Donald Trump: empresário, milionário, figurar pública, excêntrico e palerma. Estes são alguns dos adjectivos que podemos atribuir àquele que vai na liderança nas sondagens na nomeação para candidato a Presidente dos Estados Unidos da América.
É tudo muito engraçado excepto quando as coisas começam a ficar sérias e, infelizmente, este começa a ser mesmo um sério candidato.
O risco de ter um país como os EUA, considerado a maior potência económica, bélica e cultural, liderado por um radical é demasiado perigoso! E essa hipótese pode influenciar o mundo todo, incluindo este cantinho açoriano que tanto tem de próximo à América do Norte. E porquê considerar Trump um radical? Ora vejamos:
Começou por querer construir um muro que separasse o seu país do México (importando os custos ao país vizinho) para impedir a entrada de mais emigrantes ilegais, ameaçando também deportar todos os que já se encontravam em solo americano por considerar que o México enviava violadores e criminosos.
Depois advogou a tortura como uma boa prática de interrogatório.
Insinuou que se na França houvesse a mesma libertinagem relativa à política de aquisição e porte de armas que existe nos EUA o resultado dos atentados teria sido diferente (obviamente teria sido diferente, mas para pior).
E agora, propõe proibir a entrada de muçulmanos nos EUA (até mesmo turistas) quando vivem lá cerca de cinco milhões.
Como pode alguém levar a sério esta pessoa? Como pode ser sequer considerado como uma possibilidade para concorrer a Presidente dos EUA?
Trump é um embaraço para os EUA e para o mundo. Aproveita-se do medo e do ódio para divulgar a sua visão retorcida, e perigosa, de como a América deve viver. Acaba por ser a prova de que a radicalização do discurso colhe os seus frutos na ignorância e no preconceito de muitos.
Esta não pode ser a resposta do mundo aos seus problemas. O campo das ideias republicanas na América está ferido por uma doença chamada xenofobia.
Esperemos que o bom senso reine nas primárias republicanas e não ceda às suas bases ultra conservadoras pois se assim for vai garantidamente deixar o caminho facilitado para mais um mandato democrata. Esperemos.
A directora do Huffington Post tem razão: isto seria entretenimento se não fosse tão real.