A 41.ª edição da Semana do Mar realiza-se de 7 a 14 de agosto, considerada o maior cartaz turístico da Ilha do Faial, é também uma das principais festividades das Ilhas do Triângulo e como tem vindo a acontecer nos últimos anos promete trazer ao Faial muita gente.
A par das diversas surpresas, destaca-se a voz da Marcha da Semana do Mar 2016: Tânia Gonçalves.
Conhecida como fadista, Tânia Gonçalves promete surpreender e animar os faialenses com a interpretação da marcha deste ano.
O Tribuna das Ilhas esteve à conversa com a cantora, para a dar a conhecer aos nossos leitores.
Tânia Gonçalves, tem 34 anos e nasceu no Faial, no entanto é com carinho que diz ser do Triângulo, pois a mãe é da ilha de São Jorge e o pai é da ilha do Pico.
Com letra de Victor Rui Dores e música de Renato Bettencourt, da ilha de São Jorge, faltava a voz para interpretar a marcha da 41.ª edição da Semana do Mar, de seu nome Triunvirato, e aí surge o convite por parte de Victor Rui Dores a Tânia Gonçalves, o casamento perfeito entre a letra, a música e a voz.
Tânia considera, mais que um desafio, uma responsabilidade interpretar a Marcha da Semana do Mar pois diz “que acima de tudo eu vou estar a representar a ilha do Faial, por isso vejo isso como uma responsabilidade”.
Espera que as pessoas gostem e promete dar o seu melhor. Apesar de ainda não ter começado a Semana do Mar afirma: “tenho pessoas que me vêem dar os parabéns, que gostam da ideia de ser eu a intérprete, pois já conhecem o meu lado fadista e agora estão animadas por me ouvir em versão marcha. Eu espero estar ao alcance das expetativas do público”, contou ao nosso semanário.
Tânia Gonçalves começou a cantar aos 14 anos, a artista conta que “a primeira vez que tentei constituir uma banda tinha 14 anos mas não correu como esperado, depois entretanto por volta dos 18 anos entendi que havia de engrenar pelas bandas e entrei para a banda “RJ2”, cantava músicas de baile, rock, pop…Mais tarde comecei a cantar em karaokes e depois comecei a dar concertos a solo, onde cantava rock. Depois fui estudar para o continente e abandonei um pouco a música, mas o “bichinho da música” continuava lá… Mais tarde fui desafiada a fazer uma atuação ao ar livre, numa festa na freguesia nos Flamengos, e lá eu interpretava um fado-canção, houve alguém que me ouviu e me disse que se calhar eu teria jeito para o fado, foi aí que decidi experimentar e nunca mais parei de cantar” contou.
Tânia tem cantado pelas comunidades de emigrantes nos Estados Unidos da América e confessa ao Tribuna das Ilhas: “tenho sido muito bem recebida, as pessoas têm saudades da sua terra, então tudo o que vem daqui é ouro, eles quase que andam connosco ao colo, numa forma de mimo, de saudade, de carinho, portanto sou sempre muito bem recebida”.
Tânia lançou o seu primeiro CD “Penas de Saudade” acerca de um ano, uma produção musical do micaelense Alfredo Gago da Câmara que inclui 12 temas, dois dos quais originais, “Penas de Saudade” e “Fado Margarida”. No entanto conta que “por opção nunca pus o meu cd à venda, é o meu lado tímido que me impede de mostrar às pessoas o meu trabalho, mas também porque gosto muito mais de cantar ao vivo, é sempre diferente, o CD foi feito com o objetivo de deixar uma recordação para a minha filha e para mim também, e um bocadinho pelo meu pai que sempre insistiu que eu gravasse”.
A fadista faialense revela que por enquanto tem sido fácil conciliar família, trabalho e música. Tânia apresenta-se todas as sextas feiras em noite de fados no restaurante Genuíno.
Antes das atuações Tânia revela “eu gosto de estar sozinha, gosto de ter aquele momento de tranquilidade antes de entrar em palco para me poder preparar e dar o melhor de mim”.
A intérprete da marcha revelou que foi fácil interiorizar a letra, “ tentei viver o que está lá escrito como se estivesse a embarcar naquela aventura e a convidar as pessoas a embarcarem também. Há uma parte da letra que diz “quem vier seja bem-vindo” portanto eu interpretei como se estivesse a fazer um convite às pessoas trazendo-as a conhecer a nossa cidade”.
No futuro diz, que como na letra da marcha, o que vier é bem-vindo e quanto a sonhos por realizar na área musical revela “que um dia gostava de cantar numa casa de fados”.