No âmbito das comemorações do 40º aniversário do Hospital da Horta que se assinalaram na passada semana, foi prestada homenagem ao Movimento “Vencer e Viver” (MVV) da Delegação do Faial do Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Recebeu o Diploma a Representante do MVV no Faial, Noélia Pinheiro.
Além do MVV, foi igualmente distinguida a Associação de Voluntariado do Hospital da Horta.
Esta distinção passará a fazer parte do espólio da Delegação do Faial do Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que se encontra a funcionar provisoriamente no Centro Pastoral do Faial (antiga Casa do Gaiato), no Farrobo.
Vencer e Viver é um movimento de entre-ajuda que visa o apoio a todas as mulheres, familiares e amigos desde o momento em que é diagnosticado um cancro de mama. Baseia-se no contato pessoal entre a mulher que se encontra a viver uma situação de particular vulnerabilidade e uma voluntária que tenha vivenciado uma situação semelhante.
Teve origem em 1953 nos EUA, por iniciativa de Teresa Lasser, uma mulher a quem foi diagnosticado um cancro da mama e que iniciou visitas hospitalares a outras mulheres também sujeitas ao mesmo tipo de diagnóstico, oferecendo apoio emocional através de um testemunho de esperança.
Em Portugal, o MVV é promovido e financiado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro através dos seus Núcleos Regionais, tendo sido implementado no País em 1981. A nível internacional está integrado e segue os princípios gerais do Reach To Recovery International.
Na ilha do Faial, o MVV nasceu em 1982 pela mão da Irmã Carminda Soares e da Senhora Dona Maria Cunha, do Capelo, através de um convite formulado pelo médico Jorge Gonçalves. Após formação feita no Instituto Português de Oncologia do Porto, estas voluntárias passaram a dar apoio às doentes no então designado Hospital Walter Bensaúde, que funcionava onde hoje se encontra sedeado o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.
A Irmã Carminda recorda que, sempre que havia uma doente, a Enfermeira Res-ponsável, que na altura também era uma religiosa, contatava as voluntárias para darem apoio no pós-operatório. “Muitas vezes também se ia a casa”, refere.
Dos tempos da fundação do MVV no Faial, a única resistente é a Irmã Carminda, que continua a dedicar-se profusamente à causa, em conjunto com outras voluntárias que foram aparecendo, sendo a formação de atuais candidatas um dos objetivos que consta no Plano de Atividades da Delegação do Faial.
Em breve o MVV disporá de sede própria, nas futuras instalações da Delegação do Faial.