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18
maio

Mestre Simão - Encalhe deveu-se a um “infortúnio do mar”

Escrito por  Flávia Taibo
Publicado em Local
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A Atlânticoline apresentou na passada segunda-feira os resultados do relatório interno da empresa sobre o acidente do Mestre Simão que encalhou no porto da Madalena no dia 6 de janeiro.
Segundo o relatório, o acidente deveu-se a “uma onda ou da sequência de duas ou mais ondas seguidas” e ainda à não resposta do motor devido ao mecanismo de proteção do mesmo.
A Atlânticoline fez ainda uma atualização do processo de aquisição do navio que substituirá o Mestre Simão.

A Atlânticoline apresentou na passada segunda-feira os resultados do relatório interno da empresa sobre o acidente do Mestre Simão, resultado da recolha de elementos através dos departamentos de Manutenção e de Operações e Recursos Humanos da empresa, que foi posteriormente elaborado pelo ISCIA - Instituto Superior de Ciências da Informação e Administração.
Através da recolha dos testemunhos da tripulação e da observação VRD - Voyage Data Recorder, dispositivo com a gravação dos dados de posicionamento do navio e das instruções e comunicações entre o mestre e a sua tripulação, o Comandante António Luiz Parreira Fera, professor da Escola Náutica, que realizou este trabalho, chegou à conclusão que o encalhe se deveu à conjugação de vários fenómenos que em nada põem em causa o trabalho do mestre e da tripulação.
Citando o relatório interno Carlos Faias, presidente do Conselho de Administração da Atlânticoline, avançou que “o encalhe sucedeu devido a um fenómeno pouco vulgar, da existência de uma onda ou da sequência de duas ou mais ondas seguidas, com intervalos de poucos segundos e em que o período de calmaria foi bastante mais reduzido do que era esperado”.
“Da análise dos elementos disponíveis, verificou-se que o mestre colocou, e bem, o leme do navio a bombordo e, verificando que este não guinava a bombordo, devido à força da ondulação, tentou colocar a máquina de bombordo a ré, para forçar o navio a guinar para bombordo, mas esta deixou de funcionar, seguindo o mecanismo de proteção”, continuou.
As conclusões do relatório apontam que o acidente sucedeu no seguimento “do fenómeno de natureza externa, materializado no facto de a onda de grande energia surgir mesmo na entrada do porto” e do “fenómeno de situação interna, resultante do facto de a máquina de bombordo do navio ter ficado indisponível no momento em que era fundamental o seu funcionamento a ré, com a ressalva que ainda que fosse possível a engrenagem à ré, não é conclusivo que tal manobra evitasse o encalhe.”
Carlos Faias revelou que o navio entrou no porto da Madalena pelo lado norte com a velocidade entre 8 e 10 nós, a recomendável, e foi apanhado por uma onda que levou o Mestre Simão aos 18 nós, encaichando 15 segundos depois nas rochas a uma velocidade de 15 nós.
O presidente da transportadora marítima adiantou ainda que o relatório tece certas recomendações para prevenção, algumas já implantadas pela empresa.
Uma das recomendações do relatório passa pela “instalação de uma câmara de filmar numa posição que permita ter uma melhor perceção das condições de ondulação na entrada do porto da Madalena, preferencialmente com uma escala de graduação de alturas e direções”.
Carlos Faias aproveitou ainda a ocasião para dar informações sobre a construção do novo navio que virá em substituição do Mestre Simão e que será semelhante a este, mas “com características otimizadas”.
Este novo barco será construído pelos Astilleros Armon, e terá capacidade para transporta 333 passageiros e 15 viaturas e terá ainda um comprimento de fora-a-fora de 41,2 metros, mais 1.2 que o Mestre Simão.
O contrato celebrado entre a Atlânticoline e os Astilleros Armon, foi assinado no dia 2 de maio no valor de 10.198.000,00€.

 

PSD/Açores querem apurar responsabilidades políticas

Os deputados do PSD/Açores entendem que as conclusões da Atlânticoline sobre o acidente do Mestre Simão reforçam a necessidade de se apurar responsabilidades políticas.
“Os responsáveis políticos que inauguram portos e adquirem navios não podem, perante os acidentes que ocorrem, empurrar as responsabilidades para outros, mesmo que seja para o infortúnio do mar’”, afirmou Luís Garcia.
Para o deputado do PSD/Açores “é preciso ter a coragem política para avaliar e assumir se os erros cometidos em muitas obras, nomeadamente no porto da Madalena, não serão também responsáveis por esses acidentes e se os mestres dos navios têm os meios suficientes e desejáveis para realizarem as operações em causa”.
Segundo o social-democrata, as conclusões sobre o acidente comprovam e reforçam a necessidade de se estudar a operacionalidade dos portos de transporte de passageiros da Região, principalmente os portos das ilhas do Triângulo (Faial, Pico e S. Jorge), conforme propõe o PSD/Açores através de um projeto de resolução recentemente apresentado no parlamento açoriano.

 

Serviços mínimos assegurados durante a greve dos marinheiros

Sobre o pré-aviso de greve dos trabalhadores emitido pelo Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagem, Transitário e Pesca (SIMAMEVIP), nos períodos correspondentes às festividades do Espírito Santo e às principais festas de verão do Triângulo, Carlos Faias avançou que existe diálogo com os trabalhadores, mas que o sindicato não aceita algumas medidas.
O presidente do Conselho de Administração revela que contrariamente ao afirmado pelo representante do sindicato, houve um aumento do valor base dos vencimentos em 2010 para o valor atual de 690,10€, sublinhado que, em 2017, o valor médio mensal do vencimento dos marinheiros foi de 1200 euros.
Carlos Faias revelou ainda que “partiu desta administração da Atlânticoline fazer a revisão do Acordo da Empresa”, de 2008, para introduzir um sistema de progressão de carreira, indexado a um sistema de avaliação de desempenho. No entanto, o Sindicato opõe-se a este sistema de avaliação.
Sem qualquer perspetivas de acordo entre as duas partes, o Tribunal Arbitral determinou, esta segunda-feira, as viagens marítimas a constar dos serviços mínimos a assegurar durante os períodos de greve.
Desde modo, na Linha Azul estão garantidas a realização de duas viagens diárias: Horta/Madalena/Horta às 07h30 e às 17h15 e nos dias em que está prevista no horário a ligação Horta/Madalena/Horta das 20h15, mantém-se também a realização dessa viagem.
Na Linha Verde, está assegurada uma viagem diária, entre Horta, Madalena e Velas, que se realizará sempre no período da tarde com saída da Horta às 18h45.
Os serviços mínimos preveem também a fixação de uma tripulação de prevenção para a realização de operações de transporte em situação de emergência.

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