No âmbito de uma reunião com a Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas o presidente da Câmara Municipal da Horta – CMH, considerou inaceitável que a SATA ainda não tenha disponível a programação das ligações Lisboa-Horta, no Verão IATA 2018 e manifestou-se contra a qualquer operação que apresente uma redução no número de ligações existentes para esta rota, durante este período.
No entanto, no final do encontro, Ana Cunha garantiu que a operação da SATA para o Faial no Verão IATA é superior à utilização do ano passado, salientando, neste sentido, que não irá “haver o aumento pretendido pelo presidente da Câmara para os 14 voos, pelo facto “de esta rota, no ano passado, ter tido um crescimento negativo de -4%, o que representa cerca de 4.600 lugares não utilizados", divulgou.
O presidente da CMH, reuniu esta terça-feira com a Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas, Ana Cunha com vista a analisar as ligações aéreas previstas para o Faial, para o verão IATA 2018.
À saída do encontro José Leonardo Silva, lamentou que nesta altura a SATA ainda não tenha disponível “uma programação para a exploração da rota Lisboa-Horta, no Verão IATA, cujos meses são de maior procura por turistas”, manifestando-se ainda “contra qualquer programação que represente uma redução no número de ligações existentes entre Lisboa e Horta”, durante este período.
O autarca revelou que após esta reunião ficou “aberta uma via de diálogo com o Governo e com a Azores Air Lines para rever não só a operação deste Verão, mas também o valor da tarifa média praticada nas ligações com a Horta”.
Segundo nota da CMH, ficou também acordado, com a responsável pela tutela dos transportes, “manter esta via de diálogo aberta e agendar para setembro, um novo encontro de trabalho para avaliar a operação do Verão IATA 2018 tendo em vista preparar a operação do ano seguinte”.
Para o presidente do executivo camarário é “inaceitável a forma como tem sido explorada a rota Lisboa-Horta e a fraca promoção do destino”, destacando a este respeito “a importância de termos mais companhias a voar para a ilha do Faial, como forma de corresponder às expetativas dos turistas, dos operadores, dos residentes e dos empresários locais”, frisou.
Referindo-se à manifestação popular organizada pelo Grupo do Aeroporto, José Leonardo Silva, esclareceu “o Presidente da Câmara não necessita de estar numa manifestação para dizer ao Governo Regional e à SATA o que pensa sobre o futuro das ligações aéreas na ilha do Faial, muito menos enquanto mantiver aberta uma via de diálogo”, reforçando que “o Presidente da Câmara não foi eleito para participar em manifestações, mas para desempenhar bem o seu papel”.
Sobre este assunto, a Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas assegurou que a operação da SATA para este Verão apresenta “uma oferta superior à utilização do ano transato”.
Segundo a governante “a operação montada e planeada pela SATA para o Verão IATA de 2018 “baseou-se, de uma forma racional e como é princípio de boa gestão", com base no que foi executado no período homólogo de 2017, salientando que “essa oferta, não só é superior à utilização do ano passado, como ainda tem margem para acomodar um crescimento que, em termos médios a todas as rotas, foi de cerca de 3%”.
De acordo com a Secretária Regional, “na totalidade da operação, ou seja, SATA Air Açores e Azores Airlines, são disponibilizados mais cerca de 55 mil lugares", em relação aos utilizados em 2017.
“Não há aqui qualquer estrangulamento nas acessibilidades à ilha, muito pelo contrário, a oferta é superior à utilização do ano anterior, para homólogos períodos e, portanto, tem ainda, para além disso, margem para acomodação de um crescimento que se quer, e que é o que é saudável para esta ilha e para a nossa Região”, garantiu Ana Cunha.
A respeito das preocupações apresentadas pelo presidente da Câmara a titular da pasta dos transportes adiantou que “nos meses de julho e agosto, que é a principal reivindicação do senhor presidente da Câmara, não há esse aumento, conforme pretendido, para os 14 voos. Prende-se isto com o facto de esta rota, no ano passado, ter tido um crescimento negativo de -4%”, o que representa cerca de 4.600 lugares não utilizados", divulgou.
Ana Cunha, registou ainda que “nesse período de julho e agosto, uma percentagem significativa de voos ficaram com uma taxa de ocupação muito abaixo dos 60% e, portanto, nessa medida, a SATA, o que planeou foi uma oferta mais transversal a todo o verão, ou seja, aumenta, mas considerando o verão IATA, de maio a outubro”, disse.