Mariana Rosa e Miriam Pinto, as únicas portuguesas a participar no Projeto “School at Sea”, estão a caminho de San Blas, no Panamá a bordo do barco do “Thalasa”.
No seu blogue Mariana conta com têm sido os seus dias no mar
Mariana Rosa e Miriam Pinto, as únicas portuguesas a bordo do “Thalassa”, do Projeto “School at Sea”, saíram de Curação, nas Caraíbas, no dia 7, em direção a San Blas, no Panamá.
À conversa com a sua mãe, Susana Rosa, sábado passado, Mariana demonstrou-se muito interessada em saber novidades do Faial, dos Açores, do país e do mundo.
A estudante disse à mãe que “o ambiente a bordo é muito bom” e que está “a gostar muitíssimo”. Para além disso, está contente por “ter melhorado muito o inglês, principalmente ao nível da escrita”.
Através do seu blogue, Mariana conta como tem sido viver a bordo do “Thalassa” e descreve que a grande travessia do Atlântico em direção a Dominica “em si foi muito calma, sem muito vento, céu cheio de estrelas, muitos peixes voadores, a companhia de uma baleia que esteve a fazer um espetáculo durante meia-hora e especialmente calor”, acrescentando que esta “começou com o sinterklaas (troca de prendas) e a minha foi (uma das melhores) feita pelo Jelle (cozinheiro)”.
A velejadora do Clube Naval da Horta revela que “o melhor foi o sheep over name, ou seja, quando tivemos 3 dias o barco por nossa conta”. Mariana candidatou-se e foi eleita para stuurman (timoneiro), “o cargo mais alto a seguir ao de capitão”.
Ao chegarem a Dominica tiveram uma “mini-festa”, com um “maravilhoso almoço, batata doce com um bom pedaço de bife (nem sempre é fácil que a carne seja boa, por isso aproveitamos ao máximo quando é”.
Para Mariana, “o tempo tem passado tão rápido, já estou há mais de 2 meses aqui e às vezes parece que é tudo um sonho”.
Em Dominica foram ver o Boilling Lake, onde tiveram de andar quatro horas para cada lado “e o percurso era sempre a subir, descer, cair, subir, descer, cair, cair”.
A meio do caminho pararam num rio para beber água e o guia deu-lhes a provar cana de açúcar que Mariana achou ser “uma delícia”.
O percurso de regresso ao barco ficou marcado por um mergulho debaixo de chuva numa cascata, onde a Miriam deixou cair os óculos na água, sendo depois encontrados por Mariana que diz que tem de se “lembrar deste momento para sempre”.
Após uma noite a dormir ao ar livre, foram às Victoria Falls, passando por outro caminho cheio de água, pedras e “muitas quedas”. No entanto, Mariana diz que “tudo valeu a pena” pois “a vista era linda”.
Nos dias seguintes aproveitaram para relaxar e aprender o estilo de vida dos nativos.
Mariana conta ainda que este é o primeiro ano novo que não passa em casa, “mas não podia ter sido melhor”.
Os estudantes do projeto “School at Sea”, passaram o ano novo nas Caraíbas juntamente com mais 40 holandeses de outro barco-escola.
No dia 31, fizeram uma limpeza a fundo ao barco e mudanças de quartos, tendo a Mariana mudado de um quarto de 3 camas para um de duas e ainda ter ficado com a maior cama de toda a embarcação.
Tiveram ainda algum tempo com os telemóveis para poderem comunicar com as suas famílias e amigos, voltando depois para o “Thalassa” para preparar o banquete da passagem de ano, que incluiu fogo de artificio à meia-noite e logo a seguir tiveram o seu primeiro banho do ano.
Esta viagem de Mariana e Miriam já vai a meio e está cheia de momentos que certamente não irão esquecer.