Helder Manuel Almeida Raposo Furtado, primeiro candidato do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) na lista eleitoral do Faial.
Tem 25 anos de idade, estagiário administrativo, é natural de São José, Ponta Delgada e reside na cidade da Horta.
A lista do PCTP/MRPP ocupa o 10º lugar do boletim de voto do Faial.
Quais são os principais projectos que o seu partido gostaria de ver implementados na Ilha do Faial?
Primeiro, uma medida política: a constituição do Conselho Político de Ilha, no Faial e em cada uma das outras ilhas dos Açores. O Conselho Político deveria ser eleito por sufrágio directo, universal e secreto dos eleitores inscritos em cada ilha e teria por função dirigir política e administrativamente a ilha. Uma parte dos poderes conferidos ao governo regional pelo Estatuto Autonómico deveria transitar para o Conselho Político de Ilha; e o governo regional deveria exercer uma tarefa política de coordenação dos Conselhos de Ilha.
Se não se proceder a esta alteração política, seis ou sete das ilhas do arquipélago dos Açores ficarão em breve despovoadas, com os desempregados a fugirem para a emigração.
Para além desta alteração político-administrativa, o nosso mais importante projeto é a ampliação da pista do aeroporto para os 2.500 metros, com nova gare e respetivas instalações, fazendo do atual aeródromo da Horta um aeroporto Internacional, para aterragem e descolagem seguras das modernas aeronaves do tipo dos Airbus 320 e 321.
Essa é uma infraestrutura indispensável ao desenvolvimento do turismo do Faial e das ilhas próximas no grupo central.
Que análise faz ao Faial neste momento?
O Faial está em vias de atravessar uma crise muito séria, se não forem tomadas medidas imediatas contra ela.
Como se sabe, a economia faialense assenta no setor primário: na agricultura, na agro-pecuária e na atividade piscatória.
Quanto às pescas, o sistema de quotas imposto pela União Europeia em Bruxelas, sem resistência do governo regional e sem luta do governo da república, tem como consequência que toda a gente pode pescar nos Açores o que quiser, menos os pescadores açorianos. O nosso peixe é roubado pelos espanhóis, franceses e japoneses, sem que tenhamos meios militares, aéreos e navais para nos defendermos dos piratas. Há pescadores açorianos que já foram agredidos dentro das suas próprias embarcações por