Seis corporações de bombeiros das ilhas do Faial, Pico e São Jorge, participaram no 1.º Campeonato de Trauma do Triângulo que decorreu na Vila da Madalena, organizado pelo Corpo de Bombeiros Voluntários da Madalena.
A corporação da Horta foi a grande vencedora desta competição, que contou com a presença da equipa vencedora do campeonato mundial de trauma
No passado fim de semana, o Pavilhão de Desportos da Candelária, na Madalena do Pico, foi palco do 1.º Campeonato de Trauma do Triângulo, uma iniciativa promovida pelo Corpo de Bombeiros Voluntários da Madalena, com o apoio do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores.
Neste evento a corporação da Horta sagrou-se a grande vencedora da competição organizada em parceria com o Município da Madalena e que reuniu cerca de 15 participantes.
A equipa da Associação Huma-nitária de Bombeiros Voluntários do Faial - AHBVF, era composta pelos Bombeiros de Cláudio Remédios e Delmar Bettencourt, e orientada pelo 2.º Comandante Paulo Sérgio.
Para o Comandante da AHBVF estas iniciativas, “permitem exercitar os conhecimentos, nomeadamente ao nível das técnicas de trauma, preparando-nos ainda melhor para ocorrências reais que possam surgir”, disse.
Ao Tribuna das Ilhas, Nuno Henriques mostrou-se satisfeito com a prestação da equipa faialense e no seu entender, a vitória demonstra que “de facto o trabalho que estamos a desenvolver é um trabalho profícuo, cujos resultados estão à vista”, sustentou.
“Nós não nos julgamos melhores que as outras equipas, nem melhores que as outras corporações, houve um campeonato, com uma pontuação que é atribuída e de facto destacamo-nos pela excelência, por pequenos pormenores que fazem a diferença em campeonato”, sustenta com orgulho o comandante, acrescentando que “trabalhamos diariamente para que as coisas funcionem e que consigamos estar a um nível de excelência na prestação do socorro, principalmente à população faialense”, frisou.
Nuno Henriques considerou ainda a presença da equipa vencedora do campeonato mundial de trauma como um incentivo para as restantes equipas. Segundo o Comandante “só se consegue chegar àquele nível com muitas horas de treino diário. Para termos uma ideia, a preparação deles para o mundial consistiu em oito meses de treinos de 1h30, cinco dias por semana”, revelou.
A iniciativa contou ainda com a presença da equipa da Associação Humanitária de Bombeiros Volun-tários da Praia da Vitória vencedora do campeonato mundial de trauma, que decorreu, em 2017, na Roménia e envolveu seis corporações de bombeiros das ilhas do Triângulo.
As equipas enfrentaram diversos desafios. Acidentes de viação, quedas de andaimes, atropelamentos, cenários sangrentos com vítimas inconscientes, traumas profundos ou fraturas graves, foram estas algumas das muitas ocorrências simuladas e que colocaram à prova as corporações participantes, pondo à prova os seus conhecimentos no socorro, visando não apenas exibir as suas capacidades, perante o público, mas sobretudo melhorar as suas competências práticas, aprendendo e partilhando as experiências com todos os envolvidos no projeto.
Para além da vertente competitiva, cujo júri era composto por dois elementos da Proteção Civil, a iniciativa incluiu ainda um workshop da responsabilidade da equipa campeã mundial de trauma.
No final, ficou a promessa de que esta seria a primeira de muitas outras edições do Campeonato de Trauma do Triângulo.