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09
novembro

Faial recebe veleiros da Route Du Rhum

Escrito por  Texto:Maria José Silva/Fotos: Paulo Gonçalves
Publicado em Reportagem
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A Route du Rhum é uma das mais míticas provas de vela oceânicas francesas. Sai de St. Malo com destino a Pointe à Pitre em Guadalupe e encontra no porto e marina da Horta o “parque de assistência” ideal, atendendo à localização geoestratégica que ocupa no meio do Atlântico.

A Route du Rhum atravessa o oceano Atlântico na pior altura do ano e encontra as condições meteorológicas mais adversas, pelo que é um desafio megalómano para os velejadores, sejam eles profissionais ou amadores.

Teve início em 1978 e realiza-se de quatro em quatro anos. Inicialmente era apelidada de “Travessia da Liberdade” devido à particularidade de ser aberta a todos os tipos de embarcações e marinheiros. Com o passar do tempo, e com a evolução natural que a vela teve em França, bem como com o aparecimento da vela profissional e do grande interesse que suscitou, foi sofrendo alterações.

Chama-se Route Du Rhum pois tem como destino as Antilhas Francesas – um dos grandes produtores de rum a nível mundial.

É uma regata que decorre sem escalas mas que permite assistências, ou seja, um barco destes que rasgue uma vela, parta um mastro ou mesmo que tenha qualquer problema de electrónica pode atracar e ser assistido pela sua equipa.

De acordo com explicações que Armando Castro ao Tribuna das Ilhas, é nesta prova que são testados os barcos novos que posteriormente vão participar na Vandée Globe, ou seja, a prova considerada como o exponente máximo da vela mundial (de volta ao mundo sem escalas e em barcos se 60 pés).

É uma regata de solitários mas que tem várias classes: Classe Ultime (barcos de última geração, os trimarans superiores a 30m), Classe Imoca, ou sejam os monocascos de 60 pés da Vandé Globe. Em competição estão também os barcos de 40 pés, com a particularidade de este ano ter 46 inscritos, a classe multicascos 50 pés e a classe Rhum, aberta a todas as embarcações com menos de 50 pés e aos amadores.

“Este ano os veleiros largaram de St. Malo sempre com ventos contrários e apanharam condições atmosféricas bastante difíceis, dai que alguns barcos tenham passado por cá para fazerem as suas reparações e seguiram viagem” – explica Armando Castro que adianta também que “toda a gente aspira fazer esta regata, apesar da Vandé Globe ser uma regata muito mais exigente. Todos os marinheiros têm uma certa predilecção pela Route Du Rhum, daí que, no dia 31 de Outubro, tenham largado 84 barcos rumo a Guadalupe.

Pela Horta passaram: o Group Bel, da classe Imoca, que teve um problema grave na quilha basculante e que teve que abandonar a regata. Geodis também esteve para vir mas conseguiu resolver os seus problemas no mar. Groupe Terralia também passou por cá. O Destination Calais teve pequenas avarias a nível do motor e a sua continuidade em regata ainda não estava confirmada.

O trimaran Oman Air  partiu um flutuador e teve que ser rebocado pelo Rebocador Ilha de São Luís, a cerca de 350 milhas do Porto da Horta.

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