A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas apresentou, no passado dia 21 de novembro, uma versão revista do projeto de requalificação do Porto da Horta, orçamentada no valor de 14 milhões de euros.
Ana Cunha revelou que apesar de estarem a ser estudadas outras possibilidades, salientou que “não há soluções perfeitas”
Decorreu no passado dia 21 de novembro, uma reunião entre o Presidente da Câmara Municipal da Horta, a Comissão Municipal dos Assuntos do Mar, a Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas e os técnicos responsáveis pela elaboração do projeto de requalificação da segunda fase das obras do Porto da Horta. Esta reunião teve como ordem de trabalho a apresentação e análise da versão revisada do projeto de requalificação do porto orçamentada em 14 milhões de euros.
“O projeto que aqui foi apresentado melhora significativamente as condições de segurança no interior da baía sul, para alguns setores que são reordenados, nomeadamente as marítimo-turísticas, as pescas, a área comercial e marina-sul”, afirmou Ana Cunha, reconhecendo “algum ligeiro agravamento da marina-norte”.
Em declaração aos jornalistas, após a reunião, a secretária regional revelou está a ser estudada outra solução que possa minimizar esse eventual aumento da agitação marítima na marina da Horta, sublinhado que “não há soluções perfeitas”.
Por sua vez, José Leonardo Silva frisou que “importa não desperdiçarmos os 14 milhões de orçamento previsto para o nosso porto, desde que essas obras não ponham em causa, quer os investimentos futuros, quer a segurança do Porto”.
O edil também demonstrou a sua preocupação com o agravamento da agitação marítima na marina afirmando saber “que não existem soluções ideais, mas também não podemos descurar as condições de operacionalidade na Marina norte”.
Para o autarca, “não devemos ter receio de discutir os assuntos, sejam eles quais forem, e que temos de estar abertos a esta reflexão e a esta abertura numa altura em que queremos potenciar a Horta Capital-Mar dos Açores”.
Nesta nova versão do projeto de requalificação deixou-se de contemplar a construção de um maciço em betão, de forma triangular, no interior da baía e contempla-se agora a construção de uma nova zona para as pescas e para mega-iates e ainda a construção de um parque para reparação de embarcações.