Foi apresentado ontem, 27 de maio, o projeto municipal “Horta ConVida”. A zona de intervenção une a avenida Machado Serpa ao Largo do Infante, passando por diversas artérias do centro da cidade, numa obra que ascende aos 150 mil euros.
Nas palavras de José Leonardo Silva o “Horta ConVida” tem “duas componentes agregadas: a componente de convidar as pessoas a viverem a sua cidade, o local onde passeiam; e melhorar as suas acessibilidades, o local por onde as pessoas andam. É fundamental para melhorarmos a nossa qualidade de vida e a vida que queremos para a nossa cidade”.
O presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH) frisou que a “grande medida é o percurso acessível”, acrescentado querer com esta parte do projeto “ que quem visite ou viva na cidade tenha acessibilidade numa cadeira de rodas em todo o percurso”.
Neste âmbito serão elaboradas intervenções de adaptação progressiva com rebaixamento de passeios, sobrelevação de passadeiras e aumento do número de parques destinados a automóveis com dístico de deficiente.
Além disso, passeios com calçada portuguesa em estado degradado vão também ser alvo de requalificação, como é o caso da Praça da República. O pavimento em cimento que ladeia o edifício que acolhe a Autoridade Tributária e Aduaneira e os Bombeiros será retirado e substituído pela típica calçada característica da cidade. No âmbito da requalificação de vias a rua Maestro Symaria e a rua da Conceição não foram esquecidas.
Ao longo de toda a zona de intervenção a sinalização viária será alvo de alterações com vista a melhorar a segurança e o ordenamento viário. Sinais de trânsito antigos, em locais onde já não são necessários, e a reposição deste que se encontrem em mau estado de conservação passam pelos planos de atuação do município nesta vertente.
O largo do Bispo Dom Alexandre sairá de cara lavada do “Horta ConVida”. Melhorias nos parques de estacionamento, modificações em equipamento urbana e na zona ajardinada são alguns dos planos de reordenamento para este local .
Esta iniciativa de investimento municipal foi consertada com associações, caso da APADIF e da Access Azores, e com as juntas de freguesias em causa.
“Queremos uma cidade revitalizada e com vida”, rematou o autarca socialista.
Tinta para fachadas pode ser requerida num futuro próximo
Os habitantes do centro da cidade abrangidos pela zona de intervenção do projeto vão poder requerer tinta para pintura das suas fachadas.
“Depois desta apresentação todas as pessoas da zona onde vamos intervir vão receber um ofício em casa a informar todos os procedimentos que devem fazer. Não vamos ter em conta o IRS, queremos é que as pessoas participem”, explicou José Leonardo.
Mais acrescentou que no requerimento bastará apresentar a morada uma vez que a câmara tem feito um levantamento de todas as casas em questão e a quantidade de tinta necessária para a sua pintura. “Queremos é que as pessoas participem na vida da sua cidade”, disse o presidente do município.
O edil deixou ainda o mote para que a população local se informe dos parâmetros dos programas Competir + e da Área de Reabilitação Urbana. “Penso que existem meios e programas que são aliciantes”, frisou.