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02
setembro

Governo Regional satisfeito com funcionamento do Serviço 112 no arquipélago - Centralização na Terceira torna serviço de emergência mais eficiente e equitativo nos Açores

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Reportagem
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O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) é um departamento tutelado pela Secretaria Regional da Saúde (SRS) que tem a missão de orientar, coordenar e fiscalizar, nos Açores, as atividades de Proteção Civil e dos Corpos de Bombeiros. A este departamento compete ainda assegurar o funcionamento de um sistema de transporte terrestre de emergência médica, que garanta, aos sinistrados ou vítimas de doença súbita, a pronta e correta prestação de cuidados de saúde. O SRPCBA contempla na sua orgânica a Divisão de Planeamento, Operações e Avaliação de Riscos, que tem à sua responsabilidade o planeamento e direção das operações do Serviço, a coordenação dos meios a empenhar e a adequação das medidas de carácter excecional a adotar na iminência ou na ocorrência de acidente grave ou catástrofe. É nesta divisão que, desde 2012, se integra o Centro de Operações de Emergência, estrutura operacional do SRPCBA, com sede na Terceira, que contempla, entre outras, a Sala de Atendimento e Gestão de Emergências (SAGE), onde são atendidas, triadas e acompanhadas todas as chamadas de socorro da Região. Ao Tribuna das Ilhas, a SRS explicou como tudo funciona. Este semanário ouviu também o comandante da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Faialenses (ABVF), Nuno Henriques, que revelou como é realizado o serviço de socorro no Faial. Quando ouvimos falar em 112 sabemos de imediato que se trata de uma situação de emergência. O 112 é o número Europeu de Emergência e, como o nome indica, permite que, em qualquer situação de emergência, qualquer cidadão em espaço europeu possa solicitar ajuda. A organização do Serviço de Emergência é da competência de cada Estado Membro. Na Região Autónoma dos Açores, desde 2012, por decisão do Governo dos Açores, o serviço 112 passou a estar concentrado num único local, nomeadamente na Sala de Atendimento e Gestão de Emergências (SAGE) do SRPCBA, na ilha Terceira, que depois reencaminha o pedido de socorro para os bombeiros do local da ocorrência. Esta centralização tem levantado dúvidas em relação à eficiência do serviço e há quem questione se a prontidão na resposta não seria maior se a chamada fosse direta para o serviço de socorro local, como antes acontecia. À nossa reportagem, a SRS esclareceu que, no SAGE, “além da presença de agentes da PSP, que asseguram o atendimento primário do 112 e o encaminhamento para as entidades competentes, mediante o tipo e origem da emergência, existem ainda outras equipas em permanência, como a Linha de Emergência/Linha Saúde Açores e Operadores de Comunicações do SRPCBA”. Nesta estrutura funciona ainda a equipa da linha de Emergência Médica, “composta por enfermeiros que asseguram o atendimento de emergência da área da Saúde, realizando a triagem de todas as situações, referenciado a priorização de atendimento das mesmas”. Segundo a SRS, “este tipo de atendimento levou à implementação de meios mais diferenciados que, conjugados com a triagem, permitem aumentar a qualidade de cuidados no ambiente pré-hospitalar”. “A triagem permite também uma eficiente e correta gestão de meios de socorro, através da temporização de limites máximos de tempos de resposta consoante a prioridade atribuída, tentando assegurar que, nas situações mais graves, haja sempre meios disponíveis para socorrer”, reforça a tutela. Por outro lado, cabe aos próprios Operadores de Comunicações do SRPCBA assegurar o atendimento de emergência em situações no âmbito das atribuições deste Serviço, efetuando “o respetivo despacho de meios de socorro para o local da ocorrência”. No entender da SRS, “toda esta conjugação de funções e experiência que estes operacionais realizam, aliada ao fato de permanecerem no mesmo local, facilitando as comunicações entre os diversos intervenientes no processo de socorro, torna mais eficiente e equitativo o serviço de emergência, derrubando distâncias e fronteiras geográficas entre as diversas ilhas”. Uma questão que se coloca à eficiência do Serviço de Emergência no Faial prende-se com o funcionamento do Serviço de Suporte Imediato de Vida (SIV), indisponível na ilha no período entre as 00h00 e as 08h30. Sobre este assunto, a tutela lembra que, no seu início, o SIV foi previsto apenas para o período compreendido entre as 08h00 e as 00h00. Após a avaliação do projeto o serviço foi alargado de forma a abranger o período noturno, garantindo 24 horas de cobertura mas, no caso do Faial, isso nunca aconteceu. A tutela garante que “sempre existiu a pretensão de alargar o serviço para o período noturno. O motivo de tal ainda não ter acontecido deve-se aos poucos recursos humanos disponíveis para assegurar as 24 horas”. Ainda assim, a SRS garante que que, no período de indisponibilidade do SIV, “todas as situações de emergência são asseguradas pelo serviço de Ambulância”. De acordo com a tutela, o facto do SIV não estar permanentemente disponível não coloca quaisquer riscos acrescidos: “qualquer serviço de emergência existe para assegurar cuidados à população mediante situações de risco de vida, de maior ou menor gravidade. O SRPCBA tem vindo a desenvolver esforços, quer no aumento da qualidade das formações que administra, quer no investimento em recursos, para garantir essa prestação de socorro”, revela a SRS. No Faial, o SIV é assegurado com recurso a bombeiros de outras ilhas, contratados a recibos verde, com a SRS a assumir as despesas de deslocação, alimentação e estadia. Sobre este assunto a secretaria lembra que “a tripulação de um veículo SIV é composta por um enfermeiro oriundo do serviço de urgência da Unidade de Saúde onde o veículo tem por base, e por um tripulante de Ambulância de Socorro, que, devido à formação especifica necessária, é oriundo das diversas Corporações de Bombeiros da Região”. No caso da SIV Faial, “os tripulantes de Ambulância oriundos do Corpo de Bombeiros local recusaram continuar com a prestação de serviço mediante um aumento nos honorários hora, muito acima do que se encontrava em vigor em todas as SIV da RAA”, revelou a secretaria, adiantando que “no decorrer do mês de abril de 2016, o SRPCBA realizou um esforço no aumento dos honorários hora para todos os tripulantes de Ambulância de socorro que prestam serviço nas SIV, mas, infelizmente, não foi suficiente o aumento em 19% para que pudéssemos contar com os Tripulantes de Ambulância de Socorro da Ilha do Faial”. LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA NOSSA EDIÇÃO IMPRESSA.
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