Felisbela Batista e Jorge Dias marcaram presença na Escola Básica 1,2 António José de Ávila numa ação de sensibilização relativa à problemática da doação de sangue, dia 22 de abril, por sinal a última das programadas para esta semana.
Entre os dias 20 e 23 a coordenadora nacional do grupo de Dadores de Sangue da Caixa Geral de Depósitos (CGD), parte dos serviços sociais desta instituição bancária, e o responsável pelo núcleo deste grupo na ilha do Faial desdobraram-se em sessões nas escolas básicas e secundárias das ilhas do Canal por forma a que, desde tenra idade, os jovens se comecem a se inteirar da importância associada ao simples simples que é dar sangue.
Apesar do que se pode querer à primeira vista os Dadores de Sangue deste grupo não têm obrigatoriamente de pertencer aos quadros da CGD. “ O nosso grupo é um grupo aberto, não é só de empregados da CGD. É também de amigos e familiares, existem 26 núcleos nas ilhas e em Portugal Continental”, relatou a coordenadora nacional.
“Faço um balanço muito positivo. Há uma grande recetividade das crianças, eles são sempre pessoas que nos dão a sua opinião sem filtro nenhum, absorvem muito bem a informação. [A doação de sangue] deve ser uma questão cultural, as pessoas devem aprender que dar sangue é dar vida, é importante para nós e que o devemos fazer com regularidade” sublinhou Felisbela Batista em jeito de conclusão das ações de consciencialização levadas a cabo.
Relativamente à forma de atuação do grupo constatou que a preocupação principal incide na “recolha, dinamização e consciencialização” da população para este ato. “A parte técnica é feita pelo Hospital local ou pelo Instituto Português do Sangue”, dependendo da região em que se encontram, acrescentando ainda serem feitas ao longo de todo o ano diversas recolhas organizadas pelos 26 núcleos.
São 12 os anos que contam o núcleo de Dadores de Sangue da Horta, o mesmo número de anos que Jorge Dias assume a sua liderança. Contam-se por 120 membros locais, quer oriundos da ilha do Faial quer do Pico.
“A nível Faial temos uma grande aceitação, somos o único grupo de dadores de sangue organizados aqui na ilha. Fazemos recolhas duas vezes por ano”, perfazendo “ 40 dádivas em cada colheita, que é o que normalmente o que o Hospital precisa em cada mês”, disse Jorge Dias.
Orgulhoso da sua luta por esta causa o coordenador local revelou terem sido “o embrião para criar uma Associação de Dadores de Sangue aqui no Faial”, que neste momento se encontra criada, faltando apenas a sua institucionalização.
A organização de dadores de Sangue da CGD surgiu faz 32 anos, quando funcionários do banco estatal criaram o núcleo por necessidade de um colega. “Na altura 6 ou 7 colegas juntaram-se para dar sangue e acharam que podiam, a partir dai, ir contribuindo para a ajudar outras pessoas”, explicou Felisbela.
São passíveis de dar sangue todas as pessoas não homossexuais com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos que sejam saudáveis.