dificuldades burocráticas iniciais, derivadas do elevado número de imóveis reconstruidos, o PCP vê como “incompreensível” que após 16 anos ainda continuem por solucionar algumas questões relativas ao já longínquo terramoto.
No requerimento agora endereçado averigua-se junto do Governo dos Açores quantas famílias sinistradas em 1998 ainda não tem a situação habitacional regularizada ou as permutas e transferência de propriedade concluídas, querendo também perceber a justificação da demora e o prazo prevista para conclusão destes processos.