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09
fevereiro

Associação de Jovens da Ilha do Faial - Carlos Viveiros revela plano de atividades da AJIFA para 2018

Escrito por  Flávia Taibo
Publicado em Reportagem
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Fundada a 16 de julho de 2014, a AJIFA é a Associação de Jovens da Ilha do Faial e conta com 73 associados um vasto leque de atividades destinadas aos jovens faialenses.
Carlos Viveiros, atual presidente da associação, partilhou com o Tribuna das Ilhas o impacto que a AJIFA tem tido nos jovens e os projetos para 2018.

Desde 2014 que a AJIFA – Associação de Jovens da Ilha do Faial tem organizado atividades destinadas aos jovens, e por vezes também a outras faixas etárias, com o intuito de estimular a juventude a ter uma participação ativa na sociedade.
Começando pelos motivos que o levaram a candidatar-se a este cargo, Carlos Viveiros afirmou que enquanto presidente da Assembleia Geral ao ver que ninguém se chegava à frente para o cargo de Presidente da Direção, tomou as rédeas, juntou um grupo de pessoas e candidatou-se. Para Carlos o importante era “não deixar morrer o projeto”, que no seu entender“é muito interessante e teve sempre muita recetividade perante as pessoas”.
Viveiros explicou que arranjar quem lidere o projeto é a maior dificuldade da associação visto que infelizmente são sempre as mesmas pessoas a participar em quase todas as instituições e atividades, referindo que “na nossa direção não há um membro que só tenha a nossa associação”.
O representante da AJIFA acredita que um dos principais problemas dos jovens, não só no Faial, mas um pouco por todo o mundo, “é não saírem de casa, não participarem, não terem uma vida participativa, serem pouco dados ao voluntariado por assim dizer e se juntarem às causas e às associações”, salientando que é essa a razão de existência da AJIFA.
“Claro que se fizermos um festival de música sabemos que é garantido” que os jovens adiram, “mas também não é o nosso objetivo estar aqui só a fazer festivais de música. Queremos que eles venham a outras atividades que se calhar até gostam, mas às vezes a comodidade de ficar em casa, no sofá, ou a jogar vence estas atividades,” afirmou.
Para tentar contrariar essa comodidade e o facto de serem sempre os mesmos a participar nas iniciativas, Carlos Viveiros salientou que o plano de atividades da AJIFA é planeado de forma a não interferir com as outras instituições e a que, por exemplo, os atletas que terminam os campeonatos antes do verão tenham alguma atividade para essa estação. O objetivo da associação é ajudar as outras instituições nas suas atividades durante a época alta e também atrair os jovens para as suas atividades noutras alturas.
A associação também já levou atividades a outros lugares da ilha, como aos Cedros e a Castelo Branco, com o intuito de descentralizaro projeto, porém, “por razões de logística, a cidade é mais fácil para dar acesso a todos”, sublinhou.
Apesar destas dificuldades, o presidente acredita que este projeto “teve um grande impacto na juventude faialense” através das diversas atividades que promoveram ao longo dos anos e por isso mesmo continuarão a promover atividades e iniciativas para atrair os jovens à AJIFA.
Uma dessas iniciativas, que está em vigor desde do Dia Internacional da Juventude, é a isenção do pagamento da quota dos jovens com menos de 18 anos que aderirem à associação até abril de 2018. Para divulgar esta medida, para além das redes sociais e da comunicação social, a AJIFA pretende ir ao encontro dos jovens da Escola Secundária Manuel de Arriaga e expor a associação e os seus objetivos.
No entanto, e mesmo com o facto de o ano de 2017 ter sido um ano difícil “devido às mudanças e também ter que quase recomeçar quase do zero”, a Associação conseguiu promover um vasto leque de atividades bem-sucedidas e com bastante adesão da população jovem.
O presidente enumerou algumas dessas atividades como os Prémios Mérito Jovem Faialense “que premeia os jovens faialenses que se destacam a nível regional, nacional e internacional”, e que apesar de ser “um pequeno reconhecimento tem um pequeno significado para eles ver reconhecido o seu mérito”, as “Construções na Areia”, destinadas não só aos jovens como também às crianças, o concurso de mergulho “AJIFA Wild Diving”, a WE'Glow Run, o Bubble Football, a WaterBall, o festival de Capot’arte, onde “expusemos os trabalhos dos jovens faialenses”, e a segunda edição do “C(H)orta” – Festival de Curtas do Faial.
Quando questionado sobre o plano de atividades para 2018, o representante da associação revelou que, apesar de ainda não estarem definidas todas as datas exatas, o plano é composto por sete grandes atividades.
