No passado fim de semana a Horta recebeu o VII Fórum da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) 2016 – Economia dos Açores: Situação e perspetivas, que reuniu cerca de quatro dezenas de empresários representando as três Câmaras de Comércio dos Açores e vários sectores de atividade.
Durante dois dias os participantes debruçaram-se sobre estado da economia regional em geral, identificaram as principais dificuldades e analisaram as grandes necessidades e oportunidades de ajustamento estrutural da economia açoriana.
Nos dias 1 e 2 de julho teve lugar na cidade da Horta, o VII Fórum da CCIA que teve como tema principal a Economia dos Açores: Situação e Perspetivas. No final do encontro a representante dos empresários açorianos deu a conhecer as conclusões desta reunião.
Num comunicado enviado às redações a CCIA refere que inicialmente os presentes começaram por fazer uma análise retrospetiva da evolução dos tópicos debatidos na edição de 2015 e chegaram à conclusão que “não houve uma evolução significativa dos assuntos tratados”.
“Muitos dos temas debatidos entre os fóruns continuam sem resolução satisfatória, nomeadamente: o arranque completo do quadro comunitário de apoio, o alívio da carga fiscal excessiva, os múltiplos custos de contexto, a regularização de dívidas para com as empresas, o financiamento da economia privada, os investimentos em obras públicas e equipamentos, e o modelo de transportes marítimos”, lê-se.
Em suma este fórum refletiu, na generalidade, sobre o que tem sido a evolução das políticas para a competitividade da economia dos Açores concluindo que estas “têm sido muito ténues e demorados os avanços conseguidos, prejudicando o posicionamento das empresas dos Açores e onerando os custos para as famílias”, referem.
De acordo com a informação disponibilizada pela CCIA, o fórum abordou ainda a “problemática da economia e sociedade açorianas” reafirmando “a importância das empresas para a construção da sustentabilidade endógena, pilar indispensável de uma autonomia efectiva” e sublinhou “a importância de uma estratégia integrada de desenvolvimento que congregue os potenciais individuais em sinergias positivas”. Neste encontro, ficou ainda “patente o consenso gerado entre todos os empresários e reforçado o desejo de que as sugestões propostas tenham reflexo nas políticas públicas”, consta no comunicado.
Segundo o mesmo e ainda no que diz respeito à questão da evolução da conjuntura socioeconómica, os participantes chegaram à conclusão “que apenas o setor do turismo apresenta sinais positivos, embora não de forma uniforme em todas as ilhas”. Para os presentes, esta situação “merece especial preocupação”, uma vez que persistem “os níveis de desemprego elevados mitigados, mas não resolvidos, com programas ocupacionais de expressão cada vez maior e que acabam por anular atividades privadas”, lê-se.
No comunicado a CCIA mostra-se também preocupada com “as perspetivas de crescimento ténue e de aumento de fatores de risco das economias europeia e nacional”, nomeadamente com a recente saída do Reino Unido da União Europeia e as implicações que a situação acarreta.
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