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27
maio

Açores e China unidos em cooperação sobre Ciências do Mar

Escrito por  Alexandra Figueiredo
Publicado em Geral
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Decorreu na passada segunda-feira, a sessão de abertura do Workshop de cooperação científica entre os Açores e a China sobre Ciências do Mar, no Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores (DOP).

O secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Fausto Brito e Abreu, no âmbito desta sessão disse aos jornalistas estar feito o trabalho dos políticos, validando que “a ponte” estava feita e agora cabe aos cientistas desenvolverem o seu trabalho e criarem novas sinergias com os cientistas chineses.

Este workshop trouxe ao Faial cerca de duas dezenas de investigadores do 2.º e do 3.º Instituto de Oceanografia da Administração Estatal Oceânica da China e conta com a presença de investigadores de vários departamentos da Universidade dos Açores.

Segundo Fausto Brito e Abreu “esta cooperação com o governo chinês em ciências marinhas surge na sequência de contatos a nível político desenvolvidos o ano passado”, aquando da visita aos Açores, em junho de 2015, de uma delegação da Administração Estatal Oceânica da República Popular da China, bem como da participação do Secretário Regional do Mar, em novembro de 2015, no Fórum de Cooperação Marítima entre a China e os Países do Sul da Europa, em Xiamen.

O secretário regional defende que esta cooperação entre Açores e China “tem um enfoque em áreas de interesse comuns como o estudo de ecossistemas do mar profundo, pescas, aquacultura, deteção remota e estudos de oceanografia através de satélite, biotecnologia marinha, ordenamento do espaço marítimo e gestão integrada de zonas costeiras”.

Para o detentor da pasta do Mar “o estudo dos impactos ambientais que esta atividade económica pode ter em ecossistemas vulneráveis é seguramente útil para China e para Portugal, bem como para outras grandes nações marítimas com quem temos intercâmbios, nomeadamente Noruega, Canadá, Estados Unidos e Brasil”.

Fausto Brito e Abreu frisou também o apoio que tem sido dado pelo Governo Regional à organização de eventos científicos internacionais no arquipélago.

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