No âmbito do movimento mundial Laço Azul que elege o mês de abril como o Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens do Faial (CPCJ), encontra-se a promover um conjunto de ações de sensibilização dirigidas toda a comunidade local que envolve as instituições locais parceiras.
Promover os direitos das crianças e dos jovens e prevenir ou pôr termo a situações susceptíveis de afectar a sua segurança e desenvolvimento integral são os objetivos principais da CPCJ do Faial, que se associou-se ao movimento mundial Laço Azul e em articulação com as entidades parceiras promoveu ao longo do mês de abril, várias iniciativas com vista a dar visibilidade a um problema crescente no seio da nossa comunidade os maus tratos infantis.
Sendo a promoção e proteção das crianças responsabilidade de toda a sociedade, a CPCJ, lançou este ano, “um desafio às instituições que são nossas parceiras para também elas fazerem algo que possa chamar a atenção da população e despertar para esta problemática”, revelou ao Tribuna das Ilhas Vítor Reis Presidente da CPCJ local.
“Pretende-se com esta iniciativa desenvolver um conjunto de atividades que envolvam toda a comunidade local na prevenção dos maus tratos na infância”, disse o responsável, adiantando ainda que “temos tido algumas instituições que já fizeram atividades neste sentido e ainda temos outras com atividades programadas”.
Segundo Reis, ao longo do mês de abril, várias instituições já realizaram iniciativas alusivas aos maus tratos, nomeadamente a PSP que em colaboração com os utentes da APADIF procedeu à distribuição de Laços Azuis na via pública e colaborou na realização de uma ação de sensibilização na Escola Básica e Jardim de Infância do Pasteleiro, que consistiu na exibição de um pequeno filme, na formação de um laço humano e pinturas das mãos em placares, complementadas com mensagens escritas pelos alunos. A própria CPCJ que promoveu a distribuição de laços junto das pessoas e das instituições, explicando o significado do Laço Azul. “A Unidade de Saúde da Ilha do Faial que também já entregou Laços de antenas de carro e de peito na instituição e prepara-se para fazer outra atividade”, revelou o presidente.
A Escola Manuel de Arriaga, também se associou à iniciativa da CPCJ da Horta nesta campanha e juntou os alunos do 9.º, 10º e 12.º ano, que fizeram um laço gigante no campo de futebol, do complexo desportivo.
Vítor Reis revelou ainda que a “PSP tem programada outra iniciativa neste âmbito, os Bombeiros e mesmo a Escola Básica e Integrada que também tem vindo realizar atividades junto de toda a comunidade escolar”, adiantou.
“Desde que conheço o movimento Laço Azul nunca vi uma adesão igual à deste ano na Horta”, reconheceu o presidente.
As atividades desenvolvidades durante este mês tiveram como suporte a História do Laço Azul de Bonnie W. Finney. O azul simboliza os corpos batidos e cheios de nódoas negras dos seus dois netos, em que um deles foi inclusivamente morto pela sua mãe e namorado, na sequência dos maus-tratos físicos. Para despertar consciências e sobretudo suscitar questões, a avó atou à antena do seu automóvel uma fita azul que desde logo deu origem a um movimento, que rapidamente ganhou dimensão mundial.
Durante todo o ano, mas sobretudo no mês de abril, as comunidades mundiais, nacionais e regionais partilham estratégias e atividades de sensibilização e prevenção de abusos infantis.