Paula Silva nasceu no Faial. Saiu da ilha aos 19 anos para frequentar a licenciatura em Psicopedagogia em Lisboa. “Aos 19 anos descobri o quanto eu amo estudar e o quanto amo Ciências Humanas. No primeiro ano de Licenciatura comecei a trabalhar o máximo possível, como voluntária, e essa paixão cada vez se tornou maior”, revela ao Tribuna das Ilhas.
Fez o Mestrado em Neuropsicologia Aplicada e outras formações, por exemplo em Psicofarmacologia (Portugal) e em Psicologia Clínica e Terapia Cognitiva – Comportamental (Brasil).
Atualmente, está a fazer um segundo mestrado em Neurociências (em Espanha) que servirá de base para os seus objetivos da tese de doutoramento.
“Eu sempre quis sair de Portugal, não por falta de trabalho, mas por sentir que precisava muito crescer profissionalmente conhecendo outras realidades. Eu cheguei a ter tudo organizado para fazer voluntariado em África durante 6 meses, mas fiquei com a sensação de que se o fizesse, a minha mãe não iria sobreviver a essa ansiedade”, revela.
Paula Silva está no Brasil há exatamente 2 anos e, “agora com 32 anos, posso dizer que o que eu procurava profissional e pessoalmente alcancei: trabalho numa clínica privada, que me dá total liberdade para trabalhar; tenho uma equipa de colegas extremamente profissional; estou a desenvolver um projeto social junto do Governo do Estado para apoio na saúde e educação num dos municípios mais pobres do estado e tenho vários outros projetos em desenvolvimento”.
EM relação aos livros, como surgiu a oportunidade de publicar esta coleção?
Esta coleção surge do desejo de sensibilizar as pessoas, de mostrar o quanto nós influenciamos a vida uns dos outros (positiva ou negativamente) e de um sentimento de dever enorme que eu sinto de levar o meu trabalho além das minhas quatro paredes, algo tão bom quanto este trabalho precisa ser partilhado com o máximo de pessoas possível.
O Mágico dos Pensamentos surge com 3 títulos diferentes. De que tratam?
São 3 títulos que falam de 3 assuntos atuais, sensíveis e com muita necessidade de serem trazidos para o diálogo, sem tabus, de uma forma “mágica”.
O que eu pretendo é que estes livros criem momentos entre famílias/professores e alunos em que todos irão refletir sobre estes temas e se sensibilizar com a realidade, seja a realidade do seu filho ou não, porque se não for a realidade do seu filho poderá ser a realidade do amigo dele e aí estaremos ajudando e ensinando altruísmo às nossas crianças – e nós sabemos o quanto o mundo está precisando de seres humanos altruístas.
O livro “Coragem” fala de abusos sexuais na infância. É com muita pena que verifico que as pessoas preferem não pensar nem falar nesse assunto, pensando que assim não correm o risco de surgir nas suas vidas.
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