A primeira será o Urban Trail Paper, “uma inovação que julgamos nunca ter sido feita a nível nacional”. Esta atividade junta a vertente do Peddy Papper e do Rally Papper realizados nos anos anteriores e o TrailRun, atividade em voga no Faial.
A AJIFA vai também apostar este ano no Paintball, uma atividade realizada no início da associação e que foi uma das atividades que mais adesão teve, comprando, em princípio, os seus próprios equipamentos.
No aniversário da AJIFA irão continuar com os Prémios Mérito Jovem Faialense e talvez realizar mais alguma atividade, “mas ainda está tudo em aberto”.
“Também iremos trazer outra vez o “Planeta Limpo” do Filipe Pinto que é uma segunda fase do projeto que a associação já tinha trazido em 2015” ao Faial.
E para finalizar na lista de atividades para 2018 estão os três festivais da AJIFA, o festival de música, o festival de arte e o festival de curtas metragens.
O facto de uma terceira edição do festival de curtas metragens C(H)orta estar no plano de atividades não é surpresa nenhuma devido ao enorme sucesso que teve a nível nacional e de já ter sido prometido uma nova edição logo após ao encerramento da última.
Contudo, o presidente da associação lamenta que não tenham concorrido mais jovens faialenses, justificando esta falta de adesão com o receio dos jovens “de ter as suas curtas no meio de curtas com muita qualidade” uma vez que os jovens continentais têm acesso a outros meios e formações que não existem no Faial.
O responsável pela AJIFA revelou que para combater este receio e estimular os faialenses a participar no festival, a direção da AJIFA decidiu criar um prémio de melhor curta faialense de forma a haver “uma competição local”.
Apesar da pouca adesão faialense, Viveiros revelou que a abrangência nacional “foi uma surpresa muito grande”. “Não estávamos à espera de uma segunda edição, ainda para mais nesta em que a preparação foi um pouco mais complicada” salientou, acrescentando que “na altura ficámos um pouco preocupados, pensámos que não tínhamos capacidade, mas conseguimos levar em frente”.
O presidente adiantou ainda que este ano a preparação já vai ser um pouco diferente. “Ainda é cedo, mas provavelmente a pré-seleção das curta metragens não passará pela direção, mas sim por alguém da área que seja cá na ilha” e até já conseguiram arranjar uma rede de contactos da área através do realizador Pedro Cabeleira que estão dispostos a colaborar com a AJIFA na terceira edição do festival.
Além desses contactos, algumas pessoas da ilha que a associação desconhecia serem da área chegaram-se à frente com sugestões e ideias que foram bem-recebidas.
Sobre o festival de arte Capot’arte, Carlos Viveiros avançou que apesar de ser “prematuro falar porque os apoios ainda não saíram”, duas das apostas do festival serão a arte urbana e a dança, acrescentando que como “temos um festival de música e um festival de cinema” não é tão essencial que estas áreas estejam presentes neste festival.
O certo é que vão “continuar com a aposta dos artistas faialenses tanto em pintura como em fotografia, dança, nas várias artes”, frisou.
A nível de apoios a AJIFA, recebe ajuda monetária da Direção Regional da Cultura, mediante candidaturas, donativos de várias entidades e instituições para ajuda de prémios e até donativos de reconhecimento das suas iniciativas.
Entretanto a AJIFA enfrenta um problema no que toca a ter uma sede própria. De início, a sede era no Forte de São Sebastião, nas Angústias, e depois mudaram-se para uma sala na Junta de Freguesia da Matriz que, gentilmente, cederam “o seu espaço em partilha”, contou Viveiros.
“Agradecemos imenso à Junta, mas não é a situação ideal. O ideal era termos uma sede própria, ter a chave e podermos ter um espaço só nosso”, salientou.
A associação considera que “melhor nesta altura e com os equipamentos que temos que devíamos ter um espaço em que tivéssemos onde arrumar os equipamentos, onde pudéssemos ir a qualquer dia da semana sem dar satisfações e poder usá-lo”, justificou o presidente.
Apesar de já terem exposto a sua preocupação a várias entidades, especialmente à Câmara Municipal da Horta, ainda não têm um espaço próprio devido há falta de lugares disponíveis visto que existem outras instituições e associações que também precisam de um lugar.
Para finalizar Carlos Viveiros apelou a todos os jovens faialense que adiram a este projeto, que participem nas atividades e se tornem sócios, as quotas são bastante acessíveis a todos.

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