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15
fevereiro

Açores e Continente sem espécie do mosquito portador do Zika

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Geral
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O Diretor Geral da Saúde, Francisco George, afirmou sexta-feira, na Horta, à margem da cerimónia de entrega do certificado de Acreditação em Cuidados de Saúde Primários à Unidade de Saúde da Ilha do Faial que “tudo indica que no Continente e nos Açores, não há o  mosquito do Zika”, acrescentando, que neste sentido, “não teremos problemas domésticos de transmissão através do mosquito”, mas apenas “com os doentes que são diagnosticados após regressarem dos países com a epidemia”, adiantou.

Francisco George admite que a epidemia está a provocar uma “crescente preocupação”, sobretudo nas mulheres, principalmente porque está “confirmada a relação causal entre a infeção pelo vírus e a ocorrência de más formações no feto e no recém nascido”.

A este respeito Francisco George deixou um apelo às mulheres portuguesas que estejam grávidas ou em idade fértil e que pretendem engravidar para “não se deslocarem às regiões afetadas neste momento pela epidemia causada pela picada de um mosquito infetado pelo vírus Zika”, disse.

“Nesta fase e como precaução devemos evitar deslocações ao Brasil e todos os países da América Central e do Sul que neste momento estão confrontados com o problema da epidemia de Zika”, reforçou o Diretor Geral.

Francisco George adiantou que, em Portugal, apenas na Região Autónoma da Madeira, há registo da existência deste mosquito, mas garante que “este não está infetado pelo vírus”, adiantando a este respeito, que “estão a ser tomadas medidas, aliás com grande intensidade para evitar que o problema venha a surgir na Madeira”.

O responsável assegura que as autoridades portuguesas estão atentas e a “trabalhar em conjunto com a União Europeia”, adiantando têm sido realizadas “audioconferências que juntam os Diretores Gerais dos Estados Membros ao nível da Europa, a fim de analisar a situação”.

O Director avançou ainda que através de uma rede de vigilância foram colocadas armadilhas para capturar mosquitos com o objetivo de “vigiar a população de mosquitos no Continente para serem analisados e ver se dos mosquitos capturados há ou não os vetores específicos desta doença”, disse.

Francisco George considera que no momento a situação é “tranquila”, lembrando que, atualmente, foram registados apenas seis doentes infetados com o vírus Zika em Portugal, cinco dos quais oriundos do Brasil e um da Colômbia”, reconhecendo no entanto, que a situação requer uma atenção especial por parte das autoridades nacionais.

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