A reciclagem de resíduos urbanos de embalagens nos Açores cresceu 7,2% no primeiro semestre deste ano, comparativamente ao mesmo período de 2016, revelou o Diretor Regional do Ambiente no final de uma reunião com os
representantes dos Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos (SGRU) das nove ilhas dos Açores.
No âmbito de um encontro com os representantes dos Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos (SGRU) das nove ilhas dos Açores, que decorreu na Horta, na passada semana, o Diretor Regional do Ambiente avançou que a reciclagem de resíduos urbanos de embalagens nos Açores cresceu 7,2% no primeiro semestre deste ano, comparativamente ao mesmo período de 2016.
Em declarações à comunicação social, após esta reunião que teve como objetivo analisar os impactos do novo Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE), em vigor desde o início do ano, Hernâni Jorge destacou “pela positiva, o facto de a Região, no primeiro semestre deste ano, ter valorizado mais 7,2% de embalagens urbanas, quando, a nível nacional, este valor está a cair 1,1%”.
Neste sentido o diretor enalteceu o trabalho desenvolvido pelos SGRU e por alguns sistemas de recolha da Região, que, “num período bastante crítico, contraria uma tendência nacional negativa”.
Hernâni Jorge avançou que também “ao nível da valorização de resíduos orgânicos por compostagem, nos primeiros seis meses deste ano, os sistemas da Região aumentaram 35%, relativamente aos números do ano passado, o que denota um esforço significativo na valorização dos resíduos urbanos”.
O diretor divulgou que neste encontro foram abordadas ainda “algumas questões específicas relacionadas com a atividade dos SGRU”, nomeadamente “a operação da Central de Valorização Energética da Terceira, o estado de desenvolvimento do projeto do Ecoparque de São Miguel, com destaque para o início da construção da nova Central de Triagem, bem como os procedimentos de transporte de refugo e as dificuldades de operação e a acumulação de passivos em alguns Centros de Processamento de Resíduos”.
Relativamente aos passivos, Hernâni Jorge garantiu que, na ilha do Faial, a situação “já foi ultrapassada, por via de uma operação extraordinária de transporte de refugo para a ilha Terceira e do incremento de algum desse refugo nas obras de selagem do aterro que estão a acontecer neste momento” e garantiu que nesta matéria “a partir do próximo ano, os equipamentos dos Centros de Processamento de Resíduos do Faial e de São Jorge contarão com novas soluções de acondicionamento de refugo, evitando o recurso a contentores marítimos dedicados e alargando o leque das opções de transporte daquele material”.
Ainda no que diz respeito ao Ambiente o director anunciou que “estão a ser desenvolvidos procedimentos por parte da Região e das concessionárias visando a otimização e estabilização da atividade dos Centro de Processamento de Resíduos”.