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20
novembro

Faleceu Monsenhor Júlio da Rosa

Escrito por  Tatiana Meirinho
Publicado em Geral
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O Monsenhor Júlio da Rosa faleceu aos 91 anos na passada sexta-feira, dia 13 de novembro, uma sexta-feira negra para as paróquias da ilha do Faial.
O “Padre Júlio” como era conhecido pela população, era natural da freguesia do Flamengos, nasceu a 24 de maio de 1924 e foi batizado no dia 21 de junho de 1924, também na freguesia dos Flamengos. Viveu a sua infância na freguesia da Praia do Norte e aos 14 anos ingressou para o Seminário de Angra, em 1949, com 25 anos foi ordenado sacerdote.
Enquanto Sacerdote, a sua ação pastoral esteve sempre ligada à Paróquia de Nossa Senhora das Angústias, e quando se fala na Paróquia de Nossa Senhora das Angústias logo se associa o nome do Padre Júlio.
O Padre Júlio da Rosa foi elevado ao título de Monsenhor pelo Papa Bento XVI , e anunciado a no dia 25 de maio de 2006 pelo Bispo da Diocese de Angra Dom António de Sousa Braga, na Sessão Cultural Mariana, integrada na Festa de Nossa Senhora das Angústias.
Ao longo de 62 anos ajudou esta comunidade paroquial, que cresceu humanamente e espiritualmente pela mão do Monsenhor Júlio da Rosa. Enquanto Pároco a sua grande preocupação esteve presente na fomentação de uma forte participação laica, reestruturando e organizando a Paróquia, preparando-a para a renovação eclesial, verificada com o Concilio Vaticano II.
O Monsenhor Júlio da Rosa também dava assistência espiritual às Ordens Terceira, foi comissário da Ordem Terceira de São Francisco e da Ordem Terceira do Carmo.
Enquanto Comissário da Ordem Terceira do Carmo, foi reconhecido pelo seu grande papel na divulgação e incremento da espiritualidade mariana, promovendo as Festa em honra de Nossa Senhora do Carmo e as restantes festas desta Ordem.
O Monsenhor Júlio da Rosa, foi ainda distinguido ao mais alto nível pela República Portuguesa, Governo Regional dos Açores e pela Santa Sé.
Monsenhor Júlio da Rosa, homem estudioso e curioso, aprofundou os seus conhecimentos na área de História, e dedicou-se à descoberta das raízes fundadoras da ilha do Faial. Ao longo dos anos fez várias publicações, inclusivé na comunicação social local, fruto da sua pesquisa, que edificaram um contributo significativo para o aprofundamento da história do povoamento da ilha do Faial.
O Monsenhor Júlio da Rosa era uma voz presente e ouvida com respeito nos meios intelectuais, que de uma forma ou de outra o viam como uma referência no aprofundamento da historiografia dos Açores. Era sócio do Instituto Histórico da Ilha da Terceira, do Instituto Histórico de Ponta Delgada, da Sociedade Histórica da Independência de Portugal e Sócio-Fundador da Academia Mariana dos Açores.
Na ilha do Faial, esteve na origem do Museu da Horta, a convite do Secretário Regional da Educação e da Cultura da altura, para organizar e instalar o núcleo museológico na ilha. Neste sentido é importante relembrar o mérito do Padre Júlio na recolha e organização do Museu da Arte Sacra e Etnografia religiosa, na Igreja de São Francisco.
Na sua bibliografia pode ler-se que embora algumas destas recolhas tenham sido alvo de alguma polémica, se estas não tivessem sido feitas, muitas obras das nossas igrejas Paroquiais, já teriam atravessado o Atlântico ou já se teriam perdido, devido à " de “orientação generalizada” que houve ao nível do património religioso depois do sismo em 1998, na ilha do Faial.
A sua paixão pela história e o vasto conhecimento da língua materna, fez com que fosse professor de História, Português, Organização Política, Filosofia e Latim, que marcaram várias gerações de estudantes.
Além desta componente cultural, o Monsenhor Júlio da Rosa também deixou marcada a sua obra social. Provido de um grande conhecimento dos problemas humanos e sociais da sua Paróquia, entendeu que o cristianismo não podia ser uma religião no sentido tradicional e antigo, mas um modo de dignificar os indivíduos enquanto humanos.
Foram várias as obras sociais fundadas por ele, que deram testemunho da sua visão social do cristianismo. Destaca-se o projeto a “ Escola Paroquial”, no qual lecionou o 2º e 5º anos do Liceu a jovens da Paróquia com mais de 18 anos. Teve grande influência e esteve na origem da fundação do Corpo Nacional de Escutas, Associação das Guias de Portugal, a conferência Vicentina para ajuda aos mais necessitados, a Cozinha Paroquial entre outros.

 

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA EDIÇÃO EM PAPEL DESTE SEMANÁRIO.

